A prioridade são as pessoas! Pela Segurança de quem vai votar, dia 8 teremos de adiar!
Para: CNE;Governo;Camaras Municipais; Candidatos às presidenciais;Presidente da República
Nós, cidadãos portugueses, dirigimo-nos à Comissão Nacional de Eleições (CNE), ao Governo da República, ao Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa e aos 308 Presidentes de Câmara para exigir o adiamento da segunda volta das Eleições Presidenciais 2026, marcada para 8 de fevereiro, para 15 de fevereiro de 2026.
Portugal atravessa uma das piores crises meteorológicas dos últimos anos:
As depressões Kristin e Leonardo provocaram inundações graves, deslizamentos, quedas de árvores, cortes generalizados de energia (mais de 130 mil clientes sem eletricidade em alguns momentos) e estragos em infraestruturas.
O Governo prolongou o estado de calamidade até às 23h59 de 8 de fevereiro (e há indicações de extensão até 15 de fevereiro).
Vários distritos permanecem em aviso laranja (chuva forte persistente, vento forte, agitação marítima e neve nas terras altas) precisamente nos dias que antecedem e coincidem com o ato eleitoral.
Muitos concelhos estão inundados, estradas cortadas ou de difícil acesso, especialmente no Centro e Norte do país.
Ir às urnas nestas condições representa um risco inaceitável para a população, em particular para:
-Idosos e pessoas com mobilidade reduzida
-Eleitores de zonas rurais ou ribeirinhas
-Quem depende de transportes públicos ou de estrada
A democracia só é plena quando todos podem exercer o direito de voto em segurança e sem pressão. Um adiamento de apenas uma semana permite:
-Recuperar estradas e restabelecer energia
-Dar tempo para a Proteção Civil e autarquias garantirem condições mínimas
-Evitar uma taxa de abstenção artificialmente elevada por motivos de força maior
A lei eleitoral (artigo 81.º da Lei Eleitoral do Presidente da República) já prevê o adiamento local em concelhos em situação de calamidade. Pedimos que essa possibilidade seja aplicada de forma ampla e que as entidades competentes considerem um adiamento nacional ou coordenado face à gravidade excecional da situação.
A vida das pessoas está em primeiro lugar. Votar em segurança não é um luxo, é um direito.
Exigimos o adiamento da segunda volta para 15 de fevereiro de 2026.
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