Movimento Independente de Arrendatários de Faro
Para: Habitantes de Faro arrendatários recenseados em Faro
Apresento o Movimento independente de arrendatários de Faro, que em três dias alcançou os 130 membros, são muitas as mensagens de apoio e incentivo, e a mobilização não pára de crescer!
Este movimento foi criado a 7 de Janeiro de 2019 para lutar pelos direitos da classe trabalhadora, que não tem direito a habitação social devido aos rendimentos superiores à média nacional, e que pretende rendas justas e adequadas aos seus rendimentos.
Neste momento as rendas praticadas vão desde 600 a 1400 euros, representando uma taxa de esforço em muito superior a 65% por cento. Na maior parte dos casos de 90% por cento do rendimento mensal das famílias. O que traz desespero a muitas pessoas individuais, mães e pais solteiros e famílias alargadas, colocando em prejuízo a sua estabilidade psíquica, física, e a sua vida pessoal e profissional.
Segundo dados apurados junto dos testemunhos dos membros, há situações de despejo, pessoas sem contrato de arrendamento, e não existem casas/ apartamentos para fazer face a tanta procura. Mas como há tanta casa neste concelho sem gente, e há tanta gente sem casa?!
Queremos soluções e respostas da autarquia.
Queremos comparticipações no arrendamento, mais casas para alugar e que sejam averiguadas as causas da falta de arrendamento de longa duração.
Somos pessoas individuais, famílias sem poder de compra para casa própria. Somos POVO, somos GENTE que trabalha e paga impostos!!!!
Contextualização
O salario médio em Portugal são 887 euros de acordo com dados atualizados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Como alguém paga estas rendas? 700?? ;950 euros?; 1400???
Face a anos transactos em que as rendas rondavam os 350 a 500 euros, com o aparecimento da exploração do alojamento local de casas particulares e expansão de pequenos e médios empresários neste sector, as rendas a particulares para longa duração atingiram preços exorbitantes e impossíveis de comportar.
Queremos agir com propostas à Assembleia Municipal, ser ouvidos como cidadãos comuns. Se o problema é da especulação imobiliária, do "crescimento" e do aumento da procura e seja do que for, não somos nós que temos de pagar a fatura!
A autarquia tem de agir! Queremos subsídios autárquicos para famílias, casais, pessoas individuais, mães e pais solteiros, à semelhança do que sucede em outras autarquias como Albufeira, Lisboa e Funchal, entre outras!
Propostas:
Queremos soluções para baixar as rendas exorbitantes do concelho:
- Subsídio de apoio ao arrendamento para famílias alargadas;
- Subsídio de apoio ao arrendamento para famílias monoparentais;
- Subsídio de a pessoais sozinhas;
-Fiscalização dos valores dos imóveis de acordo com a tipologia, área e antiguidade do imóvel;
Solicitamos a V/ assinatura com colocação do número de cartão de cidadão para entregarmos ao presidente da Assembleia Municipal de Faro.
Juntos Somos Mais Fortes! Junte-se a nós e Erga a sua voz!