É hora de AG!R -- Alemanha fora do Euro
Para: Chanceler da Alemanha, Angela Merkel
Petição pública
Alemanha fora do euro – É hora de AG!R
1) As empresas alemãs são as primeiras a fugir aos impostos na Grécia
Conforme é do domínio público, uma empresa alemã está a ser notícia por não pagar IVA na Grécia há cerca de VINTE anos !!
Mas não se está a falar de uma empresa qualquer, antes se fala da Hochtief, empresa que geria o aeroporto internacional de Atenas. Estima-se que a Hochtief terá de pagar mais de 500 milhões de Euros por essas faltas de pagamento de IVA, a que se somam outras faltas nomeadamente de segurança social.
De salientar que, na sequência dos programas de austeridade, os trabalhadores gregos perderam cerca de 400 milhões de Euros nos seus salários.
Fonte: http://www.globalresearch.ca/german-company-is-top-tax-evader-in-greece/5462497
2) Criação e propósito do euro
O euro foi introduzido, em 1 de Janeiro de 1999, com o intuito de ser uma moeda única, comum a todos os países da União Europeia.
O euro nasceu contudo já com deficiências de locomoção, uma vez que logo à partida dois países (Reino Unido e Dinamarca) negociaram uma exclusão ao Tratado de Maastricht, preferindo manter a autonomia que o euro lhes iria retirar.
O euro visava facilitar a integração europeia, potenciando
“(…) a cooperação económica e monetária mais estreita para conseguir um maior desenvolvimento e florescimento do mercado interno(…)”
Fonte: http://ec.europa.eu/economy_finance/euro/index_pt.htm
Constata-se que, numa europa com pelo duas velocidades e outros tantos critérios, é mais que evidente que o euro não cumpre os requisitos para que foi criado, servindo mais como garrote do que como mecanismo de cooperação.
3) Gregos e portugueses trabalham mais que alemães
De acordo com as estatísticas da OCDE, relativa a horas trabalhadas por trabalhador e por ano, como se pode ver na figura seguinte, constata-se que a alemanha está muito abaixo dos seus “parceiros” europeus, designadamente aqueles a quem tanto está a ser exigido, tendo inclusivamente uma tendência decrescente entre 2000 e 2011.
Se para pertencer à “zona euro” se deve trabalhar para fortalecer a moeda, então a alemanha claramente não devia lá estar.
.........................2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011
Alemanha.........1452 1442 1431 1425 1422 1411 1425 1424 1418 1373 1390 1393
Grécia...............2108 2101 2093 2091 2083 2136 2125 2111 2106 2081 2019 2131
Portugal............1917 1900 1894 1887 1893 1895 1883 1900 1887 1887 1890 1867
Países OCDE....1843 1828 1819 1812 1813 1807 1808 1802 1794 1700 1776 1773
Fonte: Dados OCDE
4) Argumentos de Stiglitz
Recentemente, Joseph Stiglitz, falou sobre este tema, criticando duramente a alemanha, a quem acusou de “falta de humanidade” e “falta de solidariedade”, acrescentando que “não se pode governar a zona euro sem um mínimo essencial de solidariedade”.
Stiglitz critica ainda a atitude do governo alemão em relação à Grécia, dizendo que “está a minar o senso comum da visão” e “da solidariedade na Europa”, concluindo que “Claramente, a Alemanha provocou sérios estragos, minando a Europa”.
Indo mais longe, o Prémio Nobel considera “inconcebível” exigir mais medidas de austeridade à Grécia.
Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/stiglitz-acusa-berlim-de-falta-de-solidariedade_223537.html
5) Comentários de Paul Krugman
É também Paul Krugman, conceituado economista, que diz que “(…) a austeridade fiscal adicionada a uma moeda forte é uma mistura altamente tóxica. A austeridade fiscal deprime a economia, e empurra-a no sentido da deflação; se for acompanhada de uma moeda forte (…) o resultado não é só uma depressão e deflação, mas, muito provavelmente, também um falhanço em reduzir o rácio da dívida”.
Fonte: http://www.esquerda.net/artigo/paul-krugman-licoes-politicas-da-derrocada-do-euro/37742
Sendo assim, é claro que à Grécia como a Portugal foi dado um veneno para combater uma doença, o que, e para muitos, nem para a homeopatia é válido.
CONCLUSÃO
Pelos motivos acima expostos, e considerando-se demonstrado que a alemanha não pratica as políticas que impõe, sendo o problema e não a solução, vêm os signatários pedir a Va. Exa. que tome a iniciativa e as medidas conduzentes à saída da alemanha da zona euro, por forma a que a europa possa tentar ficar à tona das àguas turvas em que se move, livre da âncora que insiste em puxá-la para o fundo.
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Actualização #1 Encerramento
Criado em 23 de outubro de 2015