Pelo fim da opressão sanitária
Para: Fé Mais Longe e, se me permitem, a Humanidade
Caros Fé Mais Longeiros,
Os nossos antepassados foram grandiosos e audazes: fundaram um país à base do “isto agora é meu”, conquistaram as Áfricas, dobraram cabos ao ponto de lhes trocarem o nome, enganaram-se num caminho marítimo e mesmo assim avistaram terra, enganaram toda uma Europa ao afirmar que metade do mundo era deles para descobrir, colocaram-se no centro do desenho do próprio mapa-mundo…
E nós, o que conquistámos?
Nada, meus prezados camaradas. A falta de conquistas da nossa geração provém de uma opressão silenciosa que se tornou absolutamente insustentável para o povo fé-mais-longeiro e, se me permitem, para a Humanidade.
Por isso, é com grande entusiasmo que anunciamos o início do fim da opressão que vivemos neste digníssimo campo de férias que, outrora, tão bem nos representou - esperamos, assim, conseguir passar o mote pelo qual nos regemos para o resto do mundo: hoje, dizemos não à sanita, não à casa-de banho; dizemos SIM à latrina.
Não defendemos uma completa anarquia de cibálios, mas sim uma ordem defecatória que permita a simbiose entre a beleza de um hábito natural e o brilho solar/lunar que reluz no céu.
Maldito sejas saneamento básico.
Junta-te a esta causa, porque só um cocó latrinado é um COCÓ LIVRE.