Parar as derrocadas na Graça e proteger vidas humanas. É preciso agir!
Para: Assembleia Municipal de Lisboa e Presidente da Câmara de Lisboa
A recente tragédia que abala o país — e que também se faz sentir em Lisboa — vem, mais uma vez, expor as fragilidades estruturais da nossa cidade face a fenómenos climáticos extremos. Os bairros históricos e populares, como a Graça, com edificações antigas e topografia acidentada, são particularmente vulneráveis. A situação na Rua Damasceno Monteiro, onde três edifícios no topo da colina foram evacuados devido a deslizamentos de terras, é a prova viva dessa vulnerabilidade.
Nós, moradores e demais cidadãos, acompanhamos com preocupação os desenvolvimentos na vizinha Rua Damasceno Monteiro, onde:
Três prédios foram evacuados devido a deslizamentos;
Há ruturas na conduta de água e risco de novos deslizamentos;
Sete famílias foram diretamente afetadas, mas o medo e a incerteza estendem-se a todo o bairro.
Não podemos ignorar que este problema não é novo: segundo relatos de moradores, a situação na Rua Damasceno Monteiro se arrasta desde 2010, tendo já ocorrido um deslizamento em 2017. É fundamental que os serviços autárquicos protegem efectivamente a proteção da vida e segurança dos munícipes. Não é admissível que se aguarde por uma tragédia para agir.
A Graça não é apenas um bairro histórico — é um símbolo da resistência e da identidade lisboeta. O Miradouro da Senhora do Monte, que encanta turistas e moradores, não pode tornar-se sinónimo de negligência. Os deslizamentos na Rua Damasceno Monteiro ameaçam não só casas, mas a memória, a identidade, a vida e a segurança de quem aqui nasce,vive, trabalha, ama, constitui família, paga impostos e dá "outra graça a Lisboa".
Solicitamos, com urgência, que V. Exas. nos informe sobre:
Riscos iminentes:
- Avaliação técnica atualizada dos riscos de novos deslizamentos na Rua Damasceno Monteiro e zonas circundantes (incluindo a Rua da Senhora do Monte).
- Identificação de outras áreas críticas no bairro da Graça.
Plano de ação:
- Diagnóstico detalhado das causas dos deslizamentos (ex.: drenagem, estabilidade geotécnica, estado das infraestruturas).
- Soluções concretas, a curto e médio prazo, com envolvimento da Junta de Freguesia, proprietários e inquilinos (ex.: obras de contenção, monitorização, realojamento temporário).
Comunicação:
- Reunião pública com moradores para apresentação do diagnóstico e medidas previstas.
- Canal de comunicação direto para atualizações e denúncias.
Notas finais:
Esta petição é subscrita por moradores preocupados e demais cidadãos, mas também disponíveis para colaborar na busca de soluções.
Relembramos que a prevenção é um dever da autarquia — e que a inação tem custos humanos e sociais inaceitáveis.
Saudações democráticas.