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Dizemos NÃO à instalação de central solar com uma área de 1260 hectares na freguesia de São Domingos e Vale de Água!

Para: Agência Portuguesa do Ambiente; Câmara Municipal de Santiago do Cacém

Decorreu até  ao dia 18 de Março a consulta pública (Participa.pt) promovida pela Agência  Portuguesa do Ambiente. Por desconhecimento da população muitos não foram a tempo de participar.

Foi criada esta petição pública online (https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT107035)
para que possamos continuar a mostrar o nosso desacordo. Existe uma outra petição  em papel para quem não  tem acesso à  internet. 

O Projecto em causa considera para a sua instalação uma freguesia do concelho de Santiago do Cacém, São Domingos e Vale de Água. 

São  conhecidos os efeitos negativos de instalações  solares de menores dimensões: artificializacão da paisagem, extinção de fauna e flora endémicas, redução do sequestro de co2, a não emissão de toneladas de oxigénio por abate de árvores e/ou morte destas por alterações  climáticas  da zona, possível contaminação  dos solos e aquíferos por metais (pesados?) em caso de deterioração/destruição da central solar.

A maioria dos munícipes da freguesia  não  tiveram conhecimento do projecto nem acesso aos meios digitais para poderem participar na referida consulta/ petição.

Acresce ainda o facto  de decorrer em pleno confinamento impedindo assim que a informação  lhes chegasse através  de amigos, vizinhos ou familiares. Estamos perante uma situação  de claro aproveitamento  das circunstâncias para que tudo se passe à  revelia das populações. 

A Agência Portuguesa do Ambiente comunicou à Câmara Municipal de Santiago do Cacém, à CCDR do Alentejo e à Junta de Freguesia de São Domingos e Vale de Água, no entanto a informação não chegou , como deveria, às populações.

O município  teve conhecimento da pretensão  do promotor do projecto no ano passado através  de um pedido de informação  prévia,  porque razão  não  foram promovidas acções  no sentido de esclarecer os munícipes sobre as múltiplas  questões  que se colocam perante um projecto de uma dimensão  ímpar? O município  tem a obrigação  de atempadamente dar a conhecer uma pretensão  desta natureza e promover uma aberta e clara discussão  acerca das consequências  para a região.

Será  que os cerca de 1000 habitantes da freguesia não  têm o direito de participar numa decisão  que irá  ter efeitos sobre a sua qualidade de vida e sobre o seu futuro? 

Ajudem-nos a divulgar esta situação de claro aproveitamento:  retorno financeiro chorudo de alguns proprietários  das "áreas escolhidas" para o projecto e o evidente interesse dos representantes  da autarquia, que a troco da derrama e do IMI estão  a hipotecar o presente e o futuro de várias  gerações .

Este megaprojecto é de uma central solar, na qual pretendem instalar 2 milhões e 200 000 painéis fotovoltaicos e 260 baterias Tesla, numa área de 1260 hectares, em zonas classificadas REN e RAN.

O projecto tem sido mantido no “segredo dos deuses” para que não haja oposição ao mesmo.


A área do projecto inclui 2hectares da barragem de Fonte de Serne! São vários os aquíferos essenciais à população da região (introduzindo risco de contaminação); o seu perímetro será vedado, cortando caminhos rurais utilizados desde há uma centena de anos; pretende-se também proceder ao corte de 1 milhão de árvores que são o “pulmão” de uma vasta região, impossibilitando assim o sequestro de dióxido de carbono, emitido emitido em parte pela indústria de Sines.


A alteração do meio irá afectar e talvez levar à extinção inúmeras espécies endémicas, quer da flora quer da fauna.


A alteração paisagística terá como consequência imediata um desconforto difícil de avaliar e irá afectar a saúde mental de uma população envelhecida e esquecida, que preza e valoriza o ambiente envolvente tal como sempre o conheceu.


Em termos da economia local, sobretudo de actividades existentes ligadas ao turismo (foi emitida a 1ª certificação do Caminho de Santiago, uma das etapas atravessa São Domingos!), será afectada irremediavelmente, ninguém quererá fazer turismo numa zona onde a natureza deu lugar a um mar de painéis solares.

Muitas outras actividades ligadas à floresta, à agricultura e pastorícia irão ressentir-se. A economia local será irremediavelmente afectada.


O empobrecimento da região será uma certeza!


A longo prazo, o projecto tem uma duração de vida útil de 30 ou, se for renovado, 60 anos, quem nos garante que após esse tempo não vamos ficar com milhares de toneladas de lixo no local? E toda uma imensa área de solo desertificado?


Precisamos do vosso contributo na divulgação deste projecto o quanto antes, para que chegue ao conhecimento de todos para nos opormos e assim podermos evitar mais um crime ecológico e paisagístico.




Qual a sua opinião?

A actual petição encontra-se alojada no site Petição Publica que disponibiliza um serviço público gratuito para todos os Portugueses apoiarem as causas em que acreditam e criarem petições online. Caso tenha alguma questão ou sugestão para o autor da Petição poderá fazê-lo através do seguinte link Contactar Autor
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