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5G em Portugal? Queremos mais estudos científicos!

Para: Assembleia da República, Ministério das Infraestruturas e Habitação, ANACOM

A tecnologia 5G tem sido alvo de muitas notícias falsas e teorias infundadas: centenas de pássaros mortos na Holanda; alegadas conexões entre 5G e COVID19; entre outras.

A forma mais perversa de descredibilizar uma ideia é defendê-la com argumentos falaciosos. Por cada conspiração nova que aparece, mais difícil se torna discutir as nuances do problema seriamente.

Mas essas nuances existem. Esta petição foi criada com o intuito de expô-las da forma mais clara e racional possível; e pedir que o Ministério das Infraestruturas e Habitação e ANACOM as tenham em conta antes de procederem com uma implementação em massa da tecnologia em Portugal.

A tecnologia levanta dois tipos de preocupações: do ponto de vista tecnológico (ao nível da segurança e privacidade) e do ponto de vista de saúde.

Não se apresentam aqui argumentos contra a implementação do ponto de vista tecnológico porque, em última instância, está nas mãos do indivíduo decidir se quer aderir ou não a ela.

Mas se se verificar que esta tecnologia representa perigo para a saúde dos cidadãos, então ela não deverá ser implementada até ter sido tornada segura, uma vez que mesmo aqueles que não aderirem a ela serão prejudicados.

• EFEITOS NÃO-TÉRMICOS DA RADIAÇÃO NÃO-IONIZANTE

A radiação eletromagnética utilizada nas nossas telecomunicações é defendida como sendo segura, pois é não-ionizante, e não gera calor suficiente para ser perigosa.

No entanto, há suspeitas que essas ondas possam ainda assim representar perigo de outras formas. Sendo elas utilizadas para transmitir informação codificada entre dispositivos, estas ondas electromagnéticas tornam-se “artefactos com intensidades, padrões pulsantes e formas de onda incomuns” (B. Blake Levitt).

Para referência, esta é a anatomia de uma típica chamada de telemóvel: http://www.techmind.org/gsm/

Ainda não se sabe até que ponto estas ondas interferem com o funcionamento normal do organismo humano, correndo o risco de provocar neste uma resposta de stress oxidativo celular.

No que toca à tecnologia pré-5G, há estudos relevantes a mencionar:

• ESTUDO 1 – INTERPHONE (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20483835)

O estudo INTERPHONE analisou mais de 5000 casos e encontrou correlações entre uma forte exposição à radiação de telemóvel (uso superior a 10 anos), e desenvolvimento de tumores cerebrais.

Graças a este estudo, a Organização Mundial de Saúde viu-se forçada a reconhecer a existência destas correlações e atribuir à radiação de telecomunicações o estatuto de 'possivelmente cancerígena nos seres humanos'.

• ESTUDO 2 - The Influence of Being Physically Near to a Cell Phone Transmission Mast on the Incidence of Cancer (https://www.semanticscholar.org/paper/The-Influence-of-Being-Physically-Near-to-a-Cell-on-Eger-Hagen/8c859d8a081032a85d8320dad9161e5a84688d9c)

Este estudo encontrou fortes correlações entre viver a menos de 400 metros de uma torre de telecomunicações e um aumento de 3x nas incidências de cancro entre esses residentes. Cito a parte final da conclusão:

“(…) já não é mais possível continuar a assumir, com segurança, que não há ligação causal entre transmissão de radiofrequências e aumento das taxas de cancro.”

• LEI DO QUADRADO DA DISTÂNCIA

Com o estudo 2 em mente, considere o seguinte:

A tecnologia 5G utiliza frequências com um comprimento de onda menor que as tecnologias anteriores, e isto dificulta a sua transmissão por longas distâncias. Consequentemente, torres de transmissão 5G terão de ser instaladas em maior quantidade, e mais perto da população.

O problema disto reside na lei da Física chamada de Inverso Do Quadrado da Distância, que nos diz que ao nos aproximamos de uma fonte emissora de radiação (ou ela de nós) os níveis de radiação a que ficamos expostos aumentam exponencialmente.

Por exemplo:
Distância do Emissor: 1000 metros > Nível de Radiação: 1x;
Distância do Emissor: 500 metros > Nível de Radiação: 4x;
Distância do Emissor: 250 metros > Nível de Radiação: 16x;
Distância do Emissor: 125 metros > Nível de Radiação: 64x;

Se é verdade que as torres 4G se encontram a uma distância aceitável da maioria da população, as torres 5G irão estar muito perto de toda a gente. E isso pode ser um problema.


• ESTUDO 3 - Universidade Hebraica de Jerusalém (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29459303)

A tecnologia 5G utiliza frequências superiores às das tecnologias anteriores. Isto por si só não significa necessariamente um aumento de perigo para a saúde pública.

No entanto, a Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu que as nossas glândulas sudoríparas possuem uma forma geométrica e um tamanho compatível com os comprimentos das ondas 5G, agindo como "antenas helicoidais", receptoras dessas ondas.

A Universidade conclui o estudo alertando “contra a utilização sem restrições das tecnologias sub-THz para fins de comunicação, antes de serem exploradas as possíveis consequências para a saúde pública.”

Os estudos pré-5G já nos apontavam para alguns perigos. Agora, com este estudo, não temos razão nenhuma para crer que os perigos da tecnologia 5G serão menores. Razoável é esperar o contrário.

• QUEREMOS MAIS ESTUDOS

É importante ignorar os cépticos que se encontram desalinhados com a Ciência, já que as conclusões a que chegam são contraditórias.

Da Ciência chega-nos a mensagem que "são necessárias mais investigações"; ou que "não é possível continuar a negar a ligação entre a radiação, e problemas de saúde".

Já os cépticos tentam convencer-nos do contrário: que está tudo bem; que está provado que estas tecnologias são seguras; que não são necessárias mais investigações.

Queremos ouvir mais a Ciência e menos os cépticos.

Queremos mais e melhores investigações científicas.

Antenas emissoras de radiação electromagnética vão passar a estar fisicamente presentes bem perto de muitos portugueses, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Pedir que a tecnologia seja devidamente testada antes de ser implementada é um pedido razoável.



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