Contra a utilização do termo FAMILIAS pelos média para descrever conflitos entre grupos
Para: Todas as pessoas
O Objetivo
?Esta petição solicita às redações, órgãos de comunicação social e entidades reguladoras (como a ERC) a revisão das diretrizes editoriais no que toca à utilização do termo "famílias" para descrever grupos envolvidos em criminalidade organizada, rixas ou conflitos violentos.
?A Justificação
?A linguagem não é neutra. Ao utilizar a palavra "família" para reportar fenómenos de criminalidade, os média acabam por:
?Dignificar o Crime: O termo evoca laços de lealdade e proteção que são próprios de uma instituição fundamental da sociedade, conferindo uma aura quase "cinematográfica" (estilo máfia) a atos de violência comum.
?Estigmatizar Comunidades: Muitas vezes, esta designação é aplicada de forma desproporcional a minorias ou grupos em exclusão social, rotulando linhagens inteiras por atos de indivíduos isolados.
?Normalizar a Violência: Transforma conflitos criminais em "querelas domésticas" ou "guerras de clãs", desviando o foco da gravidade do crime e da necessidade de intervenção do Estado e da Justiça.
?O Nosso Apelo
?Exigimos que a comunicação social adote uma terminologia mais precisa, técnica e desprovida de carga emocional ou arcaica. Propomos a utilização de termos como:
?Grupos Criminosos
?Indivíduos Pertencentes ao Mesmo Grupo
?Redes de Criminalidade
?"A família é a base da sociedade e um porto de abrigo. Não permitamos que o léxico jornalístico a confunda com estruturas de criminalidade e violência."