Não queremos a expulsão dos alunos do CFA
Para: B.I./C.Cidadão
Tendo em conta as últimas notícias, visando diversos alunos do Curso de Formação de Agentes da Polícia de Segurança Pública, desta feita envolvidos em alegadas “lutas” no seu dormitório durante o seu período de descanso, vimos por este meio mostrar o nosso descontentamento pela hipótese existente de punição dos alunos envolvidos, via expulsão do referido curso.
Os alunos têm disciplinas sim que envolvem “luta” sendo a sua nomenclatura e especificidade totalmente diferentes do amplamente exposto, sendo no entanto matéria basilar para um polícia.
Sim. É basilar. Digam-no os polícias que diariamente são agredidos no seu serviço diário.
No entanto a essas disciplinas é dada muito pouca relevância ou papel secundário na formação, algo que não devia acontecer tendo em conta o risco e as situações de violência a que os Agentes da P.S.P. estão expostos todos os dias.
Para além do referido é uma disciplina com um coeficiente elevado de avaliação, ou seja é uma disciplina cuja nota afeta em larga escala a média final de curso e por consequência a sua conclusão com sucesso.
A “luta”, como é por alguns denominada com sentido depreciativo, trata-se de uma ferramenta que os polícias devem adquirir, aperfeiçoar e saber utilizar para garantir com sucesso a sua missão, resguardar a sua integridade física e assegurar a de terceiros. É isso que nós cidadãos pretendemos que um Polícia faça com sabedoria e firmeza quando nós, por diversos motivos, necessitamos.
Tal como os alunos têm que estudar, fora das aulas no seu período de descanso, as mais diversas matérias tais como Código Penal ou Processual Penal, também urge os mesmos poderem treinar diversos tipos de defesa pessoal e técnicas de combate corpo-a-corpo nesses períodos.
Pretendemos assim que a medida aplicada após processo disciplinar do Estabelecimento de Ensino não seja a expulsão desses elementos.
Que sejam antes incentivados a praticar as técnicas de defesa pessoal de diversos estilos no seu tempo de descanso, em espaço próprio condigno e mediante não apenas o respeito, a dignidade e a ponderação mas também a saudável camaradagem, a constante evolução e a firmeza que tais desportos aplicados a situações reais requerem, pois é mais que sabido que irão necessitar desse conhecimento durante toda a sua vida ao serviço de Portugal.