POR ALPEDRINHA: NÃO À SAÍDA DA FARMÁCIA DA VILA
Para: Câmara Municipal do Fundão, Farmácia Trindade Lourenço, Junta de Freguesia de Alpedrinha e INFARMED
Numa Vila com uma população maioritariamente idosa, carente, economicamente desfavorecida, sem recursos de mobilidade, é inaceitável que a Câmara Municipal do Fundão (CMF) tenha aprovado por unanimidade, em sessão PRIVADA, segundo noticiou o Jornal do Fundão, a mudança da Farmácia de Alpedrinha para o Fundão.
a) A cidade do Fundão não necessita de mais uma farmácia.
b) A CMF tomou uma decisão (à porta fechada) sem qualquer sensibilidade social.
c) Uma farmácia é um negócio, mas não podemos esquecer o serviço público, no campo da saúde, que presta e desenvolve, ou deve desenvolver, junto da população.
d) Que se saiba não houve qualquer alerta à população para a hipótese de encerramento da farmácia na Vila, de forma a poder discutir-se o assunto, negociarem-se alternativas, ou soluções.
e) O encerramento da farmácia na Vila vai trazer para esta terra consequências económicas desastrosas e irremediáveis, pois muitas pessoas de terras vizinhas, como Castelo Novo, Atalaia do Campo, Póvoa da Atalaia, entre outras, deslocavam-se a Alpedrinha para comprar medicamentos e consequentemente fazerem algumas compras no comércio local. Com o encerramento da farmácia este comércio vai ressentir-se de forma muito dolorosa, sendo que talvez seja o primeiro passo para a morte de muito desse comércio local.
f) O alvará da farmácia estava "autorizado" para a Vila de Alpedrinha e o novo proprietário era conhecedor do facto, quando comprou o negócio.
g) Alpedrinha merece o respeito da CMF numa questão tão sensível como a saúde/medicação.
Apelamos à sensibilidade do proprietário da farmácia Trindade Lourenço, à CMF, à Junta de Freguesia de Alpedrinha e a todas as entidades que possam intervir neste procedimento, bem como a todos os alpetrinienses, que haja boa vontade, sensibilidade social e política, para reverter a situação e que a farmácia não se desloque para o Fundão.
Conscientes que se trata de um negócio, mas que não é um negócio qualquer, solicitamos a melhor atenção para o assunto que tanto vai ferir e "matar" Alpedrinha.
Por Alpedrinha, por um serviço essencial para a Vila, pelos idosos, crianças e toda a população residente e não residente, mas que ama Alpedrinha.
Haja sensibilidade, pois o dinheiro não é tudo na vida.
Haja bom senso e coração.
Estamos indignados e merecemos ser tratados como pessoas e não apenas como clientes, números, eleitores, sujeitos com NIF.
Já basta a interioridade que sofremos e as dificuldades com que vivemos, na encosta de uma serra abandonada. Merecemos respeito e dignidade, a dignidade de ter um serviço essencial para a saúde, como é o caso de uma farmácia.