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Pelo Direito Fundamental do WE ARE BACK Dormir em Casa do Afonso na Noite de 15

Para: Afonso

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia,
Exmos. Senhores Deputados,
Exmos. cidadãos preocupados com o estado atual da amizade, da hospitalidade e da dignidade humana,

Nós, abaixo assinados, vimos por este meio manifestar a nossa profunda preocupação relativamente à decisão unilateral, fria e emocionalmente devastadora tomada pelo cidadão Afonso, que consiste em não permitir que o grupo conhecido como “WE ARE BACK” durma em sua casa na noite de 15.

Esta decisão levanta questões graves. Não apenas sociais. Não apenas morais. Mas civilizacionais.

Ao longo da história, a humanidade construiu pontes, derrubou muros e criou sofás precisamente para evitar situações destas. Negar abrigo numa noite tão simbólica é mais do que uma escolha logística. É um atentado ao espírito de grupo. É como comprar pizza e dizer “mas só podem cheirar”.


Factos que não podem ser ignorados:

O grupo WE ARE BACK apresenta elevados índices de convivência aceitável.

Há forte probabilidade de os elementos levarem comida, bebida ou pelo menos boa disposição.

Dormir no chão continua a ser dormir.

O sofá do Afonso encontra-se, alegadamente, em condições operacionais.

A noite de 15 representa um momento histórico cujo impacto emocional poderá durar décadas.


Consequências graves desta decisão:

Caso esta injustiça permaneça sem resolução, poderão verificar-se:

Mensagens passivo agressivas no grupo.

Uso excessivo da frase “tranquilo mano”.

Silêncios desconfortáveis.

Memes direcionados ao Afonso durante tempo indeterminado.

Uma quebra irreparável da confiança nacional.


Proposta de solução


Propomos que:

O Afonso reavalie a sua posição com humildade e bom senso.

Seja autorizado, pelo menos, o uso do chão, sofá, varanda ou qualquer superfície minimamente horizontal.

O grupo WE ARE BACK assuma o compromisso solene de:

não partir demasiadas coisas;

falar mais baixo depois das 4 da manhã;

procurar um carregador sem revirar a casa toda;

fingir que vai embora cedo.


Declaração final


Nenhuma sociedade evolui quando um amigo fecha a porta ao outro numa noite de 15 para 16.

A justificação apresentada pelo Afonso — alegando não saber a que horas chegará e, consequentemente, recusando entregar as chaves ou permitir que o grupo aguarde no interior da habitação — levanta sérias preocupações relativamente ao nível de confiança depositado no coletivo WE ARE BACK.

Na prática, os signatários sentem-se tratados com um grau de suspeição incompatível com os princípios básicos da amizade, da convivência social e da hospitalidade portuguesa. Somos vistos não como cidadãos responsáveis e capazes de coexistir civilizadamente, mas quase como entidades caóticas prontas a transformar uma sala num festival medieval em menos de 14 minutos.

Importa recordar que:

ninguém pediu acesso a cofres suíços;

ninguém exigiu posse legal do imóvel;

ninguém pretende reorganizar a mobília segundo conceitos pós modernos.

Pretendia-se apenas dormir.

Dormir. Esse direito humano ancestral inventado, alegadamente, ainda antes do multibanco.

Os abaixo assinados consideram, por isso, que esta decisão representa:

uma quebra grave da confiança coletiva;

um insulto indireto ao caráter do grupo;

uma afronta emocional de dimensão quase parlamentar;

e um potencial precedente perigoso para futuras noitadas nacionais.

Caso esta petição não seja considerada e não exista abertura para negociação séria, será convocada uma manifestação pacífica e altamente dramática, com concentração simbólica no cemitério de Vila Fria, seguindo posteriormente em marcha lenta até à residência do Afonso.

Durante a manifestação poderão ocorrer:

cânticos indignados;

cartazes ofensivamente criativos;

reprodução de áudios antigos do grupo;

olhares de desapontamento profundo;

e pressão psicológica moderada através de silêncio coletivo.

Fica ainda registado que o cão Bob continuará a ser respeitado como elemento neutro neste conflito diplomático.

Porque uma casa pode ter paredes.
Mas só se torna um lar quando deixa entrar a malta.

Com elevada consideração institucional, mágoa emocional e uma mochila já preparada,

Os abaixo assinados.




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Esta petição foi criada em 14 maio 2026
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