Pela recuperação da Falcoaria da Coudelaria Alter
Para: Presidência da República, Ministério da Agricultura, Direção-Geral da Educação, Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, Direção Regional da Cultura do Alentejo (DRCALEN), Agência para a Inovação e Comércio Externo (AICEP), Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA), Turismo do Alentejo, Turismo de Portugal
Após o processo de desmantelamento da Fundação Alter-Real, a então Ministra da Agricultura, Assunção Cristas, encarregou a empresa pública ribatejana Companhia das Lezírias S.A. de “arrumar a casa” (entenda-se a Coudelaria de Alter). Para o efeito, a Companhia das Lezírias realizou diversas reformas na Coudelaria de Alter, algumas sem olhar a meios nem a consequências, sem preocupações sociais, e, sobretudo, sem ter em consideração a componente turística da Coudelaria de Alter e os reais interesses desta região norte alentejana.
Na sua empreitada reformista, norteada por princípios economicistas, a Companhia das Lezírias dispensou os serviços dos colaboradores da Falcoaria, pondo assim fim a dezassete anos de trabalho de uma equipa dedicada, condenando a Falcoaria ao abandono e decretando o fim daquilo que até então era unanimemente considerado um projeto regional de sucesso.
Ainda hoje está por explicar por que razão a Companhia das Lezírias não tentou acautelar a continuidade da Falcoaria, renegociar os contratos de prestação de serviços, ao invés de votar ao abandono muitos anos de investimentos em recursos técnicos e humanos, realizados com fundos comunitários do FEDER (AVNA I e II, 2000-2002 e QREN 2009-13, Programa IN-Alentejo). Foram centenas de milhares de euros de investimento na Falcoaria desperdiçados de uma forma incompreensível!
Foi assim, desta forma que no início de 2014 o Estado / Companhia das Lezírias lavou as mãos das suas responsabilidades sobre o projeto Falcoaria que ele mesmo tinha criado em 1997.
Importa também recordar que, durante o esforço de sobrevivência para a continuidade da atividade, a Falcoaria obteve inúmeras expressões de apoio e reconhecimento.
Destaca-se o Alto Patrocínio da Presidência da República, o apoio da Direção-Geral da Educação (DGE), da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), do Turismo de Portugal, do Turismo do Alentejo (ERT), da Direção Regional da Cultura do Alentejo (DRCALEN), da Agência para a Inovação e Comércio Externo (AICEP), da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA) e ainda de várias outras entidades privadas e muitos particulares. Além disso a Falcoaria de Alter foi distinguida com o prémio “Melhor Animação Turística do Alentejo”, na Edição dos Prémios do Turismo do Alentejo 2015, atribuído por um júri independente.
Após longos 19 anos de trabalho dedicado, e não obstante o reconhecimento internacional do legado histórico-cultural da atividade e sua recente integração na Lista do Património Imaterial da UNESCO, chegava assim ao fim, de uma forma bizarra e inglória, o auspicioso projeto Falcoaria da Coudelaria de Alter. A oferta turística da Coudelaria de Alter e do Alto Alentejo ficaram efetivamente mais pobres.
As Listas do Património Cultural Imaterial da Humanidade foram estabelecidas pela UNESCO para garantir a melhor protecção dos importantes patrimónios culturais intangíveis em todo o mundo e a consciência da sua importância. Através de um compêndio dos diferentes tesouros orais e imateriais da humanidade em todo o mundo, o programa tem como objectivo chamar a atenção para a importância da salvaguarda do património intangível, que foi identificado pela UNESCO como um componente essencial e um repositório de diversidade cultural e da expressão criativa.
O programa tem actualmente duas listas. A maior, Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, junta "práticas e expressões [que] ajudam a demonstrar a diversidade desse património e aumentar a consciencialização sobre a sua importância." A mais pequena, Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade com Necessidade Urgente de Salvaguarda, é composta por elementos culturais que causa preocupação às comunidades e aos países que consideram necessárias medidas urgentes para mantê-los vivos.
Em 2013, foram inscritos quatro elementos na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade com Necessidade Urgente de Salvaguarda, o que ajuda os Estados Membros a mobilizar a cooperação e a assistência internacional para assegurar a transmissão desse património, com a participação das comunidades em causa.
Objectivos:
* Levar o público a reconhecer, salvaguardar e revitalizar o património imaterial;
* Avaliar e inventariar a herança cultural intangível em todo o mundo;
* Incentivar os Estados a estabelecer inventários nacionais e tomarem medidas legais e administrativas relevantes;
* Encorajar os portadores do conhecimento a identificar, revitalizar e salvaguardar a sua herança.
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Actualização #1 Encerramento
Criado em 7 de maio de 2017
Não havendo interesse por parte dos intervenientes em retomar a actividade no mesmo local e a pedido dos mesmos, foi retirada a petição.
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Assinaram a petição
3
Pessoas
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