Pela criação do MUSEU dos LANIFÍCIOS em LORIGA
Para: Exmo senhor Presidente da Câmara Municipal de Seia
LORIGA pela sua tradição no têxtil... merece um MUSEU!
Loriga conheceu a partir de 1856 e 1862 - data da criação das primeiras fábricas - a da Fonte dos Amores e a da Fândega fundadas por Manuel Mendes Freire e José Marques Guimarães respetivamente. Com esta fundação das fábricas em Loriga, consumam-se e materializam-se, um passado manufatureiro tradicional surgido no século XVII data da criação da primeira fábrica de panos na Covilhã. É comummente aceitar esta ligação à Covilhã, pelo facto de em Loriga, o gado ser muito abundante, coexistirem muitos vendedores de lã, se situar entre duas ribeiras com ótimas condições de produção de energia, ter um quotidiano artesanal ligado ao têxtil e, mais tarde, o retorno de emigrantes enriquecidos no Brasil (hoje recordados pela capela de Nossa Senhora da Guia de 1884, o coreto em ferro forjado de 1905 e pelos três fontenários existentes em Loriga de 1905-1907).
O ímpeto pelo têxtil possibilitaria ainda a criação de mais unidades: a fábrica do Regato, em 1869; em 1872 a fábrica das Tapadas; em 1878 a fábrica da Redondinha mais tarde Manuel Carvalho; a Jomabril surge num destes espaços em 1993; em 1899 a fábrica Leitão & Irmãos, Cia.; em 1905 a fábrica Nova para em 1920 passar a sociedade Moura Cabral & Cia.; em 1929 a fábrica do Pomar da firma Nunes & Brito; em 1938 a Pina, Nunes & Cia.; em 1952 num local, o “Escaldadeiro”, vai surgir a Gonçalves & Abreu, Limitada. mais tarde Gonçalves & Nunes quando entra a irmã de José Nunes Abreu; em 1969 a Lorilan-Nunes & Cia, Limitada.; em 1973 a Lorimalhas depois Loriseia em 1992; em 1988 a M.L.P. empresa de Malhas Pinto Lucas, Limitada., depois comprada pela família Cabalhanas em 1996, a única em atividade; em 1950 a fábrica das Lamas...
Hoje restam apenas os edifícios em ruínas!