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Quero que os meus filhos nasçam em Guimarães

Para: Assembleia da República, Ministério da Saúde, Câmara Municipal de Guimarães e Assembleia Municipal de Guimarães

O governo publicou em Diário da República, no passado dia 10 de abril, a Portaria 82/2014, onde categoriza os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional da Saúde (SNS), de acordo com a natureza das suas responsabilidades e quadro de valências exercidas. Este diploma será a base da reforma da rede hospitalar nacional, implicando um conjunto de alterações aos serviços prestados por cada unidade que vão afectar gravemente as populações.

Na classificação definida por este governo, o Centro Hospitalar do Alto Ave, com sede em Guimarães, encontra-se no Grupo I, o que implica a exclusão de um conjunto de valências entre as quais se encontram serviços de excelência prestados por profissionais qualificados e que servem com extraordinária qualidade as populações da região.

Entre os serviços que o governo excluiu do Hospital de Guimarães com esta portaria publicada em Diário da República estão Imunoalergologia, Dermatologia, Urologia, Cardiologia Vascular, Anatomia Patológica bem como os serviços de Obstetrícia e Neonatologia, associados às funções de maternidade deste hospital.

Numa atitude de pouca verticalidade e sentido democrático, o governo tenta esconder este encerramento afirmando que o mesmo não será "imediato". Ora de nada serve às populações esta garantia se tivermos em contra que a mesma portaria 82/2014 estipula que esta reorganização terá que estar implementada em Dezembro de 2015. Ou seja, a intenção do governo é inquestionável e terá consequências dentro de pouco mais de um ano.

Não excluindo a importância dos restantes serviços que o governo se prepara para retirar ao Hospital de Guimarães, a nossa preocupação centra-se sobretudo na intenção de encerramento dos serviços de Obstetrícia e Neonatologia, que obrigarão os vimaranenses a recorrer ao Hospital de Braga para terem os seus filhos.

Num simples despacho, o governo coloca em causa dezenas de postos de trabalho de profissionais de saúde altamente qualificados que prestam serviço no Centro Hospitalar do Alto Ave. Num simples despacho o governo coloca em causa serviços que tiveram investimentos recentes que os tornam um exemplo regional. Mais grave do que isso, num simples despacho, o governo põe em causa o direito dos vimaranenses continuarem a nascer em Guimarães.

Exigimos, por isso, o direito de que os nossos filhos continuem a nascer na nossa cidade. Que os filhos dos vimaranenses continuem a nascer em Guimarães. Numa cidade de que os nossos pais se orgulharam. Num concelho em que mantemos um forte sentimento de pertença. Um sentimento que queremos passar para as gerações seguintes.

Que amanhã possamos continuar a chamar berço à cidade onde nasceu Portugal. Aqui nasceu Portugal. Aqui queremos que continuem a nascer portugueses. O berço não pode deixar de ser berço.



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