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Fim dos Protocolos de Cooperação nos Serviços de Apoio Domiciliário: Um Caminho para a Liberdade de Escolha e Maior Eficiência

Para: Assembleia da República

Pelo Fim dos Protocolos de Cooperação nos Serviços de Apoio Domiciliário e Atribuição Direta do Apoio aos Utentes

Os cidadãos abaixo-assinados vêm, por este meio, solicitar à Assembleia da República e ao Governo de Portugal a revisão profunda do modelo de financiamento e organização dos Serviços de Apoio Domiciliário (SAD), propondo a transição para um sistema centrado no utente, através da atribuição direta do apoio financeiro do Estado às pessoas beneficiárias.

O atual modelo, baseado em protocolos de cooperação entre o Estado e as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), tem revelado diversas limitações estruturais. Entre os principais problemas identificados estão:

A rigidez dos horários de prestação de cuidados, que muitas vezes não se adaptam às rotinas e necessidades das famílias;

A falta de liberdade de escolha por parte dos utentes, que se veem obrigados a aceitar os prestadores existentes na sua área;

A prestação de serviços padronizados, com pouca margem para personalização;

A escassa cobertura territorial, sobretudo em zonas rurais ou de menor densidade populacional.

Muitos cidadãos enfrentam, assim, dificuldades reais em aceder a cuidados adequados, com horários ajustados e serviços que respeitem a sua individualidade. Esta situação contribui para o agravamento da exclusão social e sobrecarrega famílias que já vivem sob grande pressão.

Deste modo, propomos a criação de um novo modelo de financiamento direto ao utente, que assegure:

A liberdade de escolha dos prestadores (IPSS, empresas privadas ou cuidadores individuais certificados);

A flexibilização dos horários e dos serviços prestados, adaptando-os à realidade de cada pessoa;

O estímulo à concorrência, promovendo a melhoria da qualidade e inovação nos cuidados prestados;

Uma utilização mais eficiente dos recursos públicos, com maior transparência e controlo do investimento;

O respeito pela dignidade, autonomia e bem-estar dos utentes.

Reforçamos que esta transição deve ser acompanhada pela criação de um sistema rigoroso de regulação, certificação e fiscalização dos prestadores, garantindo a qualidade, segurança e proteção dos direitos das pessoas cuidadas.

Acreditamos que é possível construir um sistema de cuidados mais justo, flexível e centrado na pessoa, e que esta mudança é não só necessária, como urgente.

Assim, apelamos às autoridades competentes para que deem início ao processo legislativo que permita a implementação de um novo paradigma nos Serviços de Apoio Domiciliário, colocando o utente no centro das políticas públicas.

Pelo respeito à dignidade humana, pela liberdade de escolha e por um envelhecimento com qualidade.



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Esta petição foi criada em 07 agosto 2025
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