COVID-19 Petição pelo fim da ditadura da DGS e devolução da vida aos cidadãos
Para: Ex.mo Senhor Presidente da República, Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República, Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro
Falava há dias o senhor Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, no milagre português, referindo-se ao número relativamente baixo de óbitos e número de infetados por COVID19. Não, senhor Presidente, não foi o milagre português, foi o "cagaço" português, quando milhares de portugueses se trancaram em casa, ainda antes de haver a primeira vítima do vírus em Portugal.
Compreendo que a saúde publica tem de ser posta em primeiro lugar, mas questiono a abordagem da Direção Geral de Saúde à pandemia, que se arrisca, pelo andar da carruagem, a arrastar-nos por muitos e PENOSOS anos através do seu "planalto" de casos, sem fim à vista.
A continuar assim - e porque vai demorar MUITOS anos a haver vacina disponível para todos - arriscamo-nos a daqui a 3 anos ainda estarmos a contar os mortos e os novos casos, asfixiando a vida das pessoas com estas novas medidas restritivas e completamente DESPROPORCIONAIS, relacionadas com o desconfinamento. Admite-se que agora, ao entrar num cabeleireiro os Clientes sejam tratados como se tivessem acabado de chegar de uma zona radioativa? Admite-se que dois colegas de trabalho queiram ir almoçar na sua pausa diária e nem se possam sentar frente-a-frente na mesma mesa? Admite-se que os funcionários dos Bancos nos obriguem a usar máscara no interior das agências, quando eles próprios não usam? Admite-se que a Polícia Marítima aborde duas pessoas que estão sentadas na praia a apanhar um pouco de sol, e lhes diga que não podem estar ali? Admite-se que estejam a planear vigiar as praias no próximo verão com drones, militares e fuzileiros, ao pior estilo dos regimes ditatoriais e militares? Admite-se que os dentistas aumentem o preço das consultas para que os Clientes paguem os fatos que compraram para ELES se protegerem? Admite-se que os mortos sejam fechados em dois sacos herméticos, sem roupas, colocados num caixão que NÃO VOLTA a ser aberto e ainda assim os agentes funerários estejam com fatos especiais que NEM os médicos tem o privilégio de usar? Como se dos mortos emanasse uma qualquer radioatividade letal? E sem deixarem as famílias despedir-se? Isto é cruel e totalmente desproporcional.
Deixem as pessoas viverem! Deixem as pessoas tentarem ser felizes, no meio desta calamidade que nos caiu em cima.
Falta bom-senso, sentido de equilíbrio e medidas ajustadas à nossa realidade. Não, nós não temos 30 mil mortos nem 200 mil infetados, como a Inglaterra. Não nos asfixiem com a ditadura da máscara, do desinfetante e do distanciamento. Para ditadura já chegaram os 48 anos de fascismo.
Por último uma palavra para a estratégia, a meu ver totalmente errada, que a DGS está a seguir. Todos os epidemiologistas e virologistas dizem que Portugal está muito vulnerável ao vírus e a novos surtos, precisamente porque devido ao confinamento extremo que nos foi imposto, temos uma percentagem ínfima da população que já está imunizada contra o vírus (estima-se que menos de 0,5%). Ora não havendo vacina nos próximos anos, a única maneira de ganhar a imunidade de grupo é pela "imunização natural", ou seja, permitir que mais pessoas estejam em contacto com o vírus e desta maneira fiquem naturalmente imunizadas. Obviamente, protegendo os grupos de risco e todos aqueles que são mais vulneráveis.
O ponto fulcral é que deixando a DGS continuar com esta estratégia, não existindo vacina, e com as medidas draconianas e desproporcionais de proteção nos espaços que vão abrindo, NEM DAQUI a 5 anos ganhamos imunidade de grupo, nem conseguimos acabar com a pandemia, e teremos uma significativa percentagem da população à beira da exaustão psíquica.
Veja-se como a Suécia sem confinamento, sem medidas restritivas e apenas com uma mortalidade ligeiramente superior aos seus vizinhos está a passar pela pandemia, sem sacrifícios.
Mas nós, na boa tradição da triste sina portuguesa, temos que fazer sacrifícios, passar por dificuldades e se alguém põe em causa a estratégia vêm logo dizer "Ah não, agora não podemos abrandar as medidas, senão deitamos tudo a perder…".
A única coisa que se consegue, com esta abordagem da DGS, é continuar a ter números baixos de mortos e infetados, para falarem bem de nós no Estrangeiro, à custa de HIPOTECAR a vida e as liberdades individuais de todos os outros, que SÓ QUEREM e MERECEM voltar a ter uma vida normal.
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