Encerramento/alteração do IEFP
Para: Inscritos e não inscritos no IEFP
O Instituto de Emprego e Formação Profissional, tem vindo desde cedo a demonstrar-se tudo menos um espaço de emprego e formação profissional. Além disso tem procedimentos completamente ultrapassados.
Vejamos os exemplos, tanto para quem consegue emprego, assim como para quem termina um contrato de trabalho ou fica desempregado, tem de ser o próprio a comunicar ao IEFP, sendo que em pleno século XXI não se justifica, seria mais viável um sistema automático ou que fosse a instituição a fazê-lo, isto porque não faz sentido a pessoa se deslocar propositadamente para tal efeito, e daí a acumulação de gente no mesmo, para não falar dos gastos, e da credibilidade que pode ou não ter este procedimento.
Temos também como exemplo a oferta de emprego, que na verdade não existe; pois mais uma vez quem quiser saber de ofertas tem de ir propositadamente ao espaço, ou então saber muito bem procurar pela Internet, uma vez que nem todas as ofertas se encontram disponíveis na mesma, ou então já estão fora de prazo. Por vezes a instituição tem no próprio espaço uma capa com ofertas, o que também é bastante limitado, pois com as novas tecnologias bem podiam ter um ecrã com as ofertas a passar para que todos conseguissem ver ao mesmo tempo, rentabilizando tempo. O mesmo devia ser feito a nível electrónico, via e-mail.
Outro aspeto preocupante é a dificuldade de candidatura a uma oferta. Vejamos os passos a tomar: Primeiramente é vista uma ou várias ofertas, pela Internet ou pessoalmente no IEFP; de seguida é necessária a deslocação ao IEFP para proceder ao início de candidatura (pois candidatar-se pela Internet ou não dá mesmo para fazer (no meu caso nunca consegui), ou não é tão fiável como ir pessoalmente); contudo, como disse anteriormente é apenas um início de candidatura, pois apenas nos entregam uma ou várias cartas - consoante o número de ofertas- com as informações das instituições ao qual nós inscritos do IEFP temos de enviar para as instituições em causa, e para além disso ainda temos muitas vezes uma carta, para o caso de não sermos aceites no emprego, termos de entregar ao IEFP com essa mesma informação. Visto isto, perde-se bastante tempo a realizar candidaturas, o que muitas vezes pode impedir a empregabilidade das mesmas pela demora de entrega e procedimento de CTT.
Outro aspeto relevante a destacar é a cláusula que muitas vezes aparece em ofertas; esta cláusula refere-se ao facto de apenas os indivíduos que estão em "modo de desemprego no IEFP há mais de 6 meses" é que se podem candidatar. Portanto, estamos num país com um elevado nível de desemprego, e para colmatar isso o que se faz é criar restrições aos desempregados. Vejamos então, uma pessoa que está desempregada há 4 meses não pode candidatar-se, e até pode estar desempregada à mais tempo mas apenas não terem alterado o estado no IEFP (isto já me aconteceu), por sua vez uma pessoa que talvez nem esteja desempregada mas que se dá como desempregada há mais de 6 meses já pode.
Acrescento também o facto de haver uma distribuição bastante mal gerida dos vários subsídios e apoios, que muitas vezes não têm qualquer fiscalização ou mediação controlada, de modo a haver apoios de forma justa para todos, e não só para alguns (como acontece).
Para finalizar gostaria de salientar a questão das formações, criações de negócio e apoios. Estamos numa época em que se fala muito do empreendedorismo, e na criação do próprio negócio, contudo, e apesar de já haver algumas ajudas, o IEFP não fornece muita informação acerca desses apoios, afirmando muitas vezes que não dão qualquer apoio. Ou seja, quem for por esta "solução" de empregabilidade tem de ser a mesma a fazer a pesquisa, pois o IEFP apesar de apoiar várias Instituições que o fazem, não dão qualquer informação sobre tal.
Estes são apenas alguns exemplos do mau funcionamento do IEFP, com certeza que haverá mais a dizer. Se concordas com a falta de qualidade nos serviços prestados pelo IEFP assina a petição para que possamos reivindicar todos os nossos direitos enquanto cidadãos que querem trabalhar, mas que muitas vezes não nos deixam, ou não facilitam em nada.