Pela Manutenção da Periodicidade Anual da Feira Medieval "Memórias da História" em Torres Novas
Para: Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas; Mesa da Assembleia Municipal de Torres Novas; Vereação da Câmara Municipal de Torres Novas; União das Freguesias de Torres Novas (Santa Maria, Salvador e Santiago).
Os abaixo-assinados, cidadãos, comerciantes, agentes culturais e amigos de Torres Novas, vêm por este meio manifestar o seu profundo descontentamento face à decisão de tornar bienal a realização da Feira de Época "Memórias da História".
Baseamos a nossa contestação nos seguintes pontos fundamentais:
Dinamização Económica: A feira medieval não é um custo, mas sim um investimento. Durante o evento, a restauração, o comércio local e a hotelaria registam picos de faturação vitais para a sustentabilidade de muitos negócios que operam na cidade todo o ano.
Turismo e Projeção da Marca: A periodicidade anual é essencial para manter Torres Novas no roteiro fixo do turismo nacional e internacional. O hiato de dois anos quebra o hábito do visitante e dilui a notoriedade da marca "Torres Novas" como destino de recriação histórica.
Retorno vs. Investimento: É público que o retorno indireto para a economia local supera largamente o orçamento despendido pela autarquia na organização. Reduzir a feira a um evento bienal é abdicar de uma receita direta para os munícipes e para o dinamismo do centro histórico.
Coesão Social e Cultural: A feira mobiliza associações, artesãos e voluntários locais. O interregno de dois anos desmotiva esta participação cívica e enfraquece o tecido associativo que tanto se dedica ao rigor do evento.
Face ao exposto, solicitamos que a Câmara Municipal de Torres Novas reavalie esta decisão e garanta a realização anual da "Memórias da História", mantendo viva a tradição e a economia da nossa cidade.
Torres Novas, fevereiro de 2026.
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