Pela demissão de Francisco Assis do PS e filiação no PSD/CDS
Para: Francisco Assis
Caro Francisco Assis
O país vive nos dias de hoje um tempo que pode ser verdadeiramente histórico fruto dos resultados das eleições do dia 4 de Outubro.
Esses resultados trouxeram-nos uma nova realidade na Assembleia da República, com a perda da maioria pela direita e com a possibilidade de uma nova maioria, suportada pelos deputados do PS, BE, PCP e PEV.
Essa poderá ser uma realidade que poderá elevar para outros parâmetros a nossa democracia e dar o salto que em 40 anos nunca foi possível dar.
Há inclusive dentro do PSD (e outras históricas no CDS) vozes que assumem ser legítimo um acordo à esquerda que permita que o PS forme governo com apoio parlamentar do BE, PCP e PEV.
É pois um acordo que qualquer cérebro digno desse nome terá noção de ser sobre recuperação de rendimentos por parte de trabalhadores, reformados e pensionistas. Clarinho como a água. Nem uma linha sobre a NATO ou o Euro como é natural. Aliás é intelectualmente desonesto colocarem-se a toda a hora e a todo o instante essas questões como se o povo português tivesse alguma vez podido opinar sobre pertencer a alguma destas coisas; ou como se a 4 de outubro alguém tivesse votado a pensar nisso!
Dito isto, é inenarrável a figura histérica que o sr. tem feito nestas últimas semanas. E por isso, este é um daqueles momentos clarificadores como poucos na nossa história.
E sendo um desses momentos, é INDISCUTÍVEL que o histerismo de Francisco Assis só tem paralelo com o de Paulo Rangel ou Nuno Melo (talvez combinado nos corredores de Bruxelas).
E é indiscutível que, este é um momento em que os portugueses ganham alguma esperança de recuperar rendimentos depois dos últimos 4 anos em que foram roubados pelo governo PSD/CDS e em que o fruto desse roubo foi direitinho para os bolsos dos especuladores e dos grandes empresários em Portugal. 4 anos em que o estado social foi posto em causa como nunca havia sido e em que o povo foi chamado a pagar os desvarios do sistema financeiro.
E sendo por isso este, um momento determinante para o futuro dos portugueses, o Francisco Assis toma partido. Legítimo ? Com certeza que sim. Mas não ande a enganar os socialistas e os portugueses. Nem a si próprio.
E por isso, faça-nos (A TODOS) um favor. Desvincule-se do PS e filie-se na PAF, no PSD ou no CDS. Acredite é melhor para todos. E acredite ficamos todos melhor.
Por Portugal e pelos portugueses, trabalhadores, desempregados, reformados e pensionistas!