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Costa Todo o Ano

Para: Todas os usuários da cidade e praias da Costa de Caparica


PETIÇÃO ´COSTA TODO O ANO´

Há décadas que a Costa de Caparica é uma terra de ninguém do ponto de vista da visão estratégica. Cronicamente ignorada pelas instituições de poder político - central e local - bem como pelas estruturas económicas, caminha desamparada, mendigando as migalhas que sobram do turismo sazonal que suporta a sua sobrevivência.
De acordo com uma lógica de expansão territorial da Área Metropolitana de Lisboa, essencialmente pela grande extensão das praias da Costa da Caparica, o Arq.º Cassiano Branco propôs em 1930 um plano urbano para aquela região com o intuito de desenvolver um grande centro de apoio turístico à cidade de Lisboa. Contudo, o projecto, de natureza invulgar para época, nunca acabou por conhecer a luz do dia, tendo a Costa da Caparica sido esquecida ao longo das décadas subsequentes no que diz respeito a um planeamento estruturado do território, crescendo de forma desorganizada e ficando sujeita a todo o tipo de especulação imobiliária do pós 25 de Abril, o que a descaracterizou em muitos aspectos, nomeadamente ao nível das tradições e costumes, enraizados desde os tempos da sua povoação.
No entanto, apesar do crescimento urbano caótico a Costa de Caparica conheceu fluxos e ciclos de algum fulgor. Nunca, é certo, esses ciclos e fluxos materializaram qualidade de vida, procura turística estável e produção artística comparáveis em regiões balneares análogas como por exemplo a baía de Cascais. Mesmo há 30 anos, altura em que a Costa de Caparica possuía 7 discotecas (não possuindo actualmente uma única) e uma vida nocturna assinalável ou a sua actividade de restauração tinha eco no resto do País com restaurantes de créditos firmados - Carolina do Aires, Maniés, Lavrador, Capote, Varanda do Oceano, entre dezenas de outros - , a há época ainda vila não possuía um único Centro de Exposições, Museu, ou Galeria de Arte digna desse nome.
Possuía, no entanto, 4 salas de cinema. Todas encerradas até à data de envio desta petição. E hoje a Costa de Caparica continua não só a não ter uma única sala de cinema activo, o que é contraciclo num País onde os nossos realizadores são sucessivamente distinguidos internacionalmente, como continua a não ter um um Centro de Exposições, um Museu ou uma Galeria de Arte. E não pode ser por falta de pessoas e de público, pois entre os habitantes existem não só apreciadores como artistas a integrar a comunidade. E muitos turistas, e recém-chegados à cidade, também eles apreciadores e ´consumidores´ de bens culturais ou artistas, que ficam perplexos perante a inexistência de espaços, estruturas, meios e equipamentos adequados.
Compare-se agora, mais uma vez a título de exemplo, com Cascais. A comunidade e os turistas dispõem de espaços como a Fundação Dom Luís, o Centro Cultural, o Museu Condes de Castro Guimarães, o Museu da Música Portuguesa, o Museu do Mar-Rei D. Carlos, o Farol Museu de Santa Marta, a Casa das Histórias Paula Rego ou o Teatro Experimental de Cascais.
Pode-se argumentar: mas Cascais é autarquia! Sim, mas Almada também não pode, como há 44 anos - contabilizando apenas a vigência em período democrático - a viver de costas voltadas para a Costa. Existem espaços e edifícios subaproveitados. Existem pessoas, nomeadamente a comunidade de artistas local, nacionais e estrangeiros, subaproveitada. Existe uma história, uma memória, uma antropologia subaproveitada. Existem 30 quilómetros de praias que continuam subaproveitadas.
Há 30 anos a banda norte-americana Yo La Tengo - que ainda este mês de Fevereiro regressou a Lisboa - , uns miúdos desconhecidos de uma universidade californiana, tocaram no Grupo Desportivo dos Amigos da Costa. Hoje, os Yo La Tengo são uma das bandas mais importantes da pop/rock mundial. Há 30 anos também a banda punk portuguesa Peste & Sida teve o seu primeiro grande hit com um tema exclusivamente dedicado à Costa de Caparica, ´Sol da Caparica´. Curiosamente, um tema que dá o mote ao festival de música homónimo, um evento que acaba por ser um oásis numa terra de ninguém, mas que em boa verdade não faz diferença absolutamente nenhuma na vida das pessoas. Das pessoas, portugueses e estrangeiros, que durante todo o ano vivem na Costa.
Mas, se no panorama artístico e cultural, a Costa de Caparica vive o ano todo a promessa adiada de uma cidade dinâmica com tudo para todos, ao nível do comércio a situação é igualmente catastrófica. Aliás, estamos em crer que as duas vertentes não podem ser dissociadas ao qual se junta obviamente a total falta de estratégia no apoio ao desenvolvimento turístico sustentado. Senão, vejamos: a Rua dos Pescadores, um dos principais cartões de visita da cidade e local de recreio habitual para os moradores não possui uma única loja de comércio típico ou tradicional português. Nem sequer nos referimos a uma loja ou comércio tradicional caparicano - o que seria maravilhoso, quimérico mesmo - mas uma loja que, tal como em Lisboa, Sintra, Cascais, Porto ou Viana do Castelo, promovesse o melhor da cultura popular portuguesa. Nada, o que nos deparamos ou subir e descer a mais percorrida das ruas caparicanas, é com um desfile de montras chinesas, indianas e paquistanesas! Não havendo aqui nada de xenófobo nesta crítica, estranha-se apenas que não exista por parte dos poderes públicos interesse em incentivar os pequenos e médios comerciantes com marcas registadas de qualidade nacional a fixar-se numa rua que de ano para ano se vai degradando a todos os níveis.
Ao comércio lojístico junta-se o comércio de rua. Vão longe os tempos das feiras com um mínimo de estética e bom gosto. O que se nos depara hoje, e sobretudo no Verão, são barracas de pano onde os pequenos feirantes e comerciantes se amontoam como bichos. Seria assim tão improvável e inexequível - como sucede noutros pontos do país, Aveiro, por exemplo - organizar as feiras de rua com critérios estéticos de apresentação e imagem que fizessem crescer água na boca dos visitantes e turistas? Por que não para cada feirante e comerciante ser edificada uma mini-construção em madeira que replicasse as casas típicas (os Palheiros) da praia da Saúde? Desta forma, os artigos em exposição ficariam mais apelativos, a imagem dos vendedores sairia reforçada e o marketing da Costa de Caparica e Almada sem dúvida que subiria vários níveis na cotação dos nossos turistas. Apenas uma ideia. A população, os comerciantes, os artistas, os estrangeiros que cada vez em maior número habitam na Costa de Caparica, têm muitas ideias. Ideias boas para o presente e futuro da Costa. É preciso que alguém as escute.
Esta petição tem como propósito sensibilizar Sua Excelência a Sra Presidente da Câmara de Almada, Dra Inês Medeiros, bem como o respectivo Executivo, para a urgência de que a vossa atenção regresse à Costa de Caparica (´Costa o ano todo´). E, quem sabe, o sol volte a brilhar não apenas no Verão, mas o ano inteiro. Como foi - e bem - um dos slogans da vossa campanha eleitoral.

Nesse sentido, as cidadãs e cidadãos da Costa de Caparica, bem como os muitos visitantes que frequentam a cidade e as praias e assinam esta petição, solicitam medidas concretas à Autarquia, um maior cuidado e atenção por parte do Governo de Portugal bem como apoios, estratégias e incentivos estruturais por parte do Turismo de Portugal.
Pedimos, em primeiro lugar, esclarecimentos sobre que aconteceu a todo o dinheiro gasto no COSTAPOLIS.
a) Em quê?
b) Onde?
c) E com quem?

Fazemos a ressalva, importante, de que não existe qualquer responsabilidade por parte do actual executivo. Pelo contrário, qualquer acto de má gestão, ou gestão danosa, só poderá ser imputado aos anteriores executivos. Pedimos apenas a colaboração do actual executivo democraticamente eleito que, naturalmente, herdou todo o processo e registo de contas associado à Autarquia na parte que lhe compete na sociedade COSTAPOLIS que contribua para o desvanecimento de quaisquer dúvidas sobre um dossier polémico, nebuloso e que não atingiu os objectivos propostos.
Em segundo, as cidadãs e os cidadãos da Costa de Caparica, conhecedores dos problemas quotidianos da cidade, ao nível do comércio, da falta de infra-estruturas e apoios às actividades culturais, propõem sobretudo algumas medidas concretas – e algumas urgentes - que podem dinamizar a breve trecho a cidade.

NOTA INTRODUTÓRIA:

A maioria das medidas sugeridas pelos cidadãos são pragmáticas e não implicam investimentos avultados. Somos uma comunidade sensível aos múltiplos desafios que Governo, Autarquia e Junta de Freguesia enfrentam - em suma, as diferentes instituições de poder que podem mudar o presente e futuro da Costa de Caparica - , pelo que não pretendemos reivindicar metas inconcretizáveis a médio ou longo prazo. Por isso, articulámos um conjunto vasto de propostas que podem desde já começar a ser equacionadas com vista à sua materialização num prazo razoável de tempo. Propusemos também que um conjunto alargado das diversas iniciativas e medidas elencadas sejam suportadas através do estabelecimento de redes de parceiros, o que dessa forma pode aliviar o Estado e, logo, os cidadãos neste esforço de melhorar a dinâmica turística e cultural da Costa de Caparica.

Porém, consideramos que a Costa de Caparica possui requisitos únicos. Sendo uma zona de praias privilegiada junto à capital, o seu enriquecimento patrimonial pode sobremaneira beneficiar não só o concelho, a zona metropolitana de Lisboa como também aumentar em termos estatísticos significativamente o fluxo de turismo em Portugal, interno e externo.Nesse sentido, avançámos com um rol de medidas mais ambiciosas, é certo, mas que nos parecem a médio e longo prazo altamente proveitosas para toda a região, para a capital e para o próprio País.

MEDIDAS:

1. Re-dinamização e re-vitalização do paredão marítimo e frente de mar através da colocação de estruturas de comércio. Sugerimos estruturas em madeira, que repliquem os Palheiros da Praia da Saúde - uma imagem de marca da região. Ou, em alternativa, tendas (mais económicas) que podiam ser tingidas, pintadas ou graffitadas por artistas portugueses ou da região, o que seria outra imagem de marca, e uma mais-valia turística
Os Palheiros da Costa de Caparica serão uma boa opção para figurarem como modelo tanto ao nível das estruturas móveis no paredão como – veremos em ponto mais à frente - para inspirarem as "barracas" de feira alugáveis e que teriam condições de funcionar mesmo em dias de tempo mais agressivo. Podem funcionar como espaços de artesanato e diversos, como por exemplo nas tradicionais Feiras de Natal.
2. Reaproveitamento do espaço que ladeia o restaurante-bar ´Paraíso, concessionado pela autarquia/Costapolis. Sendo uma zona vital, de frente ao mar, pode e deve ser reanimanada com:
- concertos de música rock, clássica, grupos folclóricos, outros
- eventos desportivos como futebol de praia, voleibol de praia, outros
- eventos culturais como peças de teatro, exibições de cinema, espectáculos multiculturais, outros
(Contudo, o executivo anterior da Câmara Municipal de Almada assinou um protocolo que impede quaisquer actividades no paredão e zona frente marítima. Ou seja, o protocolo terá de ser alterado)
3. Aplicação da mesma legislação existente em Lisboa que permite a existência de estruturas pré-fabricadas, ou contentores - como no LX Factory - para lojas de comércio na Autarquia de Almada e, consequentemente, na Costa de Caparica.
3.1. Disponibilização da Praça Central, em frente ao Centro Comercial Pescadores, para instalação destas estruturas ou contentores.
3.2. Utilização dos ´Palheiros´ como símbolo e figura estética na edificação de estruturas de feira na Praça Central dos Pescadores
4. À semelhança do que sucede em outras freguesias do concelho, aproveitamento recreativo do Parque Urbano através de:
- colocação de insufláveis infantis
- disponibilização de actividades monitorizadas de ginásticas e fitness
- actividades diversas de ATL
- reutilização crónica, e não apenas pontual por altura do festival ´Sol da Caparica - do anfiteatro, através da promoção e organização de espectáculos diversos, concertos, festivais de música durante todo o ano

(para não onerar em custos e mão-de-obra a Autarquia, propomos que sejam estabelecidas parcerias com entidades privadas)
5. Solicitamos que a limpeza das ruas, avenidas, bem como a remoção da areia no paredão, bem como a manutenção das madeiras na frente marítima seja quotidiana. Não podemos assistir diariamente ao desmazelo, à sujidade e à degradação física da nossa cidade e praias urbanas.
6. Somos uma população que ama e respeita os animais. Exactamente por isso, e tanto por respeito aos animais como aos ´donos´, pedimos que a legislação seja cumprida. Solicitamos que, em contrapartida, os caixotes do lixo públicos se mantenham em bom estado e de recolha periódica por parte dos serviços competentes.
7. O final da Via Rápida, à entrada da Costa de Caparica, é logo um dos cartões de visita da cidade. Solicitamos que os muros laterais à rodoviária não continuem graffitados, sujos, com lixo. Sugerimos que a entrada da Costa de Caparica não seja uma sucessão de outdoors ferrujentos e outros mal-amanhados, sem critério. Aceitamos que a publicidade é boa e necessária, mas pedimos que exista rigor estético que embeleze a entrada numa cidade turística. Solicitamos que os cartazes anunciados em outdoor relativos a eventos associados à própria Autarquia e Junta de Freguesia não se acumulem indefinidamente no tempo após a realização dos respectivos eventos. Solicitamos que possa até ser criada uma estrutura com bom gosto estético (sendo este abstracto obviamente, mas acreditamos que existem na cidade e no concelho profissionais de valor para a sua concepção) em materiais sustentáveis, com motivos culturais e simbólicos relativos à Costa de Caparica, que anunciem visualmente as ´Boas-Vindas´ aos nossos turistas e visitantes.
8. Quem entra na Costa de Caparica, vindo de Lisboa pela via-rápida depara-se com outro cartão de visita degradante. Se observar a partir dos Capuchos muito pior: quando se entra, à esquerda uma ´favela´ de barracas. É, sobretudo, humana e eticamente degradante para as pessoas que ali vivem, que merecem outras habitações e condições de vida. É, consequentemente, degradante para uma cidade que se quer moderna, civilizada e atraente, capaz de cativar turismo de qualidade. Pedimos por isso que sejam criadas o mais rapidamente possível condições para que essas pessoas
sejam realojadas:
a) Porque é inumano aquelas pessoas viverem assim
b) Porque não é possível a Costa continuar assim

9. À semelhança do que sucede em diversos pontos de Lisboa, em Campo de Ourique, na Ribeira, ou no Município de Oeiras, em Algés, aproveitamento estratégico comercial e turístico do Mercado da Costa de Caparica através de:
- remodelação aquitectónica do espaço interior e exterior
- reaproveitamento do piso superior completamente inutilizado para o público, com corredores compridos, uma sala inaproveitada e uma ampla galeria com os os mais variados objectos: tijolos, fios eléctricos e até entulho
- remodelação das fachadas do Mercado: graffitada, vandalizada, suja e enferrujada
- remodelação do piso do Mercado, impróprio para um turismo de qualidade: o chão está esburaco, esventrado, parece um campo de minas numa zona de guerra
- após as necessárias obras de remodelação revitalização do espaço, com organização de eventos musicais, exposições (as paredes superiores são óptimas para o efeito), abertura de novos espaços tanto para o comércio como para associações ou ateliers de trabalho
10. Re-instalação do edifício do Turismo de Portugal em local mais visível: é raro um turista, estrangeiro ou português, dirigir-se ao edifício porque:
- não está correctamente sinalizado
- não possui elementos coloridos, placas ou sinais de identificação suficientemente identificativos
- trata-se de um edifício que passa despercebido na paisagem
- do ponto de vista arquitectónico e funcional, este posto de Turismo é muito pouco atractivo e funcional
em alternativa, remodelar a imagem e a sinaléctica do actual edifício
(ainda que nos pareça que um posto de Turismo no centro da cidade, mais bem situado, junto da Rua dos Pescadores ou no Largo Central, funcionaria melhor)
11. Trazer o cinema de volta à Costa de Caparica e reactivar as suas salas de cinema. Como?
- a sala de cinema do Centro Comercial Pescadores pode continuar a funcionar como veículo popular para as actividades culturais e de cineclube, muito bem conduzidas pela Associação Gandaia, que poderão claro ser sempre ainda mais incrementadas com novos apoios
- Porém, sobram as 2 salas de cinema do Centro Comercial Caparica Oceano e uma no Centro Comercial Silcentro. Solicitamos à Autarquia e à Junta de Frequesia que envidem todos os esforços para entrar em contacto com os grandes distribuidores/gigantes da divulgação cinematográfica em Portugal como NOS ou a Castello Lopes Filmes. Desta forma, como há 20 e 30 anos, a população de toda região da grande Margem Sul, e mesmo da Grande Lisboa, poderia voltar a deslocar-se à Costa de Caparica para vir ao cinema, que continua a ser uma das maiores fontes de entretenimento à escala mundial.
Vantagens:
a) os Centros Comerciais, sobretudo, o Caparica Oceano, junto ao mar sairá revitalizado
b) a população local, os visitantes e turistas terão uma nova fonte permanente de entretenimento
c) A população da área em redor, Almada, Seixal e Grande Lisboa terá mais uma razão - a juntar a todas as outras - para se deslocar à Costa
11. 1. Uma medida que poderá ajudar a trazer o cinema de volta à Costa de Caparica será a realização de um Festival de Cinema (a título de exemplo apenas um ´Caparica Film Festival´).
Tal como sucede no Estoril e em Cascais, com o Estoril Film Festival, em Vila do Conde, com o certame de Curtas-Metragens, em Setúbal e Tróia, com o FESTRÓIA, a Costa de Caparica poderá beneficiar se trouxer à sua cidade e praias:
- actores famosos e premiados
- realizadores famosos e premiados
- produtores famosos e premiados
- associados a estes, outras estrelas do showbizz premiadas
Notas: lembrar que temos aqui ao lado em Lisboa a morar Madonna, que Monica Belluci também tem casa na capital, Scarlett Johansson já manifestou intenção de seguir os mesmos passos e John Malkovitch , além de também ter casa, é sócio de um conhecido espaço de restauração.
Além disso, a nossa presidente da Câmara Municipal de Almada, também é uma actriz respeitada. O que é não de desprezar nestes assuntos.
12. Criação, o mais urgente, possível de uma Biblioteca Pública. É impensável que um lugar com o estatuto de cidade não possua uma Biblioteca Pública, ou seja, um local onde os cidadãos possam consultar gratuitamente livros. Porquê?
- Não faz sentido que pessoas de mobilidade reduzida se desloquem à Cova da Piedade ou a Almada
- Não faz sentido que idosos se desloquem à Cova da Piedade ou Almada
- Não faz sentido que pais, sem possibilidades económicas, que querem incutir nos seus filhos hábitos de leitura se desloquem à Cova da Piedade ou a Almada
Solicitamos uma biblioteca de que todos possam usufruir, para a qual todos possamos contribuir com a doação de livros que guardamos nas nossas casas. Sugerimos a disponibilização de algumas salas onde se possa leccionar expressões artísticas, como a música, pois as crianças e os jovens, de todas as idades, precisam ocupar o tempo de formas saudáveis.

13. Criação do Museu do Mar e da Arte Xávega. Não necessariamente com este nome, mas um local e uma instituição respeitável que preserve, estude e divulgue a história da Costa de Caparica associada a mar, aos seus pescadores e a este património riquíssimo que é a Arte Xávega.
Se Aveiro tem um museu dedicado ao tema, faz-nos espécie que em 44 anos de democracia ainda ninguém se tenha lembrado de homenagear a história, a antropologia e a cultura dos pescadores e da Costa de Caparica.
Um museu sobre a história da Costa da Caparica, onde no centro da sala figurasse uma embarcação o "Meia Lua", redes e utensílios de pesca, manequins com os trajes usados pelos pescadores antigos da arte xávega . Nas paredes poderiam ser exibidas, em molduras, as muitas fotografias antigas existentes no Arquivo Municipal de Almada, na Torre do Tombo, mas também de particulares. Poderia ser ainda construída uma das pequenas casas típicas, as "palhotas", em ponto pequeno nessa sala. Poderiam, talvez, ser expostas também alguns pequenos achados fósseis recolhidos nas falésias e não só. O que terá a Costa para oferecer na área da arqueologia? Falar com os pescadores e gentes das terras mais antigas e recuperar histórias que seriam escritas e também, quem sabe, utensílios de outros tempos. Antes que seja tarde demais.


14. Abertura de uma Galeria de Artes ou Centro de Exposições. Constatámos que é grande a comunidade de artistas plásticos - portugueses e estrangeiros - mas também de artistas populares na Costa de Caparica. Não é possível que a Costa de Caparica continue sem um espaço exclusivamente dedicado aos artistas.
14. 1 Associado a este ponto, organização de um evento de arte periódico que traga artistas nacionais e internacionais de peso à cidade. Solicitamos à Câmara Municipal de Almada e à Junta de Freguesia que contacte, por exemplo (é só a título elucidativo) a ARCO ou outros eventos similares.
Veja-se o exemplo recente de como a ARCO encheu Lisboa de artistas.
Veja-se como, por exemplo, a Bienal de Vila Nova de Cerveira colocou a vila no mapa nacional e nos roteiros internacionais.
15. Edificação de um moderno Centro Multiusos, auto-sustentável e gerador de postos de trabalho num de dois possíveis locais:
- o actual local consagrado para a Feira de Artesanato e Velharias
- o espaço vazio e abandonado entre os restaurantes Tarquínio e Paraíso
15.1. O projecto, ultra-moderno e multicultural, pode ser concebido por candidatura aberta a jovens estudantes das licenciaturas de Arquitectura e os seus investidores terão como recompensa financeira o natural retorno rápido em virtude de serem pioneiros e apostarem numa estrutura multifuncional e com valências variadas:
- duas cafetarias com localização privilegiada em frente ao mar
- sala de conferências alugável para lançamento de livros, saraus de poesia, peças de teatro, exibições de cinema, festas escolares ou de empresas
- uma ou duas galerias de arte para exposições de diversas disciplinas de artes plásticas, tanto para autores do Concelho (a quem será dada a primazia) mas cuja utilização será também disponibilizada, através de aluguer, a curadores nacionais e estrangeiros para realizarem exposições individuais ou colectivas. Trata-se de um negócio que, sem margem para dúvidas, funciona.

16. Edificação de um amplo observatório, munido de binóculos e telescópios, para que se possam observar não só o mar e a linha do horizonte e, em dias de tempestade, os pores de sol, os pores de lua (lindíssimos, serão eventos agendados.), os eclipses, como também o céu coberto de estrelas que na escuridão são mais visíveis . Claro que neste observatório será paga a entrada e devido ao visionarismo e pioneirismo das infraestruturas não temos dúvidas de que será um espaço capaz de atrair grandes multidões .
Não necessitando de grande investimento na área da restauração, a concessão de um dois espaços para serviços de cafetaria criará um óbvio vínculo com os visitantes e os turistas e irá promover o lucro dos comerciantes locais.
Caso exista ao nível dos investidores, e das redes de parceiros envolvidas, capacidade para tal poderá ser incluído ainda a construção de um aquário capaz de mostrar aos nossos turistas e visitantes à nossa rica e fantástica fauna marítima.
17. Implantação de um teleférico. Depois de estudado o impacto ambiental e outras questões de segurança, um teleférico a ligar a falésia a uma plataforma a escolher - se a norte ou sul da cidade – será sem quaisquer dúvidas - Uma atracção! Única!
E em época balnear os veículos dos nossos turistas e visitantes poderão ficar em estacionamentos, para quem quiser fazer esse "passeio panorâmico" e “romântico”. A Cidade ficará também mais transitável.

18. A música move montanhas. Tal como em Algés, no concelho de Oeiras, nós na Costa também podemos ficar ALIVE. O mega-festival organizado pela Everything is New é responsável pela entrada nos concelhos de Oeiras e Lisboa de 150 mil a 200 mil visitantes. Solicitamos à Câmara Municipal e à Junta de Freguesia que contacte empresas como a Everything is New para trazer festivais de envergadura similar, ou próxima. O que será para a cidade e as nossas praias se tivermos por cá:
- Depeche Mode
- The Cure
- Arcade Fire
- The Strokes
- Smashing Pumpkins
- Metallica
entre tantos outros
Oeiras não ficou por causa do Alive com um turismo de massas. A Costa também não tem de ficar. Pode e deve aproveitar para trabalhar num turismo de qualidade.
19. Construção de uma Piscina e reabertura do Onda Parque. Juntámos as duas propostas, apesar de serem pontos / tópicos distintos.
- no primeiro caso, a população, sobretudo idosos, jovens, pessoas de mobilidade reduzida, todos têm direito a uma Piscina Pública
as piscinas não podem ser um direito exclusivo de quem tem dinheiro para frequentar certos estabelecimentos ou comprar ou alugar certos imóveis
- no segundo, porque se trata de um equipamento desactivado há anos e com um potencial tremendo de atrair pessoas e muito dinheiro não só para a cidade como para o concelho; e com uma capacidade extraordinária (como há 20 anos, para ter vida diurna e nocturna)
Solicitamos, pois, à Câmara de Almada e à Junta de Freguesia de encetem os contactos necessários para captar os investidores e parcerias necessárias para reactivar as infra-estruturas, equipamentos e espaço abandonado do Onda Parque.
Tal como noutros pontos do País, nomeadamente no Algarve, não faz sentido que um espaço e infra-estrutura destas esteja ao abandono. Ainda por cima sendo - no estado actual e descuidado - como se pode ver a partir do IC 20 um mau cartão de visita.
20. Revitalização do mítico comboio de praia ´O Transpraia´, uma linha sem vida e ao abandono, que depende exclusivamente da sazonalidade no Verão. O Transpraia pode ser - e é - um símbolo ainda vivo da Costa de Caparica. Não o deixemos morrer. Mais, solicitemos às autoridades competentes que a estação de partida seja reavaliada: o comboio deve sair de um ponto central e visível na cidade - por exemplo na praia do Paraíso - e não numa das suas extremidades, o que contraria qualquer lógica e bom senso.
20. 1. Cabe à Câmara Municipal, à Junta de Freguesia e ao Turismo de Portugal - através do seu posto de turismo - uma divulgação eficaz do Transpraia através de folhetos, cartazes, flyers, redes sociais e outros instrumentos de informação.
18. Revitalização do Convento dos Capuchos. Não sendo uma estrutura arquitectónica e cultural que possa ser anexada directamente à freguesia e aos habitantes da cidade, é contudo um ´equipamento´ e uma ´mais valia´ que devido à sua localização geográfica dependem directamente da Costa de Caparica.
Nesse sentido, e sendo um monumento que passa - no seu conjunto, numa estimativa por alto - 6 a 7 meses encerrado ao grande público, pode e deve ser recapitalizado já. Já e a favor da comunidade:
a) Através da disponibilização de espaços para criação artística
(uma carência crónica na Costa de Caparica)
b) Através da disponibilização de espaços para start up´s
(seguindo estratégias implementadas com sucesso em cidades como Porto e Braga ou em Lisboa, em zonas, como Alcântara e o Beato)
c) Concessão de espaços para restauração e esplanada
d) Manutenção, mas com uma periodicidade superior à actual - decorrente de uma nova vida e dinâmica - de concertos e outros espectáculos artísticos
21. Estreitamento de laços com grandes instituições e actores do mundo tecnológico em prol do progresso e crescimento da Costa de Caparica. Através de parcerias com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Monte da Caparica (cujos estudantes em boa parte residem na nossa cidade) ou com os promotores da Web Summit (nos próximos 10 anos a decorrer em Portugal), promover:
- eventos, conferências e palestras sobre ciência e tecnologia que coloquem a Costa de Caparica na vanguarda do conhecimento
Os resultados serão óbvios: os nossos hotéis ficarão cheios, os nossos restaurantes idem, as nossas praias visitadas pelos maiores investigadores do mundo e nós como comunidade poderemos participar num debate democrático em temas urgentes do mundo global. Ganhamos todos, Almada, Costa, políticos e cidadãos.
22. Edificação de um monumento, na Rua dos Pescadores, que preste homenagem e valorize junto da comunidade e visitantes o símbolo da Coroa
- deverá constar um texto explicativo com a história da antiga Casa da Coroa, bem como da sua demolição
22.1. Em alternativa, devolver a Coroa da Casa da Coroa ao museu, ou então ao largo da Coroa. Acautelar as memórias antes que se percam no tempo.
23.2. Os cidadãos pedem ao actual Executivo que possa inteirar-se das razões que conduziram o Executivo à época que se decidiu pela demolição do edifício
24. Re-dinamização da Praça Nossa Senhora dos Navegantes, em frente a Era e Farmácia Holon e Auchan. Outrora palco de Feiras de Artesanato e outros eventos no mês de Agosto é hoje em dia e há vários anos um espaço morto e que tem condenado os comerciantes locais ao desastre, tendo muitos deles fechado portas.
Propomos a reorganização do espaço e a sua disponibilização para uma ou mais feiras temáticas cujas estruturas de venda – mantendo a coerência e a mesma linha de pensamento – se inspirem nos ´Palheiros´da Costa de Caparica.

25. Uma das principais lacunas que verificamos tanto ao nível da Autarquia, da Junta de Freguesia como do Turismo de Portugal em relação à Costa de Caparica, é a ausência total de uma política concertada de comunicação e imagem. Senão, vejamos:
Quando é que algum destes três órgãos públicos se lembrou de promover com eficácia e de forma estrutural (não de forma avulsa) um dos seguintes símbolos da Costa de Caparica?
- o comboio Transpraia
- o bolo Claudino (criado nos anos 50 e único no país)
- a música ´Sol da Caparica´ como hit rock n´roll associado às praias da Costa
- o herói
medalhado pela Presidência da República: o pescador e banhista Tarzan da Caparica
- os ´Palheiros´ na Praia da Saúde
- A arte xávega
- A lenda da Capa Rica
Se alguém tiver dúvidas, pergunte a qualquer holandês, alemão ou francês que por aqui passou o que é ´arte xávega´. O que é ´claudino´? Ou a qualquer norte-americano que tenha andado no Sol da Caparica a dançar hip-hop do Porto, quem são os Peste & Sida? A ver se ele não responde: ´Havia punk em Portugal?´
Nem vale a pena perguntar a nenhum estrangeiro como começa e acaba a lenda da Capa Rica, pois não? Nem sequer o que é ´Capa Rica´...
25. 1. Sublinhamos que o merchandising e a divulgação imagética dos símbolos da Costa de Caparica entre os visitantes e turistas não pode ser da exclusiva responsabilidade dos comerciantes. Sobretudo porque na actualidade, 80 por cento desses comerciantes são chineses e paquistaneses, desconhecendo naturalmente esses símbolos.
a) Solicitamos que exista uma política e estratégias concertadas entre Governo (na figura do Turismo de Portugal, Autarquia e Junta de Freguesia na promoção, divulgação e merchandising dos nossos símbolos
b) Através de outdoors, jingles publicitários, anúncios de televisão, redes sociais, cartazes, folhetos, flyers, Turismo de Portugal, Autarquia e Junta de Freguesia incluindo na divulgação que fazem do concelho têm de:
- passar a incluir todos os nossos símbolos comunitários, históricos, culturais e gastronómicos
A Costa de Caparica não é um peso às costas de Almada. É uma imensa mais valia que Almada ainda não descobriu.

Comissão de Cidadãos em representação da Petição ´Costa Todo o Ano´

Nuno Costa - Empresário
Joana Paula - Empresária
Steve Netreba - Empresário
Maria Loureiro - Artista Plástica




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