Mudança de Topónimos em Portugal que tenham origem arábe
Para: Pessoas
Quero promover a mudança de Topónimos que tenham origem na língua árabe e regressar à Toponimia original e mais antiga. O controlo islâmico em Portugal e na Península Ibérica, é um período negro da nossa história e resultou da expansão e colonialismo arábe-islâmico. É uma cultura que veio de fora e que foi imposta por uma minoria árabe e berbere. A nossa cultura é maioritariamente, mesmo depois de séculos de colonialismo e repressão islâmica, romano-cristã, com forte influência celta e visigótica. Não somos assim tão influenciados pela cultura árabe e berbere como muitos apregoam e até parecem ter "orgulho". É importante dizer que a cultura árabe-islâmica, é fortemente influenciada pela cultura persa sassânida, pela cultura romana/bizantina, pela cultura judaica, pela mescla de culturas do Egipto e outras culturas do médio oriente. A conquista e assimilação do império persa, o contacto e conquista de regiões do império romano/bizantino pelos árabes, fizeram com que assimilassem muito destas culturas. A cultura árabe-islâmica por si só, não é mais do que uma quase aculturação dos árabes pelas culturas superiores dos povos que conquistaram, e pela própria dinâmica da reinterpretação e mistura de culturas. Não nos podemos esquecer que até ao séc. VII, todo o Mediterrâneo e Médio Oriente eram cristãos; imperava a religião cristã e a cultura greco-romana. O judaísmo continuava presente na Judeia (chamada de Syria Palestinae pelo imperador Adriano, numa tentativa de apagar a ancestralidade das terras dos povos hebraicos) e o zoroastrismo era a religião dos persas sassânidas. A expansão e conquistas islâmicas, a imposição das suas leis cruéis, as conversões forçadas, os impostos e taxas de sangue e religiosas, trouxeram exploração e sofrimento e morte a milhões de pessoas. A cultura greco-romano-cristã foi sendo gradualmente substituída por uma cultura árabe-islâmica imposta por uma elite árabe que controlava pelo medo e pelo terror. A ideia que muitos no ocidente tentam passar de uma cultura pacífica e próspera, a ideia de uma idade de ouro islâmica é uma profunda mentira. Sim, a cultura árabe-islâmica atingiu um apogeu quando se apoderou da riqueza e culturas do império Sassânida, e de territórios conquistados ao império Romano/Bizantino. As cruzadas, e o mito imposto ao ocidente de que os europeus foram para a "Terra Santa" matar e pilhar por desporto ou porque não tinham mais nada que fazer, é uma das maiores mentiras da história. As cruzadas foram um resposta dos europeus à pressão e às conquistas árabes de toda a região romano-cristã do Mediterrâneo e Norte de África e da continua pressão sobre o sul da Europa – não nos podemos esquecer que a península Ibérica foi conquistada (devido a traição e subornos islâmicos), o reino dos Francos alvo de incursões contínuas e ataques a cidades e povoações; a Sicília e Malta conquistadas e subjugadas durante algum tempo (até à reconquista pelos Normandos); o sul de Itália alvo constante de incursões de piratas islâmicos (não confundir com a pirataria da Costa da Bárbaria que aconteceu uns séculos depois); o Império Romano/Bizantino acossado e Constantinopla alvo de dois cercos pelas forças islâmicas. É debaixo deste panorama negro que os reinos cristãos europeus vivem desde o séc. VIII, pressionados por um inimigo astuto e oportunista, que tem um único objetivo: a destruição, aniquilação, conversão ou escravização dos infiéis. O movimento das cruzadas mais não é do que uma resposta de força de uma Europa a sentir-se cercada e ameaçada em várias frentes. A reconquista Ibérica também faz parte desse movimento que de facto não só parou a dinâmica expansionista e colonialista islâmica como impôs o receio da resposta e medo da força espiritual e física dos povos a Europa cristã (é importante referir que houve várias vagas migratórias da península arábica para o Médio Oriente e Norte de África que acabaram por substituir parte da população existente ou a fundir-se com ela).
Vamos por isso acabar de uma vez por todas com esta ideia de que fomos aculturados por uma minoria árabe e berbere. Vamos recuperar os nomes originais das nossas regiões, terras e localidades. Algarve chamava-se Cineticum ou Cinético; Arruncia pode ser o nome mais antigo de Aljubarrota (uma antiga povoação romana perto do local da batalha); só por curiosidade, Alenquer não é um topónimo de origem árabe mas sim de origem alana – Alan Kerk ("Templo dos Alanos").