CONTRA A MUDANÇA DE LOCAL DA FEIRA DA VANDOMA
Para: Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal do Porto
Portuenses e portugueses,
Pedíamos a vossa colaboração ao aderirem a esta petição contra a forma como está a ser tratada a feira da Vandoma.
Como deve ser do conhecimento público a câmara municipal do Porto quer alterar o local da actual feira da Vandoma localizado nas Fontainhas. O local actual é vantajoso para, pois a feira, pois comporta árvores, boas vistas para o rio Douro, meios de transporte variados (stcp, metro, cp, etc) o que permite a fácil deslocação das populações de todas as idades e turistas em geral, que ficam maravilhados e voltam sempre quando visitam a nossa cidade.
Uma feira com dezenas de anos, não é uma feira vulgar, mas sim um ícone de uma cidade. Aqui como em todas as cidades europeias existe sempre uma feira no centro da mesma, exemplos disso são a feira do Rasto em Madrid, Porto Belo em Londres e a feira da Ladra em Lisboa.
Agora, fazendo um raciocínio simples, se deslocasse, esta mesma feira, a sete quilómetros do centro da cidade sem transportes, sem segurança, um sol abrasador, uma vista em redor desoladora, num local deserto desprovido de um café, casa de banho e perto de um bairro problemático (existem sempre boas e más pessoas nos mesmos) e onde ficamos sujeitos a arrastões e a esticões de carteiristas. As diferenças entre os locais são várias e dificilmente escolheriam a segunda hipótese.
Ora, é isto que a Câmara do Porto quer fazer aos seus vendedores, compradores, utilizadores e visitantes esporádicos da feira da Vandoma, bem como as centenas de estrangeiros que a visitam, principalmente os nossos vizinhos espanhóis.
O vereador responsável pelo pelouro da fiscalização, reportou aos meios de comunicação sociais que o problema em causa seriam as queixas dos moradores e a falta de segurança na zona envolvente da feira, e por que será que isto acontece?
É simples, desde que esta nova presidência tomou posse, a fiscalização da mesma nunca mais foi feita como deveria ser, o que levou as pessoas a questionarem-se se não teria sido uma manobra calculada e bem pensada para criar o alarme público e mal-estar aos moradores, para assim justificar esta tomada de posição. Os vendedores de ocasião tomaram posse de lugares não atribuídos e não pagos mensalmente à câmara, não respeitaram os horários de funcionamento da feira, tudo isto pela falta de fiscalização, contrariamente ao que vigorava no anterior mandato. Tornando assim, esta situação cada vez mais difícil de controlar.
Existiram, vários presidentes de câmara, de vários quadrantes políticos, a exemplo Fernando Gomes (PS), Nuno Cardoso (PS), Riu Rio (PSD), entre outros, e nunca se alterou ou mexeu no local da feira. Noutras alturas, bem piores e com menos meios de fiscalização, os vendedores (com lugares fixos) sempre cumpriram e conviveram com os moradores, sem queixas de maior a apontar ou a servir de arremesso como certos vereadores o fazem para limpar, e para branquear a sua falta de competência no cargo que ocupam. Moradores, esses, que na sua maioria beneficiam com a feira de variadas formas, bem como o comércio em geral que está a nosso favor e contra a decisão que querem colocar aos vendedores.
Aquando da última campanha eleitoral para os órgãos autárquicos e eleição do actual presidente da câmara, nessa altura, em campanha eleitoral, fartou-se de prometer que nunca alteraria ou colocaria em causa a feira da Vandoma, sendo que nos seus projectos futuros, tentaria, sim, melhorar as condições da mesma.
Portugueses e mais em específico os portuenses, esta é a verdade nua e crua que ninguém pode apagar. Os vendedores por este meio, vêm pedir que nos ajudem nesta petição e nesta luta, justa e honesta, para podermos dentro das nossas possibilidades contribuir para o bom nome da cidade do Porto. Queremos continuar a receber bem os portugueses e os turistas quando visitam esta mui nobre cidade do Porto.
Passem a palavra e assinem esta petição, precisamos da vossa ajuda. Bem hajam.
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Actualização #1 Encerramento
Criado em 21 de setembro de 2015
O poder político da CM Porto decidiu de forma contrária ao pedido e sem escutar o povo portuense.