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Pela suspensão imediata da greve de fome do Enfermeiro Carlos Ramalho

Para: Ex.mo Presidente da República; Ex.mo Presidente da Assembleia da República; Enfermeiros

Eu, Enfermeiro português, peço que o Enfermeiro Carlos Ramalho termine a sua greve de fome e que regresse ao seu meio, como líder do SINDEPOR, sendo um indivíduo a quem olho com muito respeito, voltando com saúde e com vida.

Carlos Ramalho, Enfermeiro e presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses (SINDEPOR) é um cidadão português que está em luta pela dignidade da sua profissão e por todos os Enfermeiros portugueses, assim como pelo Serviço Nacional de Saúde.
O parecer da Procuradoria-geral da República sobre a greve cirúrgica, considerando-a ilegal e admitindo que começariam a ser contabilizadas as ausências do serviço, foi a gota de água. Desta forma, Carlos Ramalho após afirmar “Se precisavam de um mártir, ele está aqui.” entra em greve de fome, no dia 20 de fevereiro de 2019.

A sua posição é compreensível e louvável, prova da sua determinação, empenho, coragem e abnegação.

Não aceito este sacrifício por todos os Enfermeiros. Ele não merece sacrificar a sua saúde. Acredito que muitos colegas estão comigo neste pedido.

Sabemos que ele está disposto a dar a vida por causas como a dignidade e a justiça. Também sabemos que a detioração do seu estado de saúde é grave na sequência desta sua greve de fome. É obrigação constitucional, ética e moral do Presidente da República português não permitir que isto aconteça. Nenhum valor pode erguer-se acima da defesa dos direitos e liberdade de um cidadão.

Carlos Ramalho está, desde o meio-dia do dia 20 de fevereiro de 2019 no Jardim Afonso de Albuquerque, em frente ao Palácio de Belém, em Lisboa. Trouxe consigo apenas a sua roupa, com um sobretudo e uma mala de mão.
Assim que a sua decisão foi anunciada, vários enfermeiros têm-se deslocado para estar junto dele e outros decidiram “abandonar” os serviços e ficar à porta das suas instituições de saúde, exprimindo assim o apoio para com este.
Têm também chegado várias formas de apoio e consolo como a doação de tendas, colchões e cobertores.

O Enfermeiro diz “resistir até onde puder, pois a sua capacidade mental está inteiramente ao dispor desta luta”.

Ele está a sacrificar-se de uma forma penosa e os Enfermeiros portugueses não querem este sofrimento.
Solicito e peço veemente que termine esta sua greve de fome.

Obrigado Enfermeiro Carlos Ramalho.
Obrigado Bastonária Ana Rita Cavaco.
Obrigado aos colegas de profissão.


Enf. André Ferreira



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