Saída do Treinador de Voleibol do FCP
Para: Sócios, Adeptos, Simpatizantes do FCP
O voleibol do FC Porto viveu duas épocas de títulos, investimento recorde e exigência máxima. E é precisamente por isso que também merece reflexão séria.
Miguel Coelho chegou ao FC Porto depois de um percurso marcante em Matosinhos, onde conquistou duas Taças de Portugall em 10 anos. Onde não havia Sporting, Porto, Benfica, Braga.
A entrada no clube azul e branco surgiu através da recomendação de Joana Resende a Jorge Nuno Pinto da Costa, numa aposta que rapidamente dividiu opiniões, até porque já era conhecida a ligação emocional do treinador ao Sporting e algumas atitudes públicas no Dragão Arena antes de representar o FC Porto.
No primeiro ano, conquistou o Campeonato Nacional numa final épica decidida no jogo 5 e no quinto set. Um título histórico, que acabaria por marcar também o último troféu de Jorge Nuno Pinto da Costa enquanto presidente do clube. Nesse momento simbólico, André Villas-Boas juntou-se ao camarote presidencial para celebrar ao lado do histórico líder portista.
Na época seguinte, o FC Porto ficou pelas meias-finais frente ao Benfica de Rui Moreira. Já esta temporada, com o maior orçamento da história do voleibol feminino português — 1 milhão de euros — Miguel Coelho teve todas as condições para construir um projeto à sua imagem. Conquistou a Supertaça Ibérica, terminou a fase regular em primeiro lugar e venceu a Taça de Portugal frente ao Braga. Cumpriu, portanto, aquilo que era exigível perante a diferença brutal de investimento para os rivais, Benfica, Sporting.
Ganhar era obrigação e assim o fez.
O Benfica e o Sporting trabalham com orçamentos muito inferiores. O Braga, ainda mais distante. E apesar do mérito pelos títulos conquistados, não faz sentido vender a ideia de uma liga altamente competitiva quando apenas quatro clubes são verdadeiramente profissionais. A realidade do voleibol nacional ainda está longe da elite europeia. Somos uma liga de sétimo mundo.
Houve também decisões difíceis de compreender. A saída silenciosa de Joana Resende da equipa, sem qualquer explicação pública aos sócios. A pouca rotatividade do plantel. O caso de Ana Rui Monteiro, internacional portuguesa e titular da seleção, mas com utilização reduzida no FC Porto. Situações que levantaram dúvidas dentro da massa associativa.
Dominika que foi contraftada a seu expressso pedido e jogou 3 jogos.
Além disso, muitos adeptos nunca se identificaram com determinadas atitudes do treinador fora da quadra. Desde episódios antigos ligados ao Sporting até declarações recentes onde chegou a questionar o “portismo” de alguns adeptos. Um treinador do FC Porto tem de perceber o peso das palavras quando fala sobre os associados do clube.
Festejou em nossa casa a vitória do Sporting em andebol. Na cara dos nossos adeptos. Várias vezes mimou a comunicação social do clube e só deixa ir estrangeiras aos prés e pós matchs.
Miguel Coelho pode continuar no FC Porto ou procurar um desafio internacional. E talvez seja aí que consiga provar definitivamente o seu valor, num contexto mais competitivo e exigente. Tal como Rui Moreira o fez no Brasil ou André Sá na seleção da Finlândia.
Da minha parte, nunca esteve em causa o sucesso do FC Porto. Sempre torci pelas vitórias do clube. Mas apoiar o clube não significa concordar com tudo. E eu continuo sem me identificar com a postura, comunicação e gestão humana de Miguel Coelho.
O voleibol merece mais debate, mais exigência e mais verdade. Há provas do que fez aos sócios.
Porque no final do dia, o que nos une é o amor ao FC Porto . ??
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Actualização #1 Encerramento
Criado em 13 de maio de 2026
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