Acima de tudo a Verdade!
Para: Portugueses em geral, instituições de Antropologia e História,
Abertura dos túmulos de D. Henrique de Borgonha e do seu filho, D. Afonso Henriques, para
análise bioantropológica e genética profunda, a resolução dos mistérios que moldaram a fundação da identidade portuguesa.
a Verdade acima de tudo!
Se os túmulos de D. Henrique de Borgonha e do seu filho, D. Afonso Henriques, fossem abertos para uma análise bioantropológica e genética profunda, a ciência e a história esperariam resolver mistérios que moldaram a fundação da identidade portuguesa.
Os principais segredos que os cientistas pretendiam decifrar nas ossadas de ambos dividem-se em várias categorias:
1. O Teste de Paternidade de Portugal (Mito vs. Realidade)
A Lenda da Troca de Bebés: Existe um mito histórico persistente de que o verdadeiro filho de D. Henrique nasceu com uma grave deformidade nas pernas. O aio Egas Moniz tê-lo-á levado para criar, substituindo-o pelo seu próprio filho (saudável e robusto), que viria a ser D. Afonso Henriques.
A Resposta Genética: A comparação do ADN mitocondrial e do cromossoma Y dos restos mortais do Conde D. Henrique com os de D. Afonso Henriques resolveria este mistério de uma vez por todas, confirmando se o primeiro rei era de facto um Borgonha ou se tinha sangue da nobreza local portucalense.
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2. Biotipo, Estatura e Robustez Física
Mapeamento Tridimensional: O estudo dos ossos longos (fémur, tíbia) de ambos permitiria calcular a altura milimétrica exata de pai e filho.
O "Gigante" de Coimbra: No caso de D. Afonso Henriques, os cientistas queriam verificar se a sua fisionomia era de facto excecional para o século XII (superior a 1,65 m) ou se os relatos medievais sobre o seu tamanho hercúleo eram pura propaganda política.
Inserções Musculares: A análise do relevo dos ossos revelaria o nível de desenvolvimento muscular, confirmando o impacto físico do treino militar pesado com armaduras e espadas medievais.
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3. Paleopatologias e Marcas de Guerra
Ferimentos de Batalha: D. Afonso Henriques passou a vida em combate e sofreu um acidente grave no Cerco de Badajoz (1169), onde fracturou uma perna contra o ferrolho das portas da cidade, ficando coxo. Os antropólogos procuravam avaliar a consolidação dessa fratura e detetar outras marcas de armas cortantes ou perfurantes nas ossadas.
A Causa da Morte do Conde: No caso de D. Henrique, o estudo patológico ajudaria a desvendar a doença súbita ou os ferimentos que o vitimaram em Astorga aos 40 e poucos anos.
Doenças Ocultas: A análise dos ossos detetaria a presença de patologias comuns na realeza medieval, como a gota, a osteoartrite ou infeções crónicas.
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4. Dieta e Origem Geográfica (Isótopos Estáveis)
Alimentação da Realeza: A análise química dos dentes e ossos revelaria a percentagem de proteína animal, peixe e vegetais consumidos por ambos, traçando um retrato socioeconómico rigoroso da mesa real no século XII.
Migrações: Através dos isótopos de estrôncio acumulados no esmalte dentário de D. Henrique durante a infância, os cientistas poderiam mapear com precisão em que região da atual França (Borgonha) ele cresceu antes de rumar à Península Ibérica como cruzado.
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5. Confirmação das Identidades (Autenticidade dos Restos)
Sobrevivência dos Corpos: Ambos os túmulos sofreram trasladações e reestruturações ao longo dos séculos (como as obras pombalinas e manuelinas). Há sempre a dúvida científica sobre se os ossos que estão hoje nas arcas tumulares correspondem de facto a estas personagens ou se foram misturados com restos mortais de outros nobres ou monges ao longo da história.
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