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“Avelar Brotero está zangado”. Em defesa das árvores da Solum: escolas Brotero, Dona Maria e pavilhão União

Para: Ex.mo Senhor Presidente da Câmara de Coimbra (CMC)

Pretende-se:
- Imediata suspensão do abate de árvores nas obras de requalificação na Solum de Coimbra;
- Consulta pública das pessoas que vivem, trabalham e estudam (escolas Infanta Dona Maria e Avelar Brotero, entre outras) na zona;
- Acabamento das obras de requalificação usando uma abordagem que proporcione uma melhor integração entre a natureza e a instalação de equipamentos urbanos.

São várias as árvores, com dezenas de anos, que a CMC está prestes a abater (já a partir do 17 de Maio) nas traseiras da escola secundária Avelar Brotero e esquina com escola secundária Infanta Dona Maria, e também nas traseiras do pavilhão da União de Coimbra.

O aquecimento global faz aumentar a quantidade e duração das ondas de calor, assim como a frequência e violência das tempestades, afetando a qualidade de vida nas cidades. As árvores de grandes dimensões são um dos maiores fatores de mitigação oferecendo oxigénio, sombra e regulação da temperatura nos passeios e edifícios contíguos. Estas árvores frondosas ainda protegem do vento e da chuva, atenuando o efeito das alterações climáticas.

Algumas pessoas residentes contactaram no local com membros da equipa camarária que explicaram apenas que as árvores têm raízes que perturbam a acessibilidade pedonal. Uma cidade que olhe para o futuro deve proteger as suas árvores e procurar soluções inovadoras que conciliem a requalificação urbana e a natureza. Estes abates - localizados ao lado de uma escola que tem o nome do reconhecido botânico Avelar Brotero - são um retrocesso abrupto numa capital distrital que pretende olhar para o futuro pelo ângulo ambiental.

A zona da Solum é um lugar de residência, estudo, trabalho e lazer de muitas pessoas e possui escassas zonas verdes com árvores de grandes dimensões. O seu abate levaria à desvalorização desta zona ainda que possa ser prevista a plantação de árvores de pequena dimensão, que demoram décadas a atingir as dimensões necessárias para se obter vantagens iguais. Os serviços ecológicos e culturais feitos por árvores maduras (habitat de aves e insectos, captura de CO2, purificação do ar, sombra e fresco) são muito superiores aos serviços oferecidos por árvores novas.

Cortar as árvores é contrário às políticas de defesa do ambiente, Acordo de Paris, Green Deal Europeu, Cidades Verdes. As árvores ajudam ainda na proteção da saúde humana face à subida galopante de doenças respiratórias prevista pela OMS, além da redução do som dos automóveis, entre muitos outros aspetos, que têm impacto na qualidade de vida.

A participação cidadã é um direito e um requisito para o desenvolvimento sustentável e equitativo, reconhecido em acordos internacionais desde os anos 90 (como Declaração de Rio e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), e uma prática necessária para garantir que as obras de requalificação atendam às necessidades e valores locais.
  1. Actualização #1 Atualizações e convocatoria a ação

    Criado em quinta-feira, 20 de Maio de 2021

    - Começamos por agradecer a todas as pessoas que assinaram a carta até agora, temos mais de 660 assinaturas, e vamos obter mais - Na segunda feira dia 17, um grupo de vizinhos reunimo-nos com o Sr. José Vilhena, Diretor de Espaços Verdes da C.M. Explicou que algumas das árvores estão doentes (a causa de podas extremas realicadas antiguamente por a mesma CM), e é por isso que têm de ser cortadas. No entanto, a justificação para outro grupo de árvores foi que as raízes danificam o pavimento das estradas pedonais. Isto não nos pareceu uma boa justificação, uma vez que a íngreme é precisamente para reconstruir estas estradas, e sabemos que há maneiras de fazê-lo sem ter que cortar o arvoes. Não temos um relatório fitossanitário das árvores para validar se todas representam um risco. Precisamos do relatório antes que as árvores sejam cortadas. - O Eng. Vilenha não tinha explicação para a destruição da zona verde e os dois overroes (um deles centenário), para construir uma nova rua para carros, na área atrás do Pavilhão U. Coimbra. Consideramos que não podemos justificar a perda de uma zona verde para fazer uma estrada de automóveis, tendo em conta as poucas zonas verdes que restam na cidade, e o facto de este ser um projeto cujo principal objetivo é proteger o meio ambiente e melhorar os caminhos pedonais (não dos automóveis) da cidade. - Nesse mesmo dia da tarde, o Presidente da Câmara visitou o local, e emitiu um comunicado, publicado em Notícias de Coimbra e mais tarde noutros meios de comunicação, através do qual sabíamos que também iam cortar outras árvores adultas na Av. Humberto Delgado (e possivelmente noutras áreas que ainda não conhecemos, uma vez que se trata de um projeto que abrange toda a cidade e sobre o qual ainda não temos documentos oficiais para avaliar). - No comunicado, a C.M. refere ainda que plantaram 160 arvoles para mitigar os cortes. Embora estejamos satisfeitos com a notícia destas plantações, a nossa posição é que as árvores adultas não podem ser 'substituídas' por pequenas árvores como as que vão plantar. Árvores maduras fornecem sombra, ar fresco, captura de CO2, habitat para diversas espécies de flora e fauna, etc., que pequenas arvoles levarão décadas a fornecer. A C.M. deve plantar aquelas árvores, sem cortar os arvoes adultos que estão saudáveis. - Na proxima segunda-feira día 24 as 17h estaremos na reunião da Camara Municipal para falar sobre o nosso pedido. Apelamos a todos os que assinaram esta carta, para que se reúnam naquele dia às portas da C.M. na Praça 8 de Maio, para que as nossas exigências possam ser ouvidas. - Solicitamos também o seu apoio, reencaminando a carta entre os seus contactos por todos os meios à sua disposição, para que possamos ter um número ainda maior de assinaturas para entregar com a carta nesse dia.




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