Pela revisão do toque automático do sino da igreja do Sobreiro - Mafra e por um maior equilíbrio entre tradição e qualidade de vida
Para: À Junta de Freguesia de Mafra, à Câmara Municipal de Mafra e à Paróquia local (Igreja de São Sebastião do Sobreiro)
Nós, abaixo-assinados, residentes e frequentadores da aldeia do Sobreiro - Mafra, vimos por este meio apresentar um pedido respeitoso de revisão do funcionamento automático do sino da igreja local.
Reconhecemos e valorizamos profundamente a importância histórica, cultural e espiritual da igreja na vida da comunidade, bem como o significado simbólico do sino em momentos religiosos, celebrações, funerais e chamadas para as missas.
O objetivo desta petição não é eliminar essa tradição nem desvalorizar o seu significado religioso e comunitário. Pelo contrário, acreditamos que o toque do sino continua a ter um lugar importante na vida da aldeia quando associado a momentos relevantes da vida comunitária e religiosa.
No entanto, o toque automático recorrente ao longo do dia tem vindo a causar perturbação significativa na qualidade de vida de vários moradores, afetando o descanso, a concentração, o trabalho remoto e o bem-estar diário.
Existe hoje uma maior consciência sobre o impacto do ruído repetitivo e persistente na saúde e no sistema nervoso, particularmente em pessoas neurodivergentes, pessoas autistas, pessoas com hipersensibilidade auditiva, idosos, bebés, crianças pequenas e pessoas que trabalham a partir de casa.
Assim, propomos que o sino deixe de tocar automaticamente de forma recorrente ao longo do dia e que o seu toque seja reservado para:• aviso antes das missas e celebrações religiosas• funerais• datas festivas• celebrações e momentos especiais da vida comunitária
Acreditamos que esta adaptação permitiria preservar plenamente o valor simbólico, religioso e cultural do sino, ao mesmo tempo que promove uma maior qualidade de vida e bem-estar para os moradores da aldeia.
Com respeito pela tradição, pela comunidade e pelo bem-estar de todos, solicitamos à Junta de Freguesia, à Câmara Municipal e à Paróquia local que considerem esta proposta de forma aberta e construtiva.