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Pelo reposicionamento remuneratório dos docentes da Universidade do Porto - cumprimento do Despacho 3830/2025, de 27 de março.

Para: Carta Aberta ao Reitor e Diretores/as das Faculdades da Universidade do Porto

Ex.mos./mas. Senhores/as,

Professor Doutor António de Sousa Pereira – Reitor da Universidade do Porto
Professor Doutor Altamiro Costa-Pereira - Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
Professora Doutora Ana Cristina Freire - Diretora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Professor Doutor António Manuel Fonseca - Diretor da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto
Professor Doutor Domingos de Carvalho Ferreira - Diretor da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto
Professor Doutor Henrique Cyrne Carvalho – Diretor o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto
Professor Doutor João Pedro Xavier - Diretor da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto
Professor Doutor Miguel Carvalhais – Diretor da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto
Professor Doutor Óscar Afonso – Diretor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto
Professora Doutora Paula Pinto Costa - Diretora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Professor Doutor Paulo Melo - Diretor da Faculdade de Medicina Dentária
Professor Doutor Paulo de Tarso Domingues - Diretor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto
Professor Doutor Pedro Graça- Diretor da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto
Professor Doutor Pedro Nobre - Diretor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto
Professor Doutor Rui Calçada - Diretor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto:


No cumprimento do disposto no Despacho n.º 3830/2025, de 27 de março, e demais legislação aplicável, vimos, por este meio, solicitar que a Universidade do Porto proceda ao reposicionamento remuneratório por opção gestionária dos seus docentes que reúnem as condições legalmente previstas.

Pela primeira vez, o governo autorizou a Universidade do Porto a fazer progredir os seus professores, recorrendo à pontuação acumulada e não usada na progressão obrigatória.

É incompreensível que, tendo já várias instituições de ensino superior avançado com o cumprimento desta norma legal, a Universidade do Porto, apesar da robustez da sua situação financeira comparativamente a muitas dessas instituições, ainda não o tenha feito.

A ausência de aplicação desta medida traduz-se numa situação de desigualdade injustificada e na perpetuação de uma injustiça para com os docentes que servem a Universidade do Porto e que cumprem todos os requisitos legais.

Sendo a Universidade do Porto uma instituição de referência nacional e internacional, espera-se que esteja na linha da frente da valorização dos seus professores.

Assim, os abaixo-assinados apelam a V. Ex.ªs que promovam, com caráter de urgência, a execução do reposicionamento remuneratório devido, em nome da justiça e da dignidade profissional dos docentes da Universidade do Porto.


Certos da vossa melhor atenção para a célere resolução deste assunto, com os melhores cumprimentos,


Setembro de 2025
  1. Actualização #1 Mensagem de agradecimento aos subscritores

    Criado em 17 de outubro de 2025

    Caros colegas, Antes de mais, muito obrigada por terem subscrito esta petição. O vosso gesto foi determinante — e é importante que partilhemos agora os resultados concretos deste movimento coletivo. Graças ao eco que esta iniciativa teve dentro e fora das unidades orgânicas, o tema do reposicionamento remuneratório ao abrigo do Despacho n.º 3830/2025, de 27 de março, entrou na ordem de trabalhos de duas reuniões decisivas: a dos Diretores com o Reitor e a do Conselho Geral da Universidade do Porto com o Reitor. Foi após essas reuniões que o Reitor enviou o comunicado que todos recebemos no passado dia 15 de Outubro, confirmando que a Universidade irá proceder à aplicação do mecanismo de reposicionamento remuneratório dos docentes, em Janeiro de 2026, considerando a sua aplicação em Janeiro de 2025 (e, por isso, com efeitos retroativos). Esta conquista é, antes de mais, um testemunho da força e da dignidade do nosso corpo docente. Mostrámos que somos uma classe capaz de se unir em torno de causas justas, de cuidar uns dos outros, e de agir de forma solidária, mesmo quando não há interesse pessoal direto em causa. Muitos colegas que não se encontram em posição de progressão juntaram-se a este esforço, lado a lado com os mais vulneráveis na carreira. Catedráticos, associados e auxiliares, todos se manifestaram — e isso diz muito sobre a maturidade, a lucidez e a solidariedade da nossa comunidade académica. Mostrámos que sabemos trabalhar juntos quando o motivo é justo; que servimos a Universidade — e, por isso mesmo, devemos também ser cuidados e valorizados por ela. Por vezes parece que a Universidade apenas nos avalia e nos exige; esta mobilização recorda que também nós somos agentes do cuidado, dentro dela e entre nós. Contudo, a luta não termina aqui. Da leitura atenta do comunicado do Reitor e do ofício por este enviado ao SNESUP no dia 14 de Outubro, resulta claro que cada docente beneficiará apenas de uma única progressão, independentemente do número de pontos acumulados ao longo dos anos. Isto significa que muitos colegas — em especial os mais antigos, com décadas de serviço e dezenas de pontos acumulados — verão parte significativa do seu mérito e do seu tempo simplesmente ignorados neste processo. Acresce que não está esclarecido o destino dos pontos excedentários após a progressão, sabendo que a prática anterior da Universidade tem sido a de “zerar” esses pontos, desconsiderando-os nas progressões seguintes. Por estas razões, este tema exige análise jurídica e social aprofundada, e a nossa mobilização deve continuar. Este foi um primeiro passo — e um passo importante. Mas será essencial mantermo-nos unidos, atentos e solidários, para que o trabalho iniciado possa conduzir a uma aplicação verdadeiramente justa do Despacho e a uma valorização efetiva de todos os docentes da Universidade do Porto. A força que demonstrámos neste processo é já um sinal de mudança: somos capazes de cuidar e de construir juntos uma Universidade mais justa e humana. Continuaremos a acompanhar os desenvolvimentos e a partilhar todas as informações relevantes. Com gratidão e espírito de cooperação, O grupo de docentes criadores da petição




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Esta petição foi criada em 16 setembro 2025
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