Petição pelo cumprimento da promessa de criação de faixas de proteção de 200 a 300 metros nas Póvoas de Valongo do Vouga e Macinhata do Vouga
Para: Câmara Municipal de Águeda
Ex.mo senhor presidente da Câmara Municipal de Águeda,
Após o fogo de setembro de 2024, convocou uma reunião, realizada a 12 de Outubro de 2024 na Escola do Salgueiro de Valongo do Vouga, onde, através do Gabinete Técnico Florestal, veio expor a intenção da Câmara Municipal de Águeda em implementar uma estratégia de prevenção de incêndios baseada na criação de faixas de proteção de 200 a 300 metros ao redor de habitações em algumas aldeias de Valongo do Vouga e Macinhata do Vouga.
Na mesma reunião estiveram também presentes António Loureiro, Presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, Filipe Falcão, Presidente da Junta de Freguesia de Valongo do Vouga e o Eng. Luís Sarabando em representação da AFBV - Associação Florestal do Baixo Vouga.
Em:
https://www.cm-agueda.pt/noticia-96/municipio-de-agueda-apresenta-plano-de-acao-para-proteger-populacoes-dos-incendios
e
https://www.facebook.com/search/top/?q=Munic%C3%ADpio%20de%20%C3%81gueda%20apresenta%20plano%20de%20a%C3%A7%C3%A3o%20para%20proteger%20popula%C3%A7%C3%B5es%20dos%20inc%C3%AAndios
e
https://www.youtube.com/watch?v=XDaBtPiOzeI#:~:text=C%C3%A2mara%20Municipal%20de%20%C3%81gueda%20Apresenta%20Plano%20de,Moita%2C%20Alombada%20e%20Ch%C3%A3s%2C%20e%20revelou%2Dse%20pequena
O plano exposto, a mais de uma centena de proprietários e habitantes presentes na reunião, incluía o corte/arranque das touças de eucaliptos e a sua substituição por espécies autóctones nessas faixas de proteção. Nessa reunião, para além do seu compromisso em fazer avançar este projeto a todo o custo, foram definidos representantes locais para a identificação de terrenos.
As ações no terreno tiveram início em julho de 2025 nas aldeias do Moutedo e da Gandra, com o apoio dos habitantes Sérgio Almeida e João da Cunha. Em Setembro de 2025 as máquinas abandonaram o trabalho, tendo deixado vários montes de cepos em alguns dos terrenos mobilizados.
Foram feitos vários contactos com o Gabinete Técnico Florestal (GTF) da Câmara de Águeda, não só pelos representantes, mas também por vários particulares que desejavam ceder os seus terrenos para o projeto.
Num dos contactos, o GTF informou um dos representantes que não tinham conseguido árvores para ceder conforme prometido.
Assim, a ADPLP - Associação de Desenvolvimento e Proteção Local das Póvoas, com o apoio da Quercus, concorreu ao Projeto Floresta Comum, assumindo a plantação nos terrenos já intervencionados pela Câmara Municipal, onde foram arrancadas e retiradas as touças de eucaliptos.
A candidatura foi aceite e foram atribuídas mais de 5000 árvores, sobretudo Carvalho alvarinho, para os terrenos intervencionados pela Câmara Municipal de Águeda.
As ações de plantação foram um sucesso, não só pelo envolvimento dos proprietários e de voluntários para a mudança e valorização de um território mais resiliente e biodiverso, mas também para mostrar a todos in loco as fragilidades do nosso território e como estamos a lidar com elas.
Infelizmente, parte das árvores trazidas não foram plantadas, uma vez que o prestador de serviços da Câmara Municipal de Águeda não retirou os cepos de eucalipto deixados nos terrenos em tempo útil.
Para além do acima exposto existem denúncias e preocupação dos habitantes, relativas a árvores ardidas em risco de queda para a via pública, de montes de biomassa deixados por toda a parte, vias e caminhos públicos degradados/danificadas pelos operadores florestais e mobilizações de terrenos para novas plantações de eucaliptos junto a habitações, estradas e linhas de água.
Perante o acima exposto e após várias queixas e contactos, sem resposta da parte da Câmara Municipal de Águeda os órgãos e sócios da ADPLP, habitantes, familiares e amigos apelam à assinatura desta petição.