SALVATERRA DE MAGOS – PELA MELHORIA URGENTE DOS CUIDADOS DE SAÚDE
Para: Assembleia da Republica, Governo, Autarquia de Salvaterra de Magos e ARSLVT
Exm.º Senhor Luís Pisco,
Presidente do Conselho Directivo da ARSLVT
O Concelho de Salvaterra de Magos está em luta pelo direito a ter mais médicos de família, pela reabertura das extensões de saúde encerradas em Muge e Granho e pela urgente reposição dos cuidados de saúde primários.
Verifica-se, actualmente, que no concelho de Salvaterra de Magos há mais de 16.500 utentes sem médico de família. Ou seja, mais de 75 % da população não tem direito a médico de família, o que coloca o concelho como um dos piores no distrito de Santarém quanto à prestação de cuidados de saúde primários.
No Centro de Saúde de Glória do Ribatejo, de 2 médicos a tempo inteiro, passou-se para uma situação com apenas um médico. Com a saída da Drª Yudyd Jorge, ocorrida a 29 de Abril, ficaram todos os utentes servidos por esta médica sem acesso a consultas. E neste momento há apenas uma médica a dar consultas de forma provisória, apenas uma vez por semana, durante meio dia. Não estando assegurada sequer a sua continuidade, nem em que condições haverá consultas no mês seguinte. Ficando apenas um médico a prestar serviço às populações de Glória do Ribatejo, Muge e Granho que, entre si, somam quase 5 mil utentes.
Em Salvaterra de Magos há apenas 1 médico de família fixo a servir as populações. Existem outros médicos queprestam serviço na mesma extensão de saúde, mas de forma irregular, o que dificulta sobremaneira o agendamento de consultas. Para além disso, o edifício evidencia alguns problemas estruturais e de manutenção, necessitando de obras urgentes para a sua resolução.
Nos Foros de Salvaterra, a situação de falta de médicos é também preocupante e necessita de resolução. De 3 médicos que davam consultas anteriormente, actualmente apenas um dá consultas.
Constata-se que, em Muge e Granho, pesa significativamente o facto de as extensões de saúde das freguesias terem encerrado em 2008 e os transportes públicos, que permitem às populações a deslocação até ao Centro de Saúde de Glória do Ribatejo, serem bastante escassos e com horários completamente desajustados às necessidades.
Em Marinhais depois da saída do Dr. César e posteriormente do Dr. Cristian ficou-se sem médicos efetivos. Neste momento estão dois médicos temporários, o que dificulta agendar as consultas.
Actualmente mais de metade da população de Marinhais não tem médico de família. Existem crianças e grávidas sem as consultas obrigatórias, idosos e doentes crónicos que demoram meses a ter credenciais de medicação.
Acresce ainda que o Centro de Saúde de Marinhais é antigo, exíguo, funciona no primeiro piso de um edifício residencial, encontrando-se completamente obsoleto para dar a resposta adequada a uma população de mais de 6 mil utentes. O Município de Salvaterra de Magos já disponibilizou um terreno para a construção de um novo equipamento público de prestação de cuidados de saúde primários. Exigimos resposta célere do Ministério da Saúde no sentido de se avançar com o processo.
Paralelamente, os dois hospitais públicos que servem o concelho - Santarém e Vila Franca de Xira- são relativamente longe sem esquecer, mais uma vez, que os transportes públicos que efectuam essas ligações são praticamente inexistentes.
É totalmente inadmissível o estado a que chegou a prestação de cuidados de saúde primários no concelho de Salvaterra de Magos, sem que nada tenha sido feito para reverter este quadro. Esta desresponsabilização do Estado acontece à revelia da Constituição da República Portuguesa que prevê o direito à Saúde com a implantação de um SNS universal, geral, gratuito e de proximidade e que cubra efectivamente todo o território nacional.
Pelo direito à saúde dos utentes no Concelho de Salvaterra de Magos reinvidicamos:
- médicos e enfermeiros de família para todos os utentes;
- contratação de secretários clínicos e assistentes operacionais;
- reabertura das extensões de saúde de Muge e Granho;
- melhores condições nas infraestruturas dos Centros de Saúde;
- construção de um novo centro de saúde em Marinhais;
- pela disponibilização de materiais médicos;
- um Serviço Nacional de Saúde universal, geral, gratuito e de proximidade.
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Assinaram a petição
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