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NÃO à construção de um parque de estacionamento no Largo Capitão Pinheiro Torres de Meireles – Antigo Largo de Cadouços, na Foz do Douro, Porto

Para: Exmos. Senhores Presidente da Assembleia da República, Presidente da Assembleia Municipal do Porto, Presidente da Câmara Municipal do Porto

Custa a acreditar, mas tudo aponta para que a ideia de construir um parque de estacionamento no Largo Capitão Pinheiro Torres Meireles, mais conhecido como Largo de Cadouços, na Foz do Douro, continue a ser uma ameaça.

Sendo um projeto anunciado e apresentado em fevereiro de 2017, tínhamos até hoje a esperança de que o mesmo tivesse sido abandonado. Tal não parece ser o caso. Subterrâneo ou de superfície, ou até um misto dos dois, parece que uma das prioridades do Presidente da Câmara Municipal do Porto continua a ser a construção de um parque de estacionamento nesta zona.

Como moradores, utilizadores e amigos deste Largo, vimos através desta petição reiterar a nossa oposição à destruição do jardim para a construção de qualquer tipo de parque de estacionamento.

O que fica em causa com este projeto?

- Está em causa o valor patrimonial das casas e, principalmente, a estabilidade estrutural das mesmas, algumas do século XVIII, uma vez que terão de ser realizadas obras extensas em solo rochoso e de grande resistência, encontrando-se rocha a cerca de 3/4 metros de profundidade. Já foram realizadas leituras do solo que revelam essa realidade. Mesmo que a construção seja feita à superfície, o desnivelamento do solo obrigará necessariamente a emparedar as casas da parte lateral e as da parte de baixo do Largo.

- Está em causa a descaracterização de uma zona residencial centenária e de grande tranquilidade, apesar da já existente circulação automóvel.

- Está em causa a sobrecarga de circulação automóvel, numa zona prioritariamente residencial que vai passar a ter carros a circular 24h, a entrar e sair do estacionamento, levando a um aumento da poluição, quer sonora, quer do ar, e a um aumento da insegurança da zona (sabemos que os parques de estacionamento são muitas vezes frequentados por pessoas que deles se servem para práticas ilícitas).
Neste momento, e apesar da circulação diária de carros pela zona, esta é relativamente tranquila e quase absolutamente silenciosa durante a noite, permitindo algo que já é raro na cidade que é o convívio com a natureza. Neste momento é possível ouvir pássaros das mais diversas espécies a cantar e chilrear, ver andorinhas que fazem os ninhos nos beirais das casas, e ouvir o mar. Com o parque de estacionamento, deixamos de disfrutar de tais encantos que são procurados não só por moradores, como por turistas e outras pessoas.

A CMP alega que o jardim existente quase não tem ocupação, devido entre outros motivos “a não ter passeio para transeuntes” à volta do mesmo. Só quem não conhece o local diz isso. O jardim sempre teve ocupação, com grupos de famílias, com jovens das escolas e colégios próximos que o buscam nos intervalos das aulas, por crianças que escrevem e desenham no chão, aprendem a andar, brincar e conviver, e por idosos que repousam nos seus bancos e aproveitam a paz para ler e conversar. A qualquer hora do dia, ou dia da semana, é possível ver e sentir estes habitantes do Largo.

Não se compreende que tendo a CMP um projeto na cidade de 100.000 árvores e que ainda nesta candidatura tenha anunciado a criação de um parque urbano na zona da “Ervilha” na Foz com a finalidade de trazer a “natureza à cidade”, manter e conservar a biodiversidade, vá destruir um espaço verde já existente, enraizado nas memórias da freguesia, nas pessoas que aqui nasceram, cresceram, e nas que para cá vêm viver em busca dessa paz e natureza.

Não se compreende que a CMP vá destruir as árvores existentes, habitats de várias espécies, e as japoneiras, árvores celebradas pela cidade, e que a CMP promove com exposições anuais. Assim como não se percebe que se defenda atualmente a impermeabilização dos solos numa área tão extensa - todo o Largo - “selando” os inúmeros lençóis freáticos que correm por baixo de terra e alimentam os poços das casas.
Se algo se impunha era melhorar o que já existe.

- Está em causa a CMP não ter dado atempadamente a conhecer o projeto existente aos moradores, nem ter dado a oportunidade aos mesmos de se pronunciarem.
- Está em causa a CMP não apresentar alternativas à destruição do Largo, podendo fazê-lo. Existem áreas próximas em que a construção de um parque de estacionamento envolve menor sacrifício para os habitantes, património e ambiente (zonas com maior circulação de automóveis e de pessoas, e mais perto de universidades e escolas, e de linhas futuras de transporte público).

Não é necessário um parque público de estacionamento “em cima de habitações” deixando-as enclausuradas em paredes de betão, quando o estacionamento pode ser garantido, como até agora, através de parquímetros e marcações no solo para residentes.
Por último, a CMP diz querer facilitar a circulação automóvel, na Foz, evitando acidentes, quando neste local não há notícia de atropelamentos ou acidentes de viação (que não fossem meros toques facilmente resolvidos pelos próprios).

Reabilitem os passeios, o jardim, a iluminação, pois é o que caracteriza a zona antiga da Foz Velha, não a desvirtuem com a construção de um parque. Não destruam um dos últimos jardins romântico do Porto, acabando com este encantador Largo, e atuando de forma contrária aos princípios cada vez mais defendidos de bom urbanismo e cidade saudável.
Divulgamos esta petição para que todos tenham conhecimento do que se passa, podendo com a sua assinatura pronunciar-se e contrariar este projeto da CMP. Ajudem a preservar a Foz do Douro.
Digam não à política de betão!
Vimos deste modo solicitar que atendam ao nosso pedido e não avancem com qualquer tipo de parque de estacionamento no Largo Capitão Pinheiro Torres Meireles, na Freguesia da Foz do Douro.



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