PELA DESTITUIÇÃO DO ‘’GOVERNO’’ GERINGONÇA
Para: ExmºSrº. Presidente da Republica Portuguesa .
PELA DESTITUIÇÃO DO ‘’GOVERNO’’ GERINGONÇA
Os signatários desta petição vêm manifestar o seu total desacordo com a política usada por um ‘’governo’’ que não foi eleito. Não tanto por não ser eleito, mas pelas políticas adoptadas e das quais todos temos muita má memoria, uma vez que grande parte delas, obrigaram o governo do PS em funções até 2011, a pedir um resgate financeiro e um programa de ajustamento financeiro, de que todos os Portugueses se devem envergonhar.
Após ter perdido as eleições, o PS com o aval do anterior e do actual Presidente da República, fizeram vários acordos com o PCP e o BE para formarem uma solução de Governo. Nove meses depois o País inteiro já percebeu que não é disto que precisa, não era esta a solução que precisávamos para que o País saísse de uma crise criada pelos socialistas, aprofundada pelos socialistas e confirmada pelos socialistas. Portugal precisa de reformas urgentes, profundas e concretas, muitas das quais constavam do “memorandum’’ negociado e assinado pelo próprio PS em Março de 2011 e que em plena campanha eleitoral o actual o ‘’ Primeiro Ministro ‘’ tentou descartar dizendo que não foram eles que chamaram a troika.
Este seria o primeiro episódio de uma ‘’novela ‘’ que ainda não acabou. António Costa depois de ter tomado de assalto o PS, sentiu-se na obrigação de tomar de assalto o Governo porque perdeu as eleições por muito, não foi por poucochinho e fê-lo prometendo reverter todas as reformas feitas que tinham como objectivo controlar o défice do Estado e manter a dívida pública controlada. Conhecidos os últimos dados do Banco de Portugal percebemos que assim não é. Percebemos nós e percebe a UE e os restantes credores que sabem que este ‘’governo’’ não é de confiança. Não teve a confiança dos Portugueses nas urnas, porque os Portugueses sabiam e sabem que não podem confiar neste PS, como não podem confiar no PCP que andou a dizer aos reformados que ia lutar para repor as reformas que foram cortadas, quando sabia que do acordo com o PS não seria possível com o orçamento em vigor, como não é possível para o próximo orçamento na sua totalidade. Com que legitimidade vai Jerónimo de Sousa a votos nas próximas eleições legislativas, depois de concordar com soluções que não existem porque todos sabiam que não podiam ser aplicadas na prática e o que vai fazer aos 8% de votantes que acreditaram nele?! Bem como esse pseudo partido, no qual muita gente votou porque pensavam que não chegariam nunca a ser Governo, não acreditaram no tal comentador político que teve a tal brilhante ideia de deixar no ar a possibilidade de uma solução destas, que deu no que deu e da sua legitimidade, nós continuamos a ter sérias dúvidas, pese embora a Constituição da República abrigar tal solução. Como é que Catarina Martins e afins vão chegar às próximas eleições e explicar aos 10% de votantes que afinal não podem restabelecer salários nem pensões porque não há dinheiro nem para salários nem para pensões?!
A continuar esta política em que o ‘’governo’’ reverte privatizações com custos de milhões que deviam estar a ser usados para pagar aos credores e evitar o aumento da dívida pública, como no caso da TAP e para quem não percebeu, o caso TAP é mais que os milhões que custam aos contribuintes. Os 50% que o governo fez tanta questão de manter, mas com esta operação o ‘’governo’’ fica responsável pelos 50% dos prejuízos que a TAP possa dar nos próximos anos e que os contribuintes já se cansaram de pagar. Bem como na reversão da concessão nos transportes públicos, que se torna ainda mais penosos para os bolsos dos Portugueses, porque nesse caso, a totalidade do capital continua ser do Estado, logo a totalidade dos prejuízos continua a ser dos contribuintes Portugueses, como são responsáveis pelos salários dos funcionários das mesmas empresas. As consequências desta política são as mesmas que em 2011 levaram o governo de então a pedir um resgate financeiro, o terceiro resgate financeiro, este de muito má memória, porque obrigou de facto a ajustamentos que não estávamos preparados para fazer e isso obrigou muitas famílias a mudarem de vida, a adaptarem-se as novas condições com sacrifícios muitas vezes exagerados, mas necessários e que ainda hoje sofrem na pele as consequências das opções que tiveram de tomar.
É a pensar nos milhares de famílias que continuam a sofrer na pele as dificuldades originadas pelos ajustamentos que tivemos todos de fazer, que não podemos ficar de braços cruzados a ver tudo acontecer de novo, a assistirmos calmos impávidos e serenos à destruição do futuro dos nossos filhos, netos e bisnetos, sem que nada possa ser feito.
Podem estas assinaturas não servir para muito, mas serviriam de muito menos se não estivéssemos a alertar para o facto de caminharmos a passos largos para um novo desastre financeiro, por isso é importante que cada um de nós assine e leve para assinar. Juntos seremos muito mais fortes.
POR PORTUGAL .