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Repúdio para a foto premiada na edição de 2015 do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos

Para: Pessoas

Consideramos que seja preocupante que um fotógrafo receba um prêmio de direitos humanos com um trabalho que não se preocupou em nenhum momento com o respeito dos direitos do fotografado. A atitude do fotógrafo, no momento de abordar o imigrante, expressa um flagrante desrespeito aos direitos universais da pessoa humana. Não pediu autorização ao haitiano para fazer suas fotos. O haitiano desabafou que estava tomando banho e o fotógrafo entrou já fazendo fotos sem pedir qualquer autorização.


"O Prêmio Vladimir Herzog tem contribuído para a formação e para a luta em prol dos direitos humanos em todo o país. Tendo destaque nacional e internacional, o Prêmio juntamente com seus vencedores cumpre a finalidade social de informar, sensibilizar e chamar a atenção da mídia e da sociedade brasileira para importantes temáticas de direitos humanos.
Em ocasião da edição 2015 do Prêmio, diante da escolha de premiar na categoria fotografia o trabalho “Haitiano toma banho em mictório” de Ronny Santos, Jornal Agora São Paulo, decidimos expressar nossa indignação e repúdio sobre a foto degradante feita com um haitiano que tomava banho em condições precárias, emergenciais.
De fato, a foto, publicada no jornal “Folha de São Paulo” no dia 20 de maio de 2015, feita pelo repórter fotográfico Ronny Santos não respeitou os direitos humanos nem do haitiano fotografado, nem da comunidade haitiana como um todo. A atitude do fotógrafo, no momento de abordar o imigrante, expressa um flagrante desrespeito aos direitos universais da pessoa humana. Em primeiro lugar, Ronny Santos não pediu autorização ao haitiano para fazer suas fotos. O haitiano desabafou que estava tomando banho e o fotógrafo entrou já disparando sua máquina sem pedir qualquer autorização. Nesse momento, o haitiano tentou se esconder dentro de suas possibilidades. Pois, ele não estava em situação de se proteger, visto que não teria como imaginar tal invasão por parte de um fotógrafo. Além disso, os haitianos, logo quando chegam, não falam o português e não têm conhecimento da legislação brasileira. Dessa forma, como poderia essa pessoa proteger seus direitos contra tal ato reprovável?
Neste momento nem queremos comentar o caráter sensacionalista da foto. Já denunciamos isso em nosso site e em outros Boletins de Notícias da Pastoral do Migrante. Repudiamos veementemente o desrespeito contra o haitiano envolvido e que se encontrava num momento de grande vulnerabilidade. Ele desabafou conosco sobre a humilhação que sofreu. No dia seguinte, por vergonha, foi embora para outra cidade. Os mesmos haitianos que dormiam no salão protestaram com os jornalistas que apareceram posteriormente. E na ocasião da vinda do secretário de direitos humanos e cidadania da prefeitura, Eduardo Suplicy, também protestaram contra aquela violação de direito. Naquele momento o secretario e a haitiana Vierginá se fizeram porta vozes do protesto falando diante dos muitos jornalistas. Ninguém da mídia publicou imagens ou falas deste protesto. Por que será?
Consideramos que seja preocupante que um fotógrafo receba um prêmio de direitos humanos com um trabalho que não se preocupou em nenhum momento com o respeito dos direitos do fotografado e, de maneira geral, da comunidade haitiana no Brasil. Tal premiação pode abrir um perigoso precedente o reconhecimento social de trabalhos que, inadvertidamente ou impetuosamente, não consideram a ética sobre os meios utilizados para chegar aos seus fins. O que mais importa: uma foto em si ou os direitos humanos do fotografado. Nesse sentido, é possível destacar diversos outros trabalhos fotográficos que contribuem para a função social da mídia de informar e sensibilizar a população e o governo para a causa das imigrações, sem denegrir e violar direitos.
A Missão Paz está preocupada com a defesa irrestrita e incondicional dos direitos dos imigrantes sem exceção. Nesse sentido, é nosso dever social e humano manifestar-nos contra a premiação da foto.

Missão Paz"



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