Processar Duel Boxing e Numeiro por Roubo Virtual de Livestream de Combate
Para: João Barbosa (Numeiro)
Nós, abaixo-assinados, vimos por este meio denunciar publicamente aquilo que muitos já consideram um dos episódios mais caricatos da internet portuguesa recente: a retransmissão não autorizada de um combate pago, promovida pela organização Duel Boxing e amplificada pelo streamer conhecido como Numeiro, que decidiu que pagar por conteúdos é opcional — pelo menos quando não é ele a produzir.
Num ato que mistura arrogância digital com desprezo absoluto por regras básicas, assistimos a um livestream de combate ser exibido como se fosse conteúdo livre, ignorando direitos de autor, contratos, atletas, organizadores e qualquer noção mínima de ética. Tudo isto, claro, em nome do “conteúdo”, das visualizações e do ego.
O mais irónico é que quem passa a vida a falar de dinheiro, sucesso e empreendedorismo parece ter dificuldades em compreender um conceito simples: conteúdo pago não é para roubar. Talvez seja falta de atenção, talvez seja excesso de confiança, ou talvez seja apenas a velha máxima da internet — “se eu faço, não conta”.
Esta prática não prejudica apenas os organizadores do evento. Prejudica atletas que treinam anos, equipas que investem recursos reais e um ecossistema inteiro que ainda acredita que trabalho merece ser pago. Transformar pirataria em entretenimento não é “reação”, não é “comentário”, não é “liberdade criativa” — é roubo virtual, simples e direto.
Assim, exigimos:
1. A abertura imediata de um processo judicial para apuramento de responsabilidades
2. A responsabilização civil e criminal dos envolvidos na retransmissão ilegal
3. O reconhecimento público de que roubo digital continua a ser roubo, mesmo com webcam e microfone
4. Um pedido de esclarecimento — e de preferência um pedido de desculpas — que vá além do habitual “não sabia”
Esta petição existe porque a internet portuguesa já está cansada da ideia de que alguns criadores vivem acima da lei, protegidos por seguidores, memes e falta de consequências. Fama não é imunidade, audiência não é licença, e livestream alheio não é buffet livre.