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Crítica ao desempenho do Professor Paulo Matias nas disciplinas de Hidrologia e Recursos Hídricos

Para: Alunos do Instituto Superior de Agronomia

O presente texto serve para dar a conhecer à Direcção e Conselho Pedagógico do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa o gravíssimo nível de descontentamento de todos os estudantes que foram alunos do Professor Paulo Matias nas Unidades Curriculares de Hidrologia ou Recursos Hídricos para com o desempenho e atitude deste nas aulas. Sabe-se que este sentimento existe há anos nas turmas que têm passado pelo Professor. A nossa motivação é assim, por dever de consciência, a de evitar que este problema não perdure mais, continuando a afectar os nossos colegas no futuro como aconteceu connosco.
De forma muito directa, o que temos a comunicar é o seguinte: o Professor Paulo Matias não mostra qualquer vocação para o Ensino (pelo menos, nos últimos anos que os actuais alunos lhe conhecem). Queremos com isto dizer, que o Professor é incompetente no trabalho de transmissão de conhecimentos. Não se coloca de todo em causa a sua competência em investigação e conhecimentos na matéria de recursos hídricos - muito pelo contrário, acreditamos encontrar-se aí a vocação do Professor. Mas é inadmissível que os estudantes sejam penalizados no seu percurso de aprendizagem por uma colocação tão inadequada.
Não fazemos esta afirmação de ânimo leve. Existem duas razões pelas quais o Professor Paulo Matias falha como professor, e que nos levam a supor uma terceira.
O Professor efectivamente não explica a matéria com um mínimo de intenção de esclarecer os alunos, com conexão e contexto. O que transparece é que o Professor nem se esforça. Não parece preparar as aulas (as aulas são desorganizadas, por vezes nem sabe qual das cadeiras está a dar), não faz por se compreender, salta passos do raciocínio, fala de forma incompreensível e não se disponibiliza para repetir ou esclarecer dúvidas (mesmo que os alunos estivessem atentos e simplesmente não perceberam porque não se percebe o que o Professor diz). Este ponto é muito importante: o Professor evita esclarecer dúvidas por demasiadas vezes ou mostra claro aborrecimento quando o faz.
A segunda agravante é o facto de que, para além de ser um professor que, à partida, não demonstra o mínimo entusiasmo em leccionar, o Professor desmotiva activamente os seus alunos. Desde a primeira aula, o Professor adopta a crença de que os estudantes não são capazes de fazer as suas disciplinas e não tem problemas em gabar-se disso abertamente, e repetidamente, diante dos alunos com comentários como “Mas vocês nem vão perceber isto”, “Não vale a pena estar-vos a explicar isto”, “Vocês não sabem fazer nada”. A sua postura para com os alunos é totalmente oposta à que um Professor deve ter – além de que, muito frequentemente, arrogante e mal-educada. Um aluno que comece o semestre interessado pela matéria das UCs, perde rapidamente a motivação inicial perante um estar tão desagradável e, improdutivo, nas aulas do Professor. E esta é a razão por que as suas aulas têm taxas de presença tão baixas, quando comparadas com outras cadeiras, e que só descem continuamente ao longo do semestre.
Terceiramente o Professor demonstra notório descontentamento com o seu trabalho no Ensino. Expressa-se abertamente sobre a sua falta de gosto pela respectiva actual missão. Quanto a isto, é da percepção geral que o Professor sente uma certa frustração com o nível de preparação dos alunos nas disciplinas de Matemática e Física e que transformou numa revolta contra os estudantes – ao invés de direcionada para o sistema de ensino, que estará porventura a perder qualidade a montante. Todos sentem as represálias desta atitude quando o Professor dificulta processos, formais e informais, prejudicando conscientemente os alunos.
As cadeiras de Hidrologia e Recursos Hídricos são, efectivamente, extensas em matéria e requerem estudo e dedicação por parte dos alunos – da mesma forma, é essencial um Professor empenhado, que explique de verdade. As matérias não estão aquém das capacidades dos estudantes, como o Professor gosta de dar a impressão; precisam sim de ser explicadas. A sua própria natureza (compreensão e aplicação de modelos de muitas variáveis, factores, coeficientes, para uma panóplia de fenómenos) determina que uma aprendizagem por transmissão oral dos conhecimentos seja incrementalmente muito mais eficiente do que uma auto-aprendizagem (à qual os alunos se vêem obrigados a recorrer por não aprenderem nada com o Professor). Na era da informação, esse é o serviço básico pelo qual, afinal de contas, alunos pagam propinas.
O nível de exigência do Professor na avaliação não corresponde assim, de maneira nenhuma, com a qualidade do seu leccionamento. Até pode ser o adequado para a finalidade das cadeiras – simplesmente não está em linha com o que os alunos conseguem retirar das aulas.
Eis outra questão que se levanta: o Professor Paulo Matias é o único professor das referidas UC's - que incentivo é que o Professor terá em alinhar as suas práticas com as de terceiros?
A terminar, importa sublinhar que os alunos vêm, neste espírito de missão, transmitir esta informação à Direcção e Conselho Pedagógico do ISA na expectativa de que esta exposição tenha consequências efectivas ao nível do ensino prestado aos alunos vindouros.
  1. Actualização #1 Encerramento

    Criado em 17 de julho de 2019

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Esta petição foi criada em 17 julho 2019
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