Abaixo-assinado pelo fim da cumplicidade Académica e do Genocídio na Palestina - Coimbra
Para: Excelentíssimo Magnífico Reitor, Senhor Professor Amílcar Falcão
O conflito israelo-palestiniano prolonga-se há mais de 76 anos. Porém, há cerca de oito
meses que o exército israelita avança brutalmente na Faixa de Gaza e que os ataques na
Cisjordânia se intensificam, perpetuando o terror na Palestina ocupada. Os bombardeamentos
indiscriminados são constantes e destroem todas as infraestruturas essenciais à vida, como
hospitais, bairros residenciais, campos de refugiados, escolas, universidades, bibliotecas e locais
de culto.
As forças israelitas atacam intencionalmente os civis, o que já resultou na morte de mais
de 36 mil pessoas palestinianas, cerca de 80 mil feridos, dezenas de milhares de pessoas
desaparecidas e cerca de 1.7 milhões de pessoas deslocadas. O acesso à educação também está
ameaçado pelas forças militares, que bombardearam todas as Universidades na Faixa de Gaza,
80% das escolas, matando mais de 4 mil estudantes. Mais de 625 mil estudantes palestinianos
não têm acesso a educação. A cultura, locais religiosos, campos de cultivo, habitações e
ambiente natural estão também destruídos, deixando aos palestinianos apenas a miséria e morte
por bombardeamento, fome ou doença.
As instituições internacionais têm intervindo para conter esta violência sem precedentes e
responsabilizar os seus autores. O Tribunal Penal Internacional já solicitou os mandados de
captura de representantes do governo israelita e de líderes do Hamas. O Tribunal Internacional de
Justiça ordenou a suspensão da ofensiva israelita em Rafah e a abertura dos corredores
humanitários. No entanto, Israel não tem cumprido com estas ordens, continuando o massacre e
os inúmeros crimes de guerra contra a população palestiniana. Além disso, por todo o mundo,
populações e governos têm demonstrado solidariedade com a Palestina, reconhecendo o Estado
da Palestina e exigindo um cessar-fogo imediato para que parem as mortes. Também têm sido
tomadas medidas para suspender e cortar relações com as instituições e empresas israelitas que
lucram com a ocupação e genocídio em curso na Palestina.
Lembramos que as Universidades, enquanto agentes de educação e formação cívica, têm
uma responsabilidade ética e social perante toda a comunidade, especialmente porque dependem
de dinheiros públicos e comunitários. Neste sentido, é necessário que a investigação científica
produzida nesta cidade e na sua Universidade não se distancie dos valores humanitários do
Direito Internacional Público e garanta que a investigação não seja utilizada, direta ou
indiretamente, por um exército e governo genocidas.
Ao longo da história, o movimento estudantil internacional tem vindo a desempenhar um
papel essencial na luta pela libertação dos povos, através da mobilização, educação e capacitação
da comunidade. Também os estudantes da Universidade de Coimbra sempre se pautaram por
desempenhar um papel ativo na luta e mobilização contra regimes opressores e coloniais, por exemplo, pela contribuição para a queda do fascismo em Portugal e pela independência de Timor-Leste.
É com isto em mente que a luta pela liberdade do povo da Palestina é urgente, necessária
e diz respeito a toda a população. Juntamo-nos a todos os movimentos estudantis que, em
Portugal e pelo mundo fora, exigem que as suas Universidades e Academias não sejam
cúmplices do genocídio em curso.
Várias Universidades pelo mundo já suspenderam ou romperam as parcerias e projetos
com empresas e instituições israelitas, recusando que os seus recursos humanos, materiais e
financeiros sirvam os crimes perpetrados por Israel.
Também a Universidade de Coimbra tem responsabilidade neste foro. Atualmente,
mantemos vários projetos de investigação com empresas, Universidades e o Estado israelita,
entre as quais o Governo israelita, a TEVA Pharmaceutical Industries e a Universidade de
Reichman, organismos que atuam e lucram com a ocupação da Palestina. Face às claras ligações
entre a UC e entidades envolvidas no esforço de guerra, exigimos ao Reitor Amílcar Falcão:
- Posicionamento por um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente em todo o
território palestino ocupado;
- Hasteamento da bandeira da Palestina na Torre da UC, por tempo indefinido;
- O término imediato de todos os programas, acordos e protocolos com as empresas,
instituições e universidades israelitas, bem como a recusa de qualquer financiamento em
currículo académico pelo Estado de Israel.
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Actualização #4 Encerramento
Criado em 31 de maio de 2024
PETIÇÃO MOVIDA PARA NOVO LINK
https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=estudantescoimbra
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Actualização #3 Encerramento
Criado em 31 de maio de 2024
PETIÇÃO MOVIDA PARA NOVO LINK: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=estudantescoimbra
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Actualização #2 Encerramento
Criado em 31 de maio de 2024
PETIÇÃO MOVIDA PARA NOVO LINK: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=estudantescoimbra
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Actualização #1 Encerramento
Criado em 31 de maio de 2024
Petição movida para novo link:
https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=estudantescoimbra