Pelo respeito e dignidade no concurso de acesso ao internato do Ano Comum 2014
Para: Excelentíssimos Senhores, Membros do Conselho Diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde: Professor Doutor João Carvalho das Neves, Presidente Professor Doutor Rui Santos Ivo, Vice-Presidente Doutor Alexandre Lourenço, Vogal Doutor Paulo Vasconcelos, Vogal
Enquanto Internos do Ano Comum, vimos por este meio divulgar o nosso descontentamento relativamente ao processo de colocação dos jovens médicos no Internato Médico 2014 (ingresso no Ano Comum). Primeiramente, o mapa de vagas foi disponibilizado tardiamente, apenas no dia 9 de Dezembro. Atendendo ao atraso, foi igualmente imperativo que se iniciasse no mesmo dia o processo de escolha das instituições de saúde, para realização do Ano Comum, por parte dos futuros internos. Como consequência as colocações referentes a este concurso são divulgadas já durante o dia 20 do mesmo mês, isto é, a menos de duas semanas do início do contrato de trabalho.
Como acrescento a toda esta situação, e sem qualquer aviso prévio, a ACSS informa 3 dias depois de lançadas as referidas colocações, a necessidade de realizar uma nova distribuição dos candidatos, devido à necessidade de rectificação das médias dos médicos formados na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, por erro dos Serviços Académicos da referida Faculdade. O resultado desta situação será a reestruturação da lista de colocados, com data prevista de lançamento das novas colocações para o dia 26 de Dezembro, ou seja, menos de uma semana antes do ínicio do contrato de trabalho. A questão que colocamos é: “Como espera o Ministério da Saúde que os futuros médicos organizem a sua vida, quando a menos de uma semana de começarem a sua actividade laboral, ainda não sabem para onde irão trabalhar?”
Aceitamos que os imprevistos e contratempos façam parte de todo e qualquer trabalho. No entanto, um organismo com o peso e importância da ACSS, que tem ao seu cargo reger a vida de tantas pessoas, é expectável uma notável antecipação dos problemas assim como o planeamento das suas soluções. Consideramos portanto inaceitável o modo como tem sido conduzido o processo supracitado, com lesão pessoal e logística grave, nomeadamente para colegas que assinaram já contrato de arrendamento para trabalhar numa cidade que não é a sua.
Face ao explanado, exigimos portanto:
- uma explicação oficial para o sucedido;
- que os erros tardiamente encontrados nas médias de curso dos colegas sejam reparados sem prejuizo de nenhum dos implicados no concurso, se necessário com abertura de vagas excedentarias para colegas prejudicados pela redistribuição;
- que seja evitado novo sorteio, no caso dos colegas cujo desempate foi realizado desta forma, preferindo-se que as antigas colocações se mantenham sempre que possível.
- a condução de uma investigação interna por quem de direito, de modo a garantir que nenhuma destas situações volte a acontecer em concursos futuros para o Internato Médico.
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Actualização #1 Encerramento
Criado em 17 de dezembro de 2014
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