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Petição pública para a remoção de todos os conteúdos ideológicos do sistema de educação português

Para: Presidente da assembleia da república

Fundamentação Jurídica e Constitucional

A presente petição assenta nos princípios fundamentais consagrados na Constituição da República Portuguesa, nomeadamente no direito dos pais à educação e orientação dos seus filhos, na liberdade de consciência e convicção, bem como na necessidade de transparência e participação democrática na definição das políticas educativas.

1. Direito e dever dos pais na educação dos filhos

O artigo 36.º, n.º 5, da Constituição da República Portuguesa estabelece que os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos. Este princípio reconhece às famílias um papel primordial na formação moral, ética e cívica das crianças e jovens.

Os peticionários entendem que quaisquer conteúdos de natureza moral, ética ou filosófica ministrados nas escolas devem respeitar esse direito constitucional, garantindo uma participação efetiva dos pais e encarregados de educação na sua definição e acompanhamento.

2. Liberdade de consciência, religião e convicções

O artigo 41.º da Constituição consagra a liberdade de consciência, religião e culto, protegendo a pluralidade de convicções existentes na sociedade portuguesa.

Os peticionários consideram que o sistema educativo deve assegurar o respeito por diferentes perspetivas filosóficas, culturais e religiosas, evitando a promoção exclusiva de determinadas correntes de pensamento em matérias socialmente sensíveis.

3. Direito à participação na vida pública

O artigo 48.º da Constituição reconhece aos cidadãos o direito de participação na vida pública e na condução dos assuntos do Estado.

Por esse motivo, entende-se que alterações ou conteúdos curriculares com impacto significativo na formação dos alunos devem ser objeto de debate público transparente, permitindo a participação de pais, educadores, especialistas e cidadãos em geral.

4. Transparência e escrutínio dos conteúdos curriculares

A gestão do sistema educativo deve obedecer aos princípios da transparência, da responsabilidade pública e da prestação de contas.

Os peticionários defendem que todos os materiais pedagógicos, programas, orientações e recursos utilizados nas escolas sejam facilmente acessíveis às famílias, permitindo o seu conhecimento e avaliação.

5. Propostas concretas

Assim, solicita-se à Assembleia da República que promova:

a) A revisão dos conteúdos curriculares relacionados com identidade de género e matérias conexas no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento;

b) A realização de audições públicas com especialistas de diferentes áreas científicas e representantes das associações de pais;

c) A publicação integral e acessível dos materiais pedagógicos utilizados nestas matérias;

d) O reforço dos mecanismos de participação dos pais e encarregados de educação na avaliação dos conteúdos curriculares;

e) A realização de estudos independentes sobre o impacto pedagógico e social destes conteúdos no contexto escolar português.

Os peticionários entendem que estas medidas contribuirão para uma maior transparência, participação democrática e confiança entre escolas, famílias e comunidade educativa, reforçando simultaneamente os direitos constitucionais dos cidadãos.



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Esta petição foi criada em 18 junho 2026
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