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Respeito para quem QUER trabalhar: pelo fim dos direitos laborais aos anti-grevistas

Para: Pessoas com tempo e paciência suficientes para lerem esta porcaria

Nos últimos seis meses, o nosso país passou por duas greves gerais, em que o país foi paralisado com a recusa de milhões de trabalhadores em ir trabalhar nesses dias, para assim pressionar o nosso governo a abandonar o criminoso pacote laboral que procura tirar diversos direitos aos trabalhadores portugueses (e tenho a dizer que tiro o chapéu ao governo por ainda insistir tanto nele. Se eu fosse parte do governo e o visse a não mandar uma para a caixa durante toda a sua vigência, eu teria só renunciado).

No entanto, nós temos de pensar num outro grupo da população portuguesa, que se tem visto pouco representado nestas greves. Estamos a falar das pessoas que se opõem, de unhas e dentes, ao simples direito dos trabalhadores de lutarem pelos seus direitos, pessoas que não suportam essas terríveis e inúteis pessoas que NÃO QUEREM TRABALHAR. Eu cresci a pensar que vivíamos num país democrático, onde o povo tem o direito a escolher a sua vida e a ter as suas opiniões discutidas. Mas, pelos vistos, uma pessoa que se oponha aos direitos laborais tem de continuar a sofrer a repressão de ter direito a dias de descanso, salário mínimo ou a expor o seu descontentamento em relação à forma como é tratado! Onde é que isto já se viu? Imaginem como se sentiria Leopold Von Sacher-Masoch se visse um conjunto de escravos sexuais a manifestarem-se contra as relações sado-masoquistas. Ele pensaria que eles estavam loucos, a falarem de "consentimento" e "respeito", em vez de aceitarem de bom grado serem espancados e chicoteados pelos seus companheiros ou companheiras. O mesmo se aplica a este grupo de pessoas, um conjunto de Leopold Von Sacher-Masochs (embora não tão ricos como ele, nem agora nem nunca, embora eles achem que sim por motivos de retardação mental) que não admite que o povo se julgue no direito de o livrar do seu sofrimento.

A questão é que estas pessoas GOSTAM DE TRABALHAR. Gostam mesmo! E os grevistas tentam, todos os dias, movidos por Satanás, tirar-lhes o direito de trabalhar em condições de quase-escravatura em paz! E, pior ainda, este governo aliou-se aos execráveis sindicalistas há muito tempo, dando aos trabalhadores o castigo (castigo esse que deixaria o diabo escandalizado) de ter dias de descanso uma vez por semana, além de feriados e férias, para assim obrigarem estes bravos guerreiros a verem a família e os amigos em vez de trabalharem toda a vida sem descanso e alimentarem-se de bota-de-patrão (uma excelente iguaria por sinal) todos os dias da semana. É desta forma que o movimento sindical trata, de forma quase nazi-fascista, as pessoas que se opõem à sua preguiça e recusa em trabalhar!

É por isto que eu sugiro que tomemos uma posição! Assinando esta petição, poderás contribuir para que as pessoas que se opõem às greves e ao movimento sindical porque "gostam de trabalhar" possam viver no seu Jardim do Éden, tirando-lhes os feriados, fim-de-semanas e férias. Dessa forma, eles poderão trabalhar ainda mais! E, já agora, aumentemos as suas horas de trabalho, para que aquele período de serão com a família em que irão inevitavelmente espancar as mulheres e filhos dure menos, e o tempo de qualidade a satisfazer o patrão dure mais. Esclareço já que estas medidas não se aplicariam a quem ESCOLHEU NÃO FAZER GREVE ou NÃO PÔDE FAZER GREVE, uma vez que tal seria inútil, pois grande parte deles já estão sujeitos a estas medidas porque vivemos num sistema que sabe como tratar as pessoas que estão à rasquinha para manter o seu emprego.

Eu gostava de acrescentar que, como já ficou claro, o movimento sindical deve ser algo de extremamente traumático para estes heróis, e eles não deviam ter de coexistir com as medidas pérfidas que essa praga foi implementando ao longo do tempo com a ajuda de governos comunistas judeus apoiados pela União Soviética Cunhalista do Irão. Por isso, sugiro que, por misericórdia, os libertemos dessas correntes. Libertemo-los do salário mínimo, da proteção contra o despedimento, da segurança social, dos subsídios, das jornadas de trabalho regulamentadas, das licenças de paternidade ou maternidade e de todos os outros chamados "benefícios" que os terroristas sindicalistas nos impuseram contra-vontade.

Resumindo, então, as minhas exigências, eu considero imperativo dar aos anti-grevistas do nosso país aquilo que eles querem: a total submissão ao patrão. Sob as novas medidas, o patrão será, legalmente, o pai abusivo do trabalhador anti-sindical (poucas coisas iam mudar, uma vez que o trabalhador continuaria a chamar "daddy" ao patrão), ou algo semelhante a um dono de escravos. Assinar esta petição é um importante passo para a consolidação da nossa democracia, que, como toda a gente sabe, se resume ao direito a trabalhar (por tostões) e à propriedade privada (para o teu patrão).

Por isso, partilhem esta petição (e, se forem autênticos psicopatas, assinem também!) e façamos de Portugal um sítio melhor (quem é que não quer viver na Idade Média, amirite?)

P.S.: Por favor considerem também proibir as demonstrações públicas de "porco no espeto", pois considero queimar massivamente a raça do nosso governo e partidos que o apoiam um ato de terrorismo e ameaça aos novos governantes.

Assinado: Amílcar Alho, PhD em Patifaria na Faculdade de Ciências do Gozo e do Desrespeito, em Jiga-Joga, Portugal



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Esta petição foi criada em 05 junho 2026
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