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Disponibilização de índice, tratamento e acomodação dos livros doados por António Loureiro ao Município de Resende.

Para: Câmara Municipal de Resende

António Loureiro doou em 2009 ao Município de Resende uma coleção de livros com cerca de 40 mil exemplares. Doação aceite, por unanimidade, pelo executivo municipal a 17 de Fevereiro de 2009.

Confiando nos seus interlocutores e concidadãos, António Loureiro entregou a colecção ainda antes de assinar o protocolo que estabelecia os termos desta doação. Mas dez anos passados, o protocolo continua por assinar, não existindo informação actualizada sobre o estado dos livros.
Esta colecção contendo, eventualmente, até, mais do que os 40 mil livros da listagem entregue, exige um um trabalho de organização, catalogação e indexação, que a sociedade ainda não conheceu.
Desta coleção constam cerca de 2500 livros, mais preciosos, e que carecem de tratamento científico e especializado que a sociedade ainda desconhece do seu valor.
Esta coleção não tem ainda um espaço de acomodação, pelo que na falta de informação devidamente esclarecedora é muito duvidosa a sua devida conservação.

Dos exemplares sitos na biblioteca, segundo informações do doador poderemos encontrar obras como as de Eça de Queiroz, Antero de Quental, Camilo, Teixeira de Pascoais, Ferreira de Castro, clássicos universais como Shakespeare e Dante, ou contemporâneos como o alemão Peter Hendke ou Ramos Rosa, só para referir meia dúzia de exemplos no campo da literatura de ficção e da poesia. Nas mais de 24 mil entradas, algumas referentes a obras e colecções com vários volumes, inscritas numa tabela que acompanha o acervo doado por António Loureiro, é possível encontrar milhares de autores, abarcando a produção literária de vários países e, na não-ficção, áreas como a história, a história da arte, a sociologia, a ciência política, a geografia e outras ciências da terra, entre muitas outras. Trata-se de uma biblioteca ecléctica, a que faltam, assume o doador, alguns autores e obras mais recentes, lacuna que, assume, estaria até disposto a colmatar, no futuro, com livros que vem adquirindo, se fosse cumprida, por parte do município, a sua vontade de ver a biblioteca doada há dez anos disponibilizada ao público.
Até à data desta petição tornada pública não foi ainda disponibilizada à população Resendense, residente num dos Concelhos mais pobres do país, qualqer tipo de informação relativa ao estado da coleção ou relacionado com as ações tomadas com vista à resolução do embroglio jurídico nunca resolvido e relacionado com a não formalização jurídica da doação.
Desta forma, e tomando em atenção, à verdadeira incongruência no não aproveitamento deste manancial cultural, num Concelho desprovido de tais nichos intelectuais, e na incapacidade do Município resolver este problema, pedimos uma solução acompanhada da resposta pública às seguintes questões:

1- Que medidas estão a ser verdadeiramente tomadas à salvaguarda desta coleção, e que normas bibliotecárias a estão a ser adotadas à sua descrição, conservação e disponibilização?

2- Qual o espaço ou espaços de depósito da coleção?

3- Que tipos, quantidade e sujeitos a que realizaram projetos com intenção de tratar, conservar, acomodar a referida coleção? Algum destes projetos, dada a sua existência, estão a ser postos em prática?

4- Quais as hipotéticas soluções estão a ser equacionadas pelo município para a salvaguarda e disponibilização do espólio?

5- O Município de Resende tem já equacionado um plano de resolução do conflito junto do Doador de forma a que toda a situação de doação fique devidamente regularizada?

6- Uma resposta formal à situação do pelouro encarregado pela gestão da coleção, com devido esclarecimento da importância que o tratamento e disponibilização desta biblioteca teria na vida dos Resendenses, da sociedade portuguesa mas também da comunidade escolar, princípio básico da educação e cultura do Concelho. É verdadeiramente sabido, ou devia ser que a ignorância literária compromete qualquer tipo de gestão do ensino.

7- Admitindo o avultado número de exemplares doados quantos funcionários devidamente qualificados estão encarregados do tratamento da Coleção?


Por todas estas questões e face a ao sucinto problema deixamos notícia deste embroglio, assim como pedimos de uma forma geral a toda a sociedade que se mobilize para a resolução deste problema.


https://www.publico.pt/2018/10/22/local/noticia/em-resende-ha-40-mil-livros-guardados-ha-dez-anos-que-ainda-ninguem-pode-ler-1847937/amp




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