Pela Entrega da Custódia dos filhos, aos pais dos dois gémeos encontrados no parque, em Faro
Para: Comissão de protecção a crianças e jovens; Tribunal de Menores
É uma vergonha o que se verifica no que respeita à actuação das entidades responsáveis para salvaguarda dos mais novos, nomeadamente a CPCJ.
Já não mencionando outros casos, vemos agora esta situação especificamente, à qual o primeiro juízo de acredito 98% dos espectadores que assistiram à noticia das crianças, foi "negligência"; que está longe de ser o caso. Segundo a reportagem da CM tv, há um ano que os pais pediram ajuda à cm tv, à CPCJ, e à Segurança Social, sem que até agora tenha sido prestado qualquer tipo de apoio.
Se este caso já era conhecido da CPCJ há tanto tempo, e da Segurança Social, então porque não actuaram precocemente, auxiliando esta família a obter vaga num infantário, ou em alguma instituição de acolhimento que permitisse aos pais, deixarem as crianças ao cuidado desta durante o horário de trabalho por exemplo??? Quando são os filhos de pessoas conhecidas e influentes, alegadamente têm vaga na hora, e entrada directa.
Vergonhosa também foi a intervenção do Sr. Luis Villas-Boas, director do Refúgio Aboim Ascenção, condenando os pais de forma severa. Ora, deve ter interesse nos subsídios dados à instituição pelo acolhimento das duas crianças, ou das quatro como referiu, motivo pelo qual se ouve dizer por quem tentou, que, alegadamente "dificultam os processos de adopção, uma vez que recebem pelo número de crianças que a instituição acolhe", está apenas focado na remuneração da sua instituição (e na sua), do que está no bem estar das crianças.
Pois bem, os miúdos de 3 anos, para quem não tem filhos, são capazes de proezas milagrosamente astutas.
Mediante esta situação, e a referenciação já feita desta família à CPCJ, será que não houve outro tipo de intervenção, realizada numa fase muito mais precoce, que permitisse a estas crianças ficarem junto dos pais???
São conhecidas as circunstâncias da ocorrência, mediante isto, deve ser prestada ajuda e apoio ás crianças sim, mas englobando a família, com quem estas devem permanecer.