A Comissão de Trabalhadores da AdCL não pode deixar de manifestar o seu desagrado pelas iniciativas avulsas promovidas pela Administração do Grupo Águas de Portugal.
Um Grupo desta dimensão e com os lucros que gera anualmente não deveria desrespeitar os seus profissionais da forma que o faz.
As empresas do Grupo Águas de Portugal reafirmaram recentemente o compromisso de respeitar integralmente os dez princípios consagrados pelas Nações Unidas no Pacto Global, que envolvem os Direitos Humanos e do Trabalho, como por exemplo “erradicar a pobreza e a fome” e promover “o trabalho digno e o crescimento económico”.
Desde 2009, os trabalhadores apenas beneficiaram de um ajuste salarial de 20€, aquando da entrada em vigor do Acordo Coletivo de Trabalho, e uma “recompensa” de 125€ por esse feito.
Há trabalhadores altamente qualificados, com 15 ou 20 anos de serviço, a ganharem a Retribuição Mínima Garantida, ou seja, em 2009 ganhavam mais 129€ do que o salário mínimo nacional e agora ganham o mesmo, isto é um completo desrespeito por todos os profissionais num grupo com mais de 400 milhões de euros de lucros nos últimos anos.
A atualização da base remuneratória da carreira profissional de Técnico Superior, bem como a atualização salarial de 1,2% são tardias e, mais uma vez, esqueceram-se de todos os trabalhadores altamente qualificados, com 10, 15 ou 20 anos de serviço que pelo menos desde 2010 não têm qualquer ajuste salarial digno.