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PROPOSTAS PARA UM ELÉTRICO 28 MAIS DIGNO E MAIS FIÁVEL, SERVINDO MELHOR RESIDENTES E VISITANTES

Para: Câmara Municipal de Lisboa, Carris, Assembleia Municipal de Lisboa

O elétrico 28 percorre um eixo para o qual não existem alternativas de transporte público. Não é apenas uma atração turística: é um meio de transporte fundamental para inúmeras pessoas que residem, trabalham e/ou frequentam o ensino ao longo desse extenso eixo.

Para os lisboetas, como para os visitantes, é um privilégio poder subir e descer as colinas da cidade neste meio de transporte encantador. No entanto, essa experiência revela-se, na prática, desconfortável, pouco fiável, demorada e insegura, quebrando o encanto e tornando a dependência desta linha num problema diário. Para isso concorrem diversos fatores:

– o enorme afluxo de turistas, que procuram esta linha em detrimento das linhas turísticas, por ser mais barata e por ser percecionada e divulgada como mais “autêntica” do que as outras;
– as filas intermináveis que se formam nas paragens iniciais, fazendo com que o elétrico inicie o trajeto já apinhado de passageiros, tornando impossível a quem entre nas paragens intermédias arranjar lugar sentado;
– o facto de numerosos turistas comprarem o bilhete a bordo, “entupindo” o acesso, dificultando a entrada dos demais passageiros e tornando cada paragem muito demorada, devido aos pagamentos, perguntas e trocos;
– carros parados ou estacionados sobre os carris ao longo do percurso, o que acontece constantemente, impedindo a passagem do elétrico e atrasando o trajeto.

Estes fatores traduzem-se:
– numa total infiabilidade de horários e de tempos de espera, que não é sustentável para quem o elétrico não é uma opção lúdica mas uma necessidade;
– em condições de viagem que chegam a ser degradantes: passageiros apertadíssimos; idosos sem alternativa de deslocação que viajam em condições de desconforto; crianças pequenas que não conseguem lugar sentado; alcançar a porta de saída é tarefa olímpica; sair é um alívio;
– num paraíso para os carteiristas: constantemente se vêem passageiros, geralmente estrangeiros, a descobrirem com horror que a sua carteira desapareceu; escusado dizer que tal acontecimento basta para transformar a sua viagem a Lisboa numa experiência negativa;
– num stress notório causado aos motoristas: se estes são, em geral, cordiais com os passageiros e se esforçam por comunicar e atender às suas solicitações e perguntas, atuando quase como guias turísticos, superando obstáculos linguísticos, ocasionalmente acontece vermo-los perderem a paciência, o que, não sendo desejável, é difícil de censurar dadas as condições de viagem a que estão sujeitos.

A solução não deve passar por reduzir o 28 a um entretenimento turístico; não seria justo retirar aos lisboetas este seu meio de transporte. Mas é imperioso melhorar radicalmente a qualidade do transporte. Propomos as seguintes medidas:

– aumento do número de unidades em circulação na linha n.º 28;

– adopção de incentivos que permitam encaminhar os turistas para os elétricos de circuito turístico (ex.: reduzir a diferença de preço entre elétricos comuns e turísticos; vender “pacotes” que incluam o bilhete para esses elétricos em conjunto com outras atrações);

– abolição da possibilidade de compra de bilhetes a bordo;

– como medida compensatória da anterior, ponderar a possibilidade de compra de bilhetes avulsos em algumas paragens, seja através de máquinas de venda (idealmente vendendo também bilhetes para os elétricos de circuito turístico, de modo a incentivar essa opção), seja mediante funcionário (como já sucede no Terreiro do Paço para a linha n.º 15) – o preço destes bilhetes avulsos deveria ser substancialmente mais elevado que o atual;

– implementação de um sistema de atuação rápida para as situações de carros estacionados que impeçam a passagem do elétrico, em parceria com as polícias e a EMEL (por exemplo, uma linha de comunicação direta do motorista para a entidade policial competente, com partida imediata para o local de um agente em motorizada, para autuação e aplicação de sanções);

– e, sobretudo: reforço da linha n.º 28 com autocarros mini que façam o mesmo trajeto do 28, circulando alternadamente com os elétricos (partida de um autocarro mini entre cada dois elétricos), pelo menos nas horas de ponta (8h-10h e 17h-19h, no mínimo). Estes veículos têm a dupla vantagem de não terem muita procura de turistas e de poderem ultrapassar obstáculos, como carros mal estacionados. Deste modo, os residentes disporão desta opção, que lhes garante que chegam a tempo ao trabalho/escola, podendo os turistas, ou quem não esteja com pressa, optar por aguardar a chegada do elétrico.

Espera-se que haja a determinação necessária para implementar estas mudanças, essenciais para que os elétricos possam servir tanto residentes como visitantes, em condições condignas.

Sugere-se a criação imediata de um grupo de trabalho que inclua a Carris, a Polícia Municipal, a PSP e a EMEL, encarregado de definir e implementar rapidamente as medidas a tomar.



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