O FIM DA FRAUDE DOS 10 CÊNTIMOS E DA EXPLORAÇÃO DO "POVO ESTÚPIDO"
Para: Assembleia da República, Governo de Portugal, Ministério do Ambiente e Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).
Nós, cidadãos abaixo-assinados, recusamos continuar a ser o "burro de carga" de um sistema de reciclagem que não passa de um esquema de transferência de riqueza do bolso dos trabalhadores para os lucros obscenos de entidades privadas e grandes superfícies. O sistema "Volta" (SDR) é um insulto à inteligência nacional, baseado na premissa de que o português é demasiado estúpido ou preguiçoso para reclamar o que lhe pertence.
?1. A Engenharia do Roubo: O Lucro pelo Esquecimento
?O sistema foi desenhado para ser deliberadamente ineficiente. Ao dificultarem a devolução (máquinas avariadas, filas, exigência de talões, restrição de lojas), as empresas gestoras contam com uma taxa de não-devolução superior a 60%. Isto significa que milhões de euros ficam retidos nas contas de entidades privadas. É um imposto direto sobre o cidadão que não tem tempo a perder, revertendo a favor de quem já lucra com o consumo.
?2. A Mentira Ecológica e a Hipocrisia do Papel
?Chamam-lhe "ecologia", mas obrigam à impressão de faturas e talões de papel térmico não reciclável para provar a compra. Se a embalagem tem um código de barras, o sistema já sabe que a taxa foi paga. Exigir faturas ou limitar a devolução à "loja de origem" é uma barreira burocrática propositada para garantir que o dinheiro nunca saia do bolso do retalhista. É uma fidelização forçada disfarçada de civismo.
?3. Tripla Tributação: Pagamos para Trabalhar para Eles
?O português médio está a ser roubado em três frentes:
?Paga a Taxa de Resíduos na fatura da água (indexada ao consumo, um erro técnico grosseiro).
?Paga o Ecovalor no preço do produto (para financiar ecopontos que agora querem inutilizar).
?Paga o Depósito de 10 cêntimos no "Volta".
Estamos a pagar três vezes pelo mesmo serviço e, no fim, ainda somos nós que fazemos a logística de transporte e triagem de graça para as empresas de reciclagem aumentarem as suas margens.
?4. O Negócio dos Talões vs. Dinheiro Vivo
?Recusamos ser pagos em "vales de desconto" que nos obrigam a gastar dinheiro onde fomos taxados. O dinheiro do depósito é propriedade do consumidor. Exigir que esse valor seja devolvido apenas em talões é um sequestro de liquidez financeira. Queremos o reembolso em numerário ou transferência, sem perguntas e sem compras obrigatórias.
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5. O Resumo da Estupidez
?O sistema assume que o português é ignorante e vai aceitar pagar mais 10 cêntimos por cada lata/garrafa para "salvar o planeta", enquanto as produtoras e os supermercados:
?Limpam os seus balanços de custos ambientais.
?Retêm milhões em depósitos não reclamados.
?Aumentam a faturação através de talões de desconto obrigatórios.
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EXIGIMOS:
?O fim imediato da obrigatoriedade do depósito enquanto não houver interoperabilidade total (devolver em qualquer lado, sem talões e sem faturas).
?O reembolso obrigatório em numerário em todos os pontos de recolha.
?Transparência total: Publicação mensal do valor dos "depósitos órfãos" e a sua reversão obrigatória para abater na fatura da água de todos os portugueses, e não para o lucro das gestoras do SDR.
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