petiçao agradecimento a um cidadao de Leiria
Para: Presidente do Municipio de Leiria, vice-presidente do Municipio Leiria, presidente junta freguesia de Leiria,e adlei
Gostaria muito de ver uma avenida com o nome de meu tio CARLOS ALBERTO OLIVEIRA MARTINS, que tanto deu a esta cidade e região, como sabe. Foi através da sua pessoa que no Teatro José Lúcio da Silva, lhe entregou a medalha de prata da Cidade, louvando os seus atos como 1ª livreiro de Leiria e seu contributo nessa área.
Relembro um pouco da sua história:
Foi o fundador da Livraria Martins, em Leiria, em 1957 em que havia poucos estabelecimentos do género. Veio preencher esta lacuna na bela Leiria e recebeste a medalha de prata da cidade de LEIRIA, para orgulho de todos. Merecias uma Avenida com o teu nome, e "já lancei esse pedido a Junta de Freguesia de Leiria e a pessoa do Sr. Presidente da Camara Municipal de Leiria", depois das várias homenagens que te prestaram, incluindo ADLEI que te homenageou na Biblioteca Municipal de Leiria, com a colaboração com a Academia de Cultura e Cooperação de Leiria, da Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mos. Durante a ditadura a livraria Martins era conhecida por ser um estabelecimento onde se podiam encontrar livros "proibidos". Também Leiria homenageia personalidades no dia da Cidade e tu la estavas a receber a medalha de prata pelas mãos do Sr. Vereador Gonçalo Lopes.
Foi louvado o contributo deste cidadão onde se evidenciou, sem nunca procurar protagonismo ou reconhecimento tendo dado ao longo da sua vida e no exercício da sua cidadania, um contributo inestimável para a cidade e para a região, nomeadamente no campo cultural e na defesa da liberdade, em termos da sua atividade de livreiro.
não me orgulho só de ti, pelos teus feitos profissionais, mas acima de tudo pelo Homem que eras, apesar das tuas limitações visuais, o que tornava ainda melhor, pois tinhas uma dedicação a profissional exemplar, a tua esposa uma dedicação única e louvável, que sempre esteve a teu lado, procurando que sempre vencesses porque era uma verdadeira Mulher feita da mesma fibra que ele e sempre esteve a seu lado nos momentos mais difíceis da vida, e mesmo quando cegou por completo, este homem não desistiu, nem sua esposa Maria Fernanda Carvalho Teixeira Oliveira Martins.
Na época (décadas) em que a Pide cerceava rente qualquer iniciativa que pudesse por em causa o Estado Novo, homens e mulheres da cultura, associações juvenis, amantes da liberdade, todos apareciam na Livraria Martins de Carlos Martins. e que na Martins, não era só o papel que perfumava o ar, mas também as ideias de democracia e liberdade.
Obras proibidas como Manuel Alegre, Jorge Amado, jean-Paul Sartre, Mário Soares, Nabokov, Soeiro Pereira Gomes, Cardoso Pires ou Aquilino Ribeiro, encomendados quando a loja estava deserta e em meio de cochicho. A entrega era certa e vinha escondida sob o anonimato fornecido pelas sobre capas com desenhos do ilustrador Augusto Mota. Ainda não tinham recebido a encomenda, já a Pide fazia uma visita. Chegou a ser «interrogado pela polícia, tal como recorda Carlos Martins aos 83 anos ao Jornal de Leiria.
Fernando Villas Boas, advogado, dizia que proporcionava os livros que a censura nos impedia de ver.
Tinha uma cumplicidade inegável de cumplicidade inegável com os estudantes.
A s professoras Helena Carvalhão, Amelia Pais, Sá Pessoa ou o responsável pela editora Gradiva, Guilherme Valente, recordam a ligação de amizade que sempre os ligou a Carlos Martins. Em forma de agradecimento, ficam as palavras de Dra. Helena Carvalhão “obrigada Senhor Martins por tudo o que foi feito por Leiria, naquela livraria.
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