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Carta aberta - Da proibição de desenhar em museus

Para: Associação Portuguesa de Museus (APOM), Rede Portuguesa de Museus, The International Council of Museums (ICOM) Portugal, Acesso à Cultura - Associação Cultural, Museu Anjos Teixeira e Câmara Municipal de Sintra - Divisão da Cultura

DE: António Procópio e os abaixo assinados

PARA: Associação Portuguesa de Museus (APOM), Rede Portuguesa de Museus, The International Council of Museums (ICOM) Portugal e Acesso à Cultura - Associação Cultural

COM CÓPIA PARA: Museu Anjos Teixeira, Câmara Municipal de Sintra - Divisão da Cultura


23 de Março de 2014

ASSUNTO: Carta aberta - Da proibição de desenhar em museus


Exmos. (as) Senhores (as),

Vimos desta forma chamar a atenção das vossas instituições para uma ocorrência de proibição de desenhar em diário gráfico num museu. Não sendo um caso único em museus Portugueses é a única situação por nós conhecida que originou uma reclamação oficial no livro de reclamações da instituição.

No dia 19 de Março de 2014, António Procópio (Professor de Educação Visual do Ensino Básico, Formador e “Urban Sketcher”) dirigiu-se ao Museu Anjos Teixeira, em Sintra, para preparar uma formação de professores relacionada com a utilização do “Diário gráfico em Contexto Educativo”. Estava a desenhar no seu diário gráfico, atividade que pratica sempre que visita o museu, quando foi confrontado por uma funcionária do museu que perentoriamente lhe disse que não poderia desenhar sem ter uma autorização prévia por escrito. Surpreendido, pediu para falar com a responsável do museu que infelizmente confirmou a proibição constante no regulamento interno do Museu. O artigo em causa refere que é proibido representar as peças do Museu em suporte digital ou em papel exceto nos casos em que foi solicitada autorização prévia por escrito.

Consideramos e defendemos os museus como sendo por natureza espaços de cultura, que devem ser preservados e também usufruídos pelas pessoas, pois fazem parte da memória coletiva e são locais únicos para a partilha da arte e do conhecimento.

Não entendemos de que modo se põe em causa a obra ou a sua imagem através do desenho em diários gráficos. Quais são os riscos que um desenho acarreta para a obra e para o Museu? Não será o desenho uma forma válida de fruir o museu, pois o ato de desenhar obriga-nos a parar e a observar com atenção? Sendo o desenho um catalisador da memória não contribuirá para a preservação da memória coletiva?

Uma vez que a proibição de desenhar em museus não é uma situação nova, nem este foi um caso isolado, pensamos que é necessário e urgente refletir sobre o sucedido. Decidimos, por isso, chamar a atenção das vossas instituições para estes acontecimentos, pois pensamos que serão as mais adequadas para desencadear esta reflexão e sensibilizar os museus Portugueses para esta problemática.

Agradecidos pela atenção.

Os melhores cumprimentos,

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  1. Actualização #1 Encerramento

    Criado em segunda-feira, 31 de Março de 2014

    A carta será enviada amanhã, dia 1 de Abril, e por esse motivo, encerra a possibilidade de submissão de outras assinaturas




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