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Reconquistar as nossas ruas!

Para: Assembleia da República

É objectivo desta petição sensibilizar o poder central, bem como a população em geral, para a necessidade de legislar no sentido de se efectuar uma revisão dos critérios pelos quais se regem os responsáveis locais para atribuição de nomes às ruas portuguesas.

As ruas, tal como nós, têm nomes. Da mesma forma que os nossos pais nos atribuíram um nome, que por alguma razão consideravam especial, também às ruas é comum atribuir-se um nome, que por uma ou outra razão, é especial.

Esse nome, normalmente, é o nome de uma pessoa muito especial… um benemérito – alguém que seja um exemplo para os demais; alguém que tenha feita muito – e tenha dado muito - à sua comunidade. Por vezes, essa pessoa especial é um herói local, pessoa da terra, que até conhecia e tratava todos pelo nome; outras vezes é um herói nacional, alguém que prestou grandes serviços à Nação.

Não obstante estar olvidada, a História dos portugueses é uma História riquíssima e que conta com mais de oito séculos, História essa que constitui uma gesta inigualável no seio da humanidade, pejada de episódios de transcendente coragem, de inúmeros sacrifícios, uma História forjada por via do sofrimento e matizada a vermelho-sangue dos nossos mártires. A atribuição de um nome a uma dada rua constitui invariavelmente um acto de homenagem ao detentor desse mesmo nome.
E isto é o que acontece em todos os países da Europa, e do resto do mundo. Em todos, menos em Portugal.

Em Portugal, existem mais de 20 ruas com nomes de homens cujas mãos ficaram manchadas com o sangue de portugueses. Como se pode compreender e aceitar que os nomes de Samora Machel, Agostinho Neto ou Amílcar Cabral, estejam atribuídos a ruas portuguesas? Como é que alguém ousa descaradamente homenagear aqueles que foram os directos causadores das mortes de milhares de portugueses militares e civis?

Somente um povo absolutamente masoquista, um povo doente, poderá permitir tamanho desrespeito pelo sacrifício dos filhos desta Pátria que ora os olvida. Não se pode justificar esta opção injustificável, cuja única justificação é ideológica. A maioria dos portugueses mortos por estes inimigos de Portugal nada sabiam de política ou de regimes: lutavam por aquilo em que, na altura, se julgava ser o melhor para Portugal. Independentemente do regime debaixo do qual pereceram, quer tenha sido a monarquia ou uma qualquer das três repúblicas, todos os portugueses que deram a vida pela pátria merecem o nosso maior respeito, e não é certamente homenageando os seus carrascos que honramos a sua memória, e que respeitamos as suas famílias.

Nenhum país da Europa, nem do resto do mundo, homenageia os seus inimigos, independentemente dos regimes e das políticas pelos quais, e pelas quais, tenham passado. Acaso alguém imagina os habitantes de Nova Iorque baptizarem uma das artérias dessa cidade com o nome de Bin Laden? Todos concordarão que seria totalmente absurdo e deveras insultuoso para com as vítimas das Torres Gémeas. Por que razão o fazemos nós?

Chegou a hora de emendar esta situação. As ruas da vergonha têm de mudar de nome. Estas ruas vão mudar de nome. O tempo da indiferença, dos braços cruzados, chegou ao fim, pois um grupo de pessoas que professam um forte amor Pátrio e que não esquecem aqueles que por nós deram as suas vidas está disposto a tudo fazer para que a honra dos nossos mortos e a sua memória não sejam aviltadas.

Um povo sem memória é um povo sem identidade, um povo desprovido da noção da sua unicidade, carente de orgulho próprio e inevitavelmente de auto-estima.

Porque temos orgulho em sermos portugueses, porque respeitamos e celebramos a memória dos nossos Maiores e dos nossos Mártires, por eles e pelas gerações vindouras, acabemos com as ruas da vergonha.

As nossas ruas são nossas, é hora de as reconquistarmos!





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Reconquistar as nossas ruas!, para Assembleia da República foi criada por: Associação Portugueses Primeiro.
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