Reconhecimento da Profissão Farmacêutica como Profissão de Desgaste Rápido
Para: Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República, Exmo. Senhor Primeiro-Ministro, Exma. Senhora Ministra da Saúde,
Petição Pública
Reconhecimento da Profissão Farmacêutica como Profissão de Desgaste Rápido
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República, Exmo. Senhor Primeiro-Ministro, Exma. Senhora Ministra da Saúde,
Os cidadãos abaixo-assinados vêm, por este meio, solicitar o reconhecimento da profissão farmacêutica — incluindo farmacêuticos e profissionais que exercem funções permanentes em farmácias comunitárias e hospitalares — como profissão de desgaste rápido.
Os profissionais das farmácias desempenham um papel essencial no funcionamento do sistema de saúde em Portugal, assegurando diariamente o atendimento à população, a dispensa segura de medicamentos, o aconselhamento técnico e o acompanhamento terapêutico dos utentes.
Apesar da elevada responsabilidade técnica e humana inerente à profissão, estes trabalhadores enfrentam diariamente condições de grande exigência física, mental e emocional, nomeadamente:
Longos períodos de trabalho em pé;
Horários prolongados e rotativos;
Trabalho contínuo ao público, muitas vezes em contexto de pressão e conflito;
Elevada responsabilidade na prevenção de erros de medicação;
Exposição constante ao stress e ao desgaste psicológico;
Escassez de recursos humanos em muitas unidades;
Impacto acumulado na saúde física e mental ao longo dos anos de serviço.
Durante períodos críticos, como a pandemia de COVID-19, os profissionais das farmácias mantiveram-se na linha da frente, garantindo o acesso da população a medicamentos, testes, vacinação e aconselhamento, muitas vezes sem o devido reconhecimento institucional.
Face à natureza exigente e contínua desta atividade, consideramos justo e necessário:
1. O reconhecimento legal da profissão farmacêutica como profissão de desgaste rápido;
2. A criação de mecanismos específicos de proteção laboral e compensação;
3. A possibilidade de reforma antecipada sem penalizações;
4. A valorização salarial e das condições de trabalho;
5. A implementação de medidas de apoio psicológico e prevenção do burnout;
6. A revisão das carreiras e regimes laborais aplicáveis ao setor.
A valorização destes profissionais representa também uma valorização da saúde pública e da segurança dos utentes.
Assim, apelamos à Assembleia da República e ao Governo de Portugal para que promovam urgentemente medidas concretas que reconheçam o desgaste físico e psicológico associado à profissão farmacêutica.
Pela dignidade, justiça e valorização dos profissionais das farmácias.
Os abaixo-assinados.
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