MANIFESTO PELA RESTAURAÇÃO DA VERDADE DESPORTIVA E DEMOCRÁTICA NO TRAIL RUNNING EM PORTUGAL
Para: Exmo. Senhor Presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) Exmo. Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA)
Os signatários desta petição — atletas, clubes, organizadores de provas, dirigentes e adeptos da modalidade de Trail Running em Portugal — vêm por este meio expressar o seu absoluto repúdio pela atual situação de sequestro institucional, democrático e desportivo perpetrado pela atual Direção da Associação de Trail Running de Portugal (ATRP), exigindo a intervenção imediata das entidades tutelares.
Durante anos, a ATRP foi a casa do Trail Nacional. Hoje, encontra-se refém de um grupo restrito que, a todo o custo, se agarra ao poder, desrespeitando os associados, violando regulamentos e prejudicando gravemente o desenvolvimento da modalidade.
A gravidade da situação consubstancia-se nos seguintes factos inegáveis:
1. O Sequestro Democrático (As Eleições dos 12 Votos)
A atual Direção tomou posse após uma Assembleia Geral Eleitoral realizada a 12 de julho de 2026, na freguesia da Lomba (Gondomar). Numa associação que já contou com milhares de associados, esta Direção foi eleita com a irrisória quantia de 12 votos a favor, sendo que 8 desses votos pertenciam aos próprios elementos da lista candidata. A representatividade desta Direção é nula. A ATRP foi reduzida a um feudo privado que não representa a vontade nem a dimensão da comunidade do Trail em Portugal.
2. A Perda de Legitimidade Oficial e Fim do Vínculo à FPA
Como atestado por documento oficial recente da própria Federação Portuguesa de Atletismo, a FPA é a "Autoridade Única" com "Competências Exclusivas" para a homologação de provas, organização de Campeonatos Nacionais e constituição da Seleção Nacional. A ATRP já não é sócia da FPA. No entanto, a atual Direção continua, de forma lesiva para as organizações de provas, a exigir taxas e a vender selos de "certificação" e "Taças de Portugal", comercializando uma oficialidade institucional que já não possui.
3. Saneamentos Administrativos e Violação do Código Civil
Para silenciar o escrutínio, a atual Direção iniciou uma purga administrativa dos associados críticos. De forma coerciva, têm sido emitidos comandos informáticos de "Anulação de Ficha" de associados, sem qualquer pedido dos mesmos. Estas expulsões forçadas violam grosseiramente o Artigo 14.º dos próprios Estatutos (que prevê apenas a suspensão por falta de quotas) e o Artigo 182.º do Código Civil, uma vez que os visados são expulsos sem processo disciplinar, sem direito ao contraditório, sem audição prévia e sem deliberação em Assembleia Geral. É a ditadura do silêncio.
4. Ocultação de Provas e Ameaças aos Associados
O desrespeito pela transparência atingiu o limite com o apagamento deliberado da gravação áudio da última Assembleia Geral, logo após a elaboração de uma ata profundamente omissa (que reduziu debates de mais de uma hora a curtos parágrafos). Paralelamente, a Associação utiliza o dinheiro proveniente das quotas dos atletas para financiar serviços jurídicos cujo único propósito tem sido emitir comunicados de intimidação e ameaçar os próprios sócios com processos judiciais em caso de crítica.
O QUE EXIGIMOS:
Perante um cenário de ilegalidade, coação e usurpação de representatividade, os signatários requerem:
À Federação Portuguesa de Atletismo (FPA): Que cesse qualquer tipo de negociação paralela, reconhecimento ou protocolo de fachada com a atual Direção da ATRP, assumindo de forma definitiva, direta e autónoma o seu papel de Autoridade Única do Trail Nacional, trabalhando diretamente com as organizações e os atletas.
Ao Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ): Que proceda à abertura de um inquérito e auditoria rigorosa às práticas administrativas, estatutárias e financeiras da atual Direção da ATRP, nomeadamente no que concerne às expulsões ilegais de sócios e à validade das alterações estatutárias nunca registadas oficialmente.
O Trail Running em Portugal não tem donos. Exigimos transparência, legalidade e o fim imediato deste sequestro associativo!
Assinam,
(A Comunidade do Trail Running de Portugal)