Transporte de Animais de grande porte nos comboios: um bilhete inteiro, mas sem lugar
Para: Pessoas com animais de estimação,usuários de transportes públicos
Nos comboios Intercidades, os animais de grande porte, como cães de médio e grande porte, são autorizados a viajar — desde que os donos comprem um bilhete inteiro para eles. No entanto, o tratamento que recebem contrasta com o valor pago: esses animais são frequentemente obrigados a viajar no chão, entre os bancos, no corredor ou mesmo no meio das pessoas, sem direito a um espaço adequado.
Apesar de o bilhete inteiro pressupor um lugar sentado, tal como para qualquer outro passageiro, os animais não recebem assento. Não há compartimentos designados, nem soluções adaptadas para o conforto e segurança deles ou dos passageiros. Muitas vezes, os donos são deixados a improvisar: uns sentam-se no chão ao lado do animal, outros tentam manter o cão deitado sob o banco, numa posição desconfortável tanto para o animal como para os outros viajantes.
Esta realidade levanta várias questões: Se o animal paga um bilhete inteiro, por que não tem direito a um espaço proporcional? Onde está a lógica de cobrar o valor completo por um serviço claramente incompleto? E mais importante: onde está a consideração pelo bem-estar animal e pela dignidade dos seus donos?
Com o crescimento da mobilidade responsável e do companheirismo animal, é urgente que as empresas ferroviárias repensem as suas políticas. Criar zonas específicas para animais, garantir condições mínimas de conforto e segurança, e ajustar os preços à realidade do serviço prestado não são exigências excessivas — são apenas sinais de uma sociedade que evolui com empatia e justiça.
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